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Cuiabá já imunizou mais da metade da população elegível com a primeira dose

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Mais da metade da população elegível – que é 459.541 – para tomar a vacina contra o coronavírus já foi vacinada com a primeira dose em Cuiabá. De 20 de janeiro até esta quarta-feira, 22 de julho, 54,8% de todos os moradores da capital acima de 18 anos já tomaram pelo menos uma dose de vacina.

Em relação ao esquema vacinal completo, que engloba a aplicação das duas doses ou, no caso da vacina Janssen, apenas uma dose, 19,4% de toda a população elegível já foi imunizada. “Temos um ritmo excelente de vacinação em Cuiabá. Só não temos um percentual ainda maior de pessoas vacinadas porque recebemos poucas vacinas a cada remessa. Temos 6 polos de vacinação e capacidade de aplicar 6,8 mil doses por dia, ou 40 mil por semana. Se recebêssemos doses suficientes para manter essa capacidade e não houvesse abstenções, seria possível terminar a vacinação de todos os cuiabanos em cerca de um mês e meio”, comentou o prefeito Emanuel Pinheiro.

Uma comparação que acontece de maneira recorrente é em relação ao ritmo de vacinação em Campo Grande, mas isto é algo que não é aplicável. Para se ter uma ideia, Cuiabá até o momento recebeu 42% a menos de vacinas do que Campo Grande (317.267 doses a menos), ou seja, é completamente normal que a cobertura vacinal seja maior no estado vizinho, levando-se em conta a grande quantidade de vacinas a mais recebidas por eles. Além disso, Campo Grande recebeu 50,9% a mais de Coronavac, que favorece a rapidez na aplicação da segunda dose, pois o intervalo de aplicação entre as duas doses é de 28 dias. Campo Grande recebeu ainda 70,5% de doses a mais da vacina Janssen, que é dose única, o que favorece o aumento da cobertura vacinal da população.

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Até o momento a capital de Mato Grosso aplicou 89,5% de todas as doses destinadas para a primeira aplicação. Este percentual pode ser ainda maior, se forem levadas em conta as perdas técnicas e o que ainda não entrou no registro oficial do Plano Nacional de Imunização. Neste caso, Cuiabá chega a 96,6% de utilização das doses. “Ao contrário do que muita gente fala, Cuiabá não tem doses estocadas. O Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público Estadual e Controladoria Geral da União fizeram auditoria na rede de Frio do Município e constataram que não há doses destinadas para primeira aplicação guardadas. As que estão estocadas são aquelas destinadas para segunda dose e que ainda não estão no momento de serem aplicadas”, revelou Pinheiro.

“Por duas vezes eu e o deputado Emanuel Pinheiro Neto solicitamos ao Governo Federal doses extras de vacinas para imunizarmos toda a população de Cuiabá. Mesmo após a constatação de uma nova variante que surgiu na capital com a realização da Copa América, nossa solicitação não foi atendida. Temos uma equipe altamente qualificada à frente da campanha de vacinação e profissionais igualmente capacitados, realizando a imunização de forma competente e organizada. Como já disse anteriormente, temos capacidade para vacinar toda a população elegível em um mês e meio, mas precisamos de vacinas para isto”, finalizou o prefeito.

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Com pedido de vista no STF, composição da mesa diretora da ALMT pode ser alterada

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Após abrir divergência no julgamento sobre a reeleição para a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o ministro Gilmar Mendes pediu vista do processo, que está em análise no plenário virtual do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido de vista foi apresentado nesta terça-feira (21).

A ação foi apresentada em março deste ano, após a reeleição do deputado estadual Eduardo Botelho (DEM) para seu terceiro mandato como presidente da Assembleia Legislativa. Nove dias após a proposição, o ministro Alexandre de Moraes concedeu liminar impedindo a posse de Botelho, o que levou à realização de uma nova eleição da Mesa Diretora da ALMT.

Proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR), a ação questionava a possibilidade de múltiplas reeleições para o mesmo cargo na Mesa Diretora, apontando que a Constituição Federal impedia este tipo de conduta no Congresso Nacional. Assim, as casas legislativas estaduais e municipais deveriam seguir o mesmo entendimento, permitindo apenas uma reeleição para o mesmo cargo de um membro da Mesa Diretora.

O processo foi a julgamento virtual pela primeira vez em 11 de junho, mas foi suspenso devido a um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, o decano da corte, que não havia apresentado seu voto até então.

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O julgamento virtual retomado na última sexta-feira, 17 de setembro, ocasião em que o ministro Gilmar Mendes abriu divergência do relator do caso, Alexandre de Moraes. Mendes manteve a maior parte da decisão do relator, que limitou a uma única reeleição, mas abriu brecha para que Botelho pudesse ser reconduzido à Presidência.

“Ante o exposto, divirjo em parte do Ministro Relator e julgo procedente o pedido para conferir interpretação conforme a Constituição Federal […] e estabelecer que é permitida apenas uma reeleição ou recondução sucessiva ao mesmo cargo da Mesa Diretor, mantida a composição da Mesa de Assembleia Legislativa eleita antes da publicação do acórdão da ADI 6524 (06/04/2021)”, disse Gilmar em seu voto.

Antes do pedido de vistas, o ministro Ricardo Lewandowski acompanhou o voto de Gilmar Mendes, estabelecendo o placar de 2 a 1 para a decisão que permite a recondução de Botelho à presidência da Assembleia.

Não há data para a retomada do julgamento. Falta ainda a manifestação de sete ministros.

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