O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) volta a julgar nesta terça-feira (10) o recurso ordinário da senadora Selma Arruda (PODE). A juiza aposentada e senadora recorreu da decisão do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) que cassou seu mandato por caixa 2 e abuso de poder econômico nas eleições de 2018.
O ministro Og Fernandes é o relator do caso e foi o único a votar e destacou que houve sim caixa 2 na campanha e também prática de abuso de poder econômico.
A defesa de Selma tentou contrapor cada ponto da condenação, mas o ministro relator não acatou nenhuma tese do advogado.
No julmento que começou na semana passada, o primeiro-suplente de Selma, Gilberto Possamai (PSL), tentou afastar sua conduta das realizadas pela senadora no pleito, mas a tese da defesa também não foi acatada pelo relator do caso.
O ministro chegou a dizer que as provas contra Selma são incontroversas e muitas delas admitidas pela própria senadora. Ele falou em pelo menos 5 pontos que houve erro de Selma durante a campanha e ainda destacou o fato dela ter sido juíza eleitoral, ou seja, deveria conhecer muito bem a legislação antes mesmo de entrar no pleito de 2018.
Se a tese de Og for aceita pela maioria, será realizada uma nova eleição em 90 dias, Selma e Possamai perderão os direitos políticos por 8 anos.
A defesa de Selma insistiu na tese de perseguição do ‘sistema’ sofrida por ela por ter mandado prender figuras de destaque na política local, como o ex-governador Silval Barbosa.
Ainda faltam votar seis ministros, Rosa Maria Pires Weber (Presidente), Luís Roberto Barroso (Vice-Presidente), Luiz Edson Fachin, Luis Felipe Salomão, Tarcisio Vieira de Carvalho Neto e Sérgio Silveira Banhos.
Fonte: Gazeta Digital