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Renivaldo diz que CPI não acabará ‘em pizza’, mas admite que escolhas políticas resultaram em erros no CDMIC

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O vereador Renivaldo Nascimento (PSDB),  garantiu – que mesmo não fazendo parte da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Medicamentos Vencidos -, na Câmara de Cuiabá, ela não acabará ‘em pizza’.

A Comissão será presidida pelo vereador Lilo Pinheiro (PDT), primo do prefeito Emanuel Pinheiro, que nesta legislatura está na base de apoio do gestor emedebista, na Casa de Leis,

Ainda integram a Comissão os vereadores Marcus Brito (PV), que responde pela relatoria e o tenente coronel, Marcos Paccola (Cidadania), que figura como membro titular.

A afirmação foi feita durante entrevista ao site O Bom da Notícia, na última terça-feira (18), em uma conversa com os jornalistas Edivaldo Ribeiro e Marisa Batalha.

A CPI nasceu na Câmara Municipal de Cuiabá, após denúncias comprovadas por vereadores que fazem oposição ao prefeito, na Casa de Leis, que encontraram no Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá, centenas de medicamentos com validade expirada. O objetivo da CPI, claro, é de apurar e identificar os responsáveis.

Inclusive, na opinião do vereador tucano, caso necessário, que os culpados, sejam agentes públicos ou não, possam ressarcir os cofres da administração, o prejuízo. E ainda que esta decisão ganhe publicidade para que a população tenha conhecimento amplo sobre o desempenho do inquérito.

Sobretudo, para que saibam que a CPI não está sendo construída para omitir fatos, ao contrário, quer fazer vir à tona, ‘este horror que foi deixar expirar a validade de lotes gigantescos de remédios’, em um momento tão delicado de pandemia e com medicamentos que poderiam fazer a diferença, se tivessem sido repassados às unidades de saúde da capital.

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A Secretaria de Saúde do município está passando por problemas internos que, infelizmente, estão se externalizando e prejudicando a população

O parlamentar destacou ainda que por estarem no início da investigação, não há como nominar responsáveis. Porém, a Comissão deverá seguir um trajeto, incluindo desde a verificação de notas fiscais de aquisição, até a identificação de cada um, com o dia da compra até o seu tempo de validade. Prevendo que o inquérito poderá ser concluído, com seriedade, em menos de 4 meses.

Ainda sob a análise do vereador, os medicamentos encontrados no CDMIC com validade expirada desvelam que, em particular, a Secretaria Municipal de Saúde vem sendo desde a primeira administração realizada pelo prefeito Emanuel Pinheiro, o seu maior ‘calcanhar de aquiles’.

Isentando, porém, o prefeito da má gestão da pasta, ao lembrar dos vários secretários e que a eles foram dados plena liberdade de planejar as ações. Admitindo, contudo, que nestes últimos anos, a secretaria viveu várias crises internas, em uma luta sem fim entre grupos antagônicos que atuaram durante a primeira gestão de Pinheiro.

“A aplicação do dinheiro público é uma coisa séria. Existe uma prova cabal  de que houve enormes falhas, mas sobretudo, falta de zelo pela coisa pública. E isso tem que ser apurado, e os responsáveis identificados […] E a Câmara dos Vereadores de Cuiabá tem a obrigação de apurar e trazer à tona para que não fique nenhuma dúvida para a população”, disse.

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Mas muito embora Renivaldo tenha isentado Pinheiro sobre ter conhecimento dos medicamentos vencidos afirmou, entretanto, que, infelizmente, o prefeito não seguiu critérios técnicos na escolha dos vários gestores do CDMIC. E que ele deveria ter se guiado em escolhas pautadas na capacitação profissional, ou seja, por meio dos critérios técnicos que exigem, de quem assume um cargo desta envergadura, conhecimento na área da saúde pública.

“Ao invés de dar oportunidade para servidores que têm conhecimento na área e que já integram o serviço público, estes cargos foram distribuídos de forma política. Ou seja, por meio de indicações ou troca de favores. O que, aliás, não é um problema específico de Cuiabá, mas erros comuns encontrados em todas as esferas poíticas seja elas municipais, estaduais ou federais”.

Ao lembrar que esta secretaria, inequivocamente, é uma das mais importantes de toda a administração. E que a escolha pelo nome da secretária Ozenita Félix passou exatamente por sua competência, como forma de dar fim aos problemas internos que segundo o tucano, acabaram sendo externalizados.

“Nós temos que corrigir os erros de gestão administrativas e ainda rever algumas indicações políticas erradas. Para que seja dado um suporte maior à esta nova estrutura, pois esta é uma secretaria muitíssimo importante”.

O BOM DA NOTÍCIA

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O Legislativo foi fundamental para consolidar a ferrovia estadual, afirma Max Russi

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi (PSB) está otimista, quanto a valorização dos produtos em todo o Estado, por meio da melhoria da logística de transporte, com a implantação da malha ferroviária. O desenvolvimento social, com a geração de postos de trabalho, também foi destacado pelo parlamentar.

O presidente do Parlamento, ressaltou que o Legislativo está sendo fundamental para a consolidação da ferrovia estadual em Mato Grosso. Durante a solenidade para assinatura do contrato de construção, implantação e exploração do complexo ferroviário, que vai interligar Cuiabá a Rondonópolis, bem como Rondonópolis com Nova Mutum e Lucas do Rio Verde. Os atos oficiais aconteceram nesta segunda-feira (20).

Max Russi disse que o Parlamento foi responsável pela aprovação da Lei, que possibilitou com que o governador Mauro Mendes continuasse as tratativas, que asseguram juridicamente todos os encaminhamentos para o início das obras.

O deputado citou a Proposta de Emenda à Constituição 16/2020, que criou a possibilidade de que o governo pudesse construir e explorar, de forma direta, a malha ferroviária no estado.

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Esse é um avanço gigantesco e vai agregar valor à nossa produção. A Assembleia foi importantíssima nesse projeto, apresentando a PEC, aprovando por meio de todos os deputados e dando ao Governo do Estado a condição de trazer a primeira ferrovia estadual”, complementou.

Max Russi acredita que a malha viária, que será denominada Ferrovia Autorizada de Transporte Olacyr de Moraes (FICO) além de gerar mais de 240 mil empregos diretos e indiretos, vai fomentar principalmente o agronegócio e a indústria, além de resultar em insumos com preços mais competitivos. “Vai sobrar dinheiro no bolso do mato-grossense e isso será um grande ganho social”, avalia.

O projeto da ferrovia estadual prevê investimento de R$ 11,2 bilhões para a sua implantação.

Participam ainda dos eventos de assinatura, que tiveram início na capital cuiabana e foram finalizamos em Lucas do Rio Verde, senadores, deputados federais, deputados estaduais, secretários de Estado, representantes da Rumo Logística e autoridades dos municípios, por onde está prevista a passagem da ferrovia.

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