Cotidiano

Escola Presidente Médici tem mais de 700 vagas abertas para novos alunos

Publicado

na

A Escola Estadual Presidente Médici, em Cuiabá, tem mais de 700 vagas disponíveis para novos alunos no ano letivo de 2021, nos ensinos Fundamental e Médio. O prazo para os pais e responsáveis fazerem a solicitação para matrícula termina nesta quarta-feira (13). O procedimento deve ser feito pelo site www.seduc.mt.gov.br.

A unidade, uma das mais tradicionais do Estado, passará a ter uma gestão compartilhada entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF-MT) e a Secretaria de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT). Com isso, a direção da escola ficará a cago de um policial rodoviário federal.

A Seduc-MT esclarece que com a mudança a escola Presidente Médici vai funcionar em modo similar às unidades que são dirigidas pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros. As partes pedagógica e curricular de ensino continuarão sob responsabilidade da secretaria. A PRF já tem gestão compartilhada em escolas do Tocantins e do Rio de Janeiro

A parceria faz parte de projeto-piloto que será implantado no Estado. No caso da escola Presidente Médici, os principais objetivos são diminuir a evasão escolar e melhorar o nível de apredizado.

Leia Também:  Pitbull escapa e tira parte do couro cabeludo de criança em ataque

Os termos da cooperação entre Seduc-MT e PRF-MT ainda serão divulgados no Diário Oficial do Estado (DOE).

A Escola Estadual Presidente Médici disponibilizou 1.520 vagas para novos alunos, nos períodos matutino e vespertino.

Matrículas Web

A Seduc-MT colocou à disposição mais de 78 mil novas vagas em 323 escolas de 52 municípios. Desse total, 55 mil ainda podem ser solicitadas, conforme atualização mais recente do Núcleo de Dados da Seduc-MT.

Em Cuiabá, ainda podem ser acessadas 10,9 mil vagas. No interior, são 44,8 mil solicitações que podem ser realizadas.

Cotidiano

Símbolo de respeito e ocupação histórica: Beco do Candeeiro recebe bênçãos da Lavagem do Rosário e São Benedito

Publicado

na

“Na beira da praia, Ogum Sete Ondas, Ogum Beira Mar” foi o que se escutou as margens da Prainha, no Beco do Beco do Candeeiro, na noite da última sexta-feira (11). O projeto Afro Sagrado, executado pela Associação Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito realizou a benção dos candeeiros para celebrar a presença ancestral africana. Logo depois, o grupo musical Raízes do Samba se apresentou com repertório nacional. No local, também foi comercializado comidas típicas regionais. Os eventos realizados no Beco são promovidos pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, gratuitamente e seguem todas as medidas de biossegurança.

“É preciso respeitar as raízes do povo cuiabano, respeitar a fé tão diversa da nossa gente. A gestão Emanuel Pinheiro restaurou o Beco do Candeeiro para ser lugar de encontro, de exaltação da arte, da cultura, das tradições e vamos cada vez mais, promover a paz e união neste lugar tão simbólico da nossa Capital”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Do agogô, instrumento Yoruba que se assemelha a um sino, veio o primeiro som. Daí por diante a cadência foi sendo construída. Das cabaças dos afoxés o som balançava até se fundir com a vibração dos atabaques. O ritmo se encorpava para que a bandeira da Paz dançasse no salão do Museu da Imagem e do Som (MISC). Ainda era só ensaio para o que viria a ser apresentado em instantes na rua 27 de Dezembro.

Às 19h, Ogum Beira Mar inundou o Beco do Candeeiro com seu exército branco. Chegou para abençoar, ocupar espaço de direito, por uma cultura de paz e tolerância. Eram os integrantes da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito adentrando a primeira rua iluminada de Cuiabá com seu axé.

Leia Também:  Ricardo Salles e presidente do Ibama são alvos de operação que investiga exportação ilegal de madeira

“Hoje para nós é um momentos especial, é quando a Prefeitura de Cuiabá nos reconhece como movimento cultural da Capital. Quero agradecer a todos que estão aqui, todos somos Lavagem e todos buscamos um espaço dentro do contexto histórico dessa cidade. Estar dentro do Beco do Candeeiro, um local restaurado para nós povo afro brasileiro é muito importante para nós”, disse Lindsey Catarina, presidente da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito.

 Enquanto a Lavagem passava, o coração pulsava no ritmo dos dedos que tocavam o atabaque. O som reverberava nas pedras cangas que pareciam recordar os passos que retornavam para casa. O retorno das raízes afro brasileiras, da capoeira, do siriri e cururu, velhas conhecidas do Beco do Candeeiro.

“Quero dizer que é um prazer e uma emoção muito grande estar perto de um povo de fé. Quem conhece minha família sabe que a minha casa sempre esteve aberta para todos. Eu tenho muito orgulho de estar aqui e peço que me vejam e sintam sempre como uma irmã de vocês. Que Deus e Oxalá abençoem todos nós, muito axé para todo mundo”, disse a secretária Carlina Rabello Leite Jacob, que participou de toda a procissão pelo Beco e também esteve ao lado da presidente da Lavagem, Lindsey Catarina e do padre Hugo no momento simbólico de soltura de uma pomba branca pela paz. O secretário-adjunto de Cultura, Justino Astrevo também esteve presente no local.

Leia Também:  Estética ganha espaço em Cuiabá com ampliação de novos empreendimento

Dos jarros com flores segurados pelas baianas vieram a água de cheiro que lavou a rua e os que assistiam e participavam do ritual. “Senhora do Rosário foi quem me trouxe aqui. Senhor do Rosário, foi quem me trouxe aqui. A água do mar é santa, eu vi, eu vi, eu vi”, cantava o exército branco, enquanto ramos de flores encharcados atiravam água perfumada e abençoada pelo ar.

“Eu tinha a fama de ser o padre mais macumbeiro da minha cidade, Campo Grande. Estou aqui como Igreja e digo que temos muito a que pedir perdão. Peço perdão a todo povo negro que teve que esconder seus orixás atrás de imagens de santo. Esse é o momento de pedir perdão, momento de que nossos ancestrais nos perdoem. Este momento é de abençoar este lugar que também já foi de sofrimento. Que nossos orixás nos abençoem, abram nossos caminhos e os purifiquem, axé”, disse padre Hugo, que representou a Paróquia Anglicana da Virgem Maria, no bairro Jardim El Dorado durante a benção.

A Associação da Lavagem dedicou o ritual em homenagem ao já falecido maestro Edinaldo Ferreira. No início da celebração foi feito um minuto de silêncio pelo falecimento da jornalista cultural, ex-assessora de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, Alessandra Barbosa, falecida na sexta-feira (11).

Toda a programação no Beco do Candeeiro é realizada com entrada franca e limitada a 70 pessoas, respeitando as medidas de biossegurança em decorrência da pandemia da COVID-19.

Continue lendo

PUBLICIDADE

POLÍTICA

ECONOMIA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA