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A beleza que liberta

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Você já se sentiu rejeitada na disputa por uma vaga no mercado de trabalho porque naquele momento a aparência não estava à altura? Ou então, já sentiu na pele a perda de um relacionamento por sentir insegurança física e emocional? Se a resposta é sim, com certeza também terá resposta afirmativa por ter abandonado uma boa festa, ou mesmo deixado de dar boas risadas recusando um encontro com os amigos por estar com baixa autoestima.
Aquele momento de descontentamento com a aparência é algo comum, e quando ela surge, pode até ser algo positivo.
Sim, pois expressa o desejo de mudar, e esse é o primeiro passo para colocar fim a um ciclo de incômodo e buscar o contentamento pleno com a imagem refletida no espelho. Esse primeiro passo requer coragem, encarar-se e ser franca consigo mesma, mas não para julgamentos e sim para se posicionar e ter uma atitude.
Mas, antes de tudo, é importante respeitar-se, com isso quero dizer que a mudança deve ser para a auto satisfação e não para ganhar aprovação alheia.
A beleza que pode aflorar mais com procedimentos estéticos deve ser para conquistar mentes e corações sim, porém a primeira conquista é a nossa própria.
Somente assim nascerá uma nova mulher juntamente com uma nova imagem.
A beleza libertadora não é ditadora, ao contrário deve ser o fim da prisão da dor e rejeição própria. Ou seja, toda e qualquer mudança na face ou corpo deve ocorrer de acordo com o desejo próprio.
Mas, nem por isso, é aconselhável fazer loucuras que podem trazer arrependimento, ou um resultado insatisfatório.
A mudança sempre pode ser positiva se o profissional for sensível e respeitoso com a estrutura física do paciente. É dever orientar, dialogar e mostrar possibilidades, essa postura elucidativa eleva nas alturas o percentual de aprovação do resultado. Afinal a mudança deve ser sempre para melhor, capaz de deixar a face e a alma mais belas e felizes.
O conceito de harmonização facial ultrapassa sim a barreira física, pois trabalhamos com sonhos, e expectativas através da transformação que somos capazes de operar.
Essa regra vale para todos os procedimentos que hoje podemos utilizar, seja num preenchimento para deixar os lábios mais volumosos, uma bichectomia para afinar as bochechas, um botox para esconder as rugas, fios de PDO para rejuvenescer a face como um todo, um preenchimento para se despedir das olheiras e trazer a tona um olhar mais sedutor, ou uma rinomodelação.
Ou seja, os procedimentos escolhidos para deixar a beleza ou o rejuvenescimento mais exuberantes são importantes, mas em primeiro lugar deve estar de encontro com seu limites e seu íntimo, respeitar sempre o seu eu, para que a beleza da face seja tão iluminada quanto a confiança que deve ser exalada de dentro para fora.
Crie e recrie um novo você.

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Nayara Cerutti, odontóloga com atuação em harmonização orofacial

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Opinião

ICMS e energia solar

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Num primeiro momento por se tratar de energia denominada como limpa do ponto de vista ambiental, houve o fomento para que fosse produzida a energia a partir da utilização de placas que captam a energia solar.

Instaladas na residência de um consumidor de energia, por exemplo, transformam a luz solar em energia elétrica a ser utilizada exclusivamente para o consumo de quem o adquiriu e instalou.

Não por isso, já é fácil avistar do alto de um edifício várias unidades residenciais e comerciais fazendo uso de tal sistema, posto que além de contribuir para o meio ambiente, também resulta em economia na energia elétrica consumida.

Portanto, a unidade consumidora de energia, quando dotada de um microgerador, passa a consumir bem menos da energia elétrica fornecida pela respectiva concessionária de serviços públicos, por conta da energia gerada para si, o que representa economia significativa, especialmente em nosso Estado onde o sol costuma bater de frente!

O interessante é que, caso a energia gerada por uma unidade equipada com um microgerador supere a quantidade consumida naquele instante, o excedente é injetado na rede pública, e o medidor “roda ao contrário”, ou seja, se durante o dia uma casa com diversos painéis solares em seu telhado está desocupada, gerando muito mais energia do que consome, todo o excedente é inserido na rede pública, podendo ser por meio dela transmitido para outros usuários.

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Pois bem, numa residência geralmente à noite o consumo aumenta e a quantidade gerada passa a ser inferior à consumida. Nesse sentido, a residência, que está também ligada à rede pública de fornecimento de energia, consume a energia fornecida por essa rede e o medidor volta a girar no sentido normal. Ao final do mês, a concessionária de energia elétrica fatura e cobra de referida unidade consumidora apenas o saldo devedor, se houver.

Vale dizer, cobra pela energia correspondente à diferença entre aquela que foi produzida pelo microgerador e a que foi consumida a partir da rede pública.

Caso o saldo seja positivo em razão de ter sido gerada uma quantidade superior à consumida, transfere-se o saldo para o mês seguinte, quando se retoma a sistemática.

Ocorre que alguns Estados, com a intenção de conceder uma benesse ao consumidor, editaram leis isentando de ICMS a referida energia gerada, repita-se, pelo próprio consumidor.

Aliás, é importante ressaltar que a lei mato-grossense concedeu ainda a isenção apenas para um determinado período, comemorando com isso o fato de ter beneficiado o consumidor contribuinte.

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Todavia, do ponto de vista jurídico tributário, tal operação não é passível de ICMS, não por causa da isenção, mas sim porque não incide o imposto na geração própria, uma vez que não houve compra e venda da energia, mas sim produção própria.

Não há, assim, circulação de mercadoria, cuja hipótese é fato gerador do ICMS.

Ora, a concessionária de energia não paga pela energia gerada na casa do consumidor. Ao contrário, apenas compensa o excedente conforme acima demonstrado.

De todo o exposto, pela complexidade da legislação tributária, não resta dúvida de que a exigência de ICMS sobre a energia solar gerada resultará em novo embate a ser dirimido de forma definitiva pelo Supremo Tribunal Federal.

Victor Humberto Maizman é advogado e consultor jurídico tributário.

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