Destaque

Justiça destina R$ 7,7 milhões para aquisição de aeronave para Ciopaer; Estado finaliza compra

Publicado

na

O Governo de Mato Grosso está finalizando a compra de uma aeronave para o Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), com recurso que foi destinado pelo Poder Judiciário de Mato Grosso.

O valor de R$ 7,7 milhões é proveniente de ações penais que tramitaram na Sétima Vara Criminal de Cuiabá. O Protocolo de Intenções foi assinado em 2020, contudo, para se chegar até a destinação desse recurso foram dois anos de diálogo entre Judiciário e a Secretaria de Estado de Segurança Pública.

“Chegamos na reta final para a compra da aeronave. Depois de dois anos de diálogo o recurso foi disponibilizado para que a aeronave seja incorporada à frota do Ciopaer e atenda às missões e necessidades do órgão. Ela também irá transportar reeducandos, e quando necessário, lideranças faccionadas para presídios federais. O transporte que antes era feito em aviões comuns, colocava em risco passageiros, em vista da periculosidade dos mesmos”, destacou o secretário de Segurança Pública, Alexandre Bustamante.

Bustamente também acrescentou que o avião irá ajudar no transporte de pacientes para outros estados, “porque muitas vezes o Estado é intimado a cumprir decisões judiciais de transporte e agora teremos uma aeronave para fazer isso, com maior velocidade e segurança para os passageiros. Além de ajudar os Poderes no deslocamento aéreo em Mato Grosso, contribuindo para reduzir custos”.

Leia Também:  MT é o 19º estado do país com maior taxa de mortalidade entre jovens

Todo o processo de compra é acompanhado pelo Judiciário, que autorizou em fevereiro, na busca por garantir o melhor preço e evitar fretamento de aeronaves, que o Governo do Estado faça a antecipação do pagamento da diferença entre o valor já disponibilizado pela Justiça e o preço final da aeronave.

Conforme o termo protocolo de intenções, o Judiciário tem até o final do ano, ou seja, 31 de dezembro, para finalizar as transferências dos valores por meio de emissão de alvarás diretamente na conta da Secretaria de Segurança Pública.

A opção pela compra dessa aeronave foi pelo custo-benefício nos deslocamentos aéreos, que trará benefícios diretos aos cofres públicos. De acordo com os dados do Ciopaer, somente no trabalho que é realizado pelas aeronaves na entrega das vacinas nos polos regionais, já foi registrada uma economia, no custo de horas voadas de 40%, ao se comparar com o transporte realizado por empresas particulares de táxi aéreo.

Ciopaer

Atualmente, o Ciopaer conta com 101 servidores pertencentes aos quadros da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Polícia Civil e tem duas bases operacionais, uma em Várzea Grande e outra em Sorriso. A frota é de 3 helicópteros, 6 aviões, sendo duas UTIs aéreas.

Leia Também:  Beneficiários do BPC têm até dezembro para se cadastrarem no CadÚnico

Além da aquisição dessa aeronave, a frota ainda será ampliada com a aquisição de um helicóptero para atuar no combate dos incêndios florestais.

O Governo do Estado tem investido no Ciopaer pelo trabalho que representa ao Estado no resgate de vítimas, transporte de vacinas e de paciente, deslocamento da tropa das forças de segurança que atuam em operações especiais e no combate ao crime organizado, além de auxiliar os Poderes Judiciário, Ministério Público e as ações da Casa Militar.

Destaque

LINHA DURA: Juíza mantém prisão de 14 acusados de integrar quadrilha em MT

Publicado

na

A juíza Ana Cristina Mendes manteve a prisão de 14 dos 15 alvos da Operação Renegados na audiência de custódia realizada durante toda a tarde de terça-feira (4) no Fórum em Cuiabá.

Eles são suspeitos de integrarem uma organização criminosa composta, entre outros membros, por policiais civis e militares. O grupo é acusado de crimes como concussão, corrupção, peculato, roubo e tráfico.

Apenas a acusada Kelle de Arruda Santos teve prisão preventiva convertida em domiciliar. Ela alegou ser mãe de uma criança com comorbidades e menor de 12 anos.

A magistrada submeteu a acusada a um série de medidas restritivas, inclusive o uso de tornozeleira eletrônica.

A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Polícia Judiciária Civil para o cumprimento de 22 mandados de prisão contra policiais civis e militares, criminosos, e até mesmo a namorada de um investigador. Sete dos alvos ainda não foram encontrados.

Informações iniciais contam que 12 dos alvos foram encaminhados para o Centro de Custódia de Cuiabá.

Outros dois presos, tratam-se de policiais militares, sendo que um deles foi encaminhado ao Batalhão da Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel), e outro para Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças.

Leia Também:  Dia das Mães será sem visitas para presos na “Operação Bônus”

“Renegados”

A Operação Renegados foi deflagrada pelo Gaeco em parceria com a Corregedoria da Polícia Civil. Ao todo, foram expedidos 44 mandados judiciais, sendo 22 deles de prisão.

Segundo apurou o MidiaNews, o grupo de policiais presos é suspeito de extorquir ladrões e traficantes usando informações repassadas por “olheiros remunerados” em bairros de Cuiabá.

Eles arregimentavam os olheiros – geralmente jovens criminosos – pagando-lhes uma quantia periódica. Em troca, estas pessoas avisavam os policiais sobre a chegada de carregamento de drogas ou a presença de carros roubados em algum imóvel do bairro.

Com a informação, ainda conforme o apurado pela Reportagem, os policiais davam o flagrante nas quadrilhas e exigiam dinheiro, joias e até droga para não apreender o produto ilícito nem prender os bandidos.

Parte dos policiais presos nesta terça-feira tinha bastante tempo de corporação e era lotada na Terceira Delegacia de Cuiabá, que fica no Coxipó.

Por: MidiaNews

Continue lendo

PUBLICIDADE

POLÍTICA

ECONOMIA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA