Destaque

Combatentes dos incêndios no Pantanal relembram dias difíceis e se emocionam com homenagem de estudantes

Publicado

na

As memórias dos dias de combate ao fogo no Pantanal mato-grossense, que duraram cerca de três meses, foram compartilhadas nesta sexta-feira (4.12), durante a cerimônia de Homenagem aos Heróis do Fogo, realizada pelo polo socioambiental Sesc Pantanal, em Poconé.

Desenhos, histórias em quadrinho e cartas feitas por alunos de duas escolas de Poconé e São Paulo, emocionaram bombeiros, militares e brigadistas que integraram a Operação Pantanal II.

Em todo o país e por todo o mundo, as pessoas acompanharam pelo noticiário a luta contra o fogo durante esta que foi a pior temporada das últimas décadas no bioma Pantanal. Foram 88 dias de combate, que uniram Bombeiros de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, Marinha, Aeronáutica, Ibama, PrevFogo, ICMBio, UFMT, Sema-MT, Força Nacional e o Sesc Pantanal no trabalho de proteger o Pantanal, diante da força do fogo.

Patrimônio natural da humanidade, o Pantanal perdeu mais de 4 milhões de hectares em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o que representa 29% do total do bioma. Um número histórico que fez a todos refletirem, inclusive as crianças.

Leia Também:  Crianças do Cras Getúlio Vargas recebem kits escolares nesta sexta-feira

A partir do sentimento de alunos da Escola Sesc Pantanal, de Poconé, e da Escola Montessori – Instituto Pedagógico Montessori, localizada no município de São Paulo, expressos em desenhos e cartas, a homenagem foi conduzida como um gesto de reconhecimento a brava atuação durante esta temporada.

Pela memória do guarda-parque Alesandro Amorim, fazia 20 anos que ele não sabia o que era chorar. “Foi linda a homenagem e me emocionei bastante. Minha filha me emocionou muito com a leitura da carta que fez para mim. Essa emoção foi maravilhosa, vou compartilhar com toda a equipe e tenho certeza que vão se emocionar também. Espero que ano que vem possamos ter outra homenagem dessa, mas chorando de alegria”, disse.

A filha de Alesandro, aluna da Escola Sesc Pantanal, Helen Aparecida Amorim relembra como foi muito difícil ficar tanto tempo longe do pai.

“A saudade era muito grande e quando ele chegou em casa foi gratificante ver ele entrando na porta. Poder falar um pouco dele foi muito bom, pois ele é meu herói e sem ele eu nem existiria”, conta ela.

Leia Também:  Super live "Salve o Pantanal" integra programação do Cine Teatro Cuiabá

De acordo com a superintendente do Sesc Pantanal, Christiane Caetano, a cerimônia foi uma forma de agradecer a todos os homens e mulheres guerreiros que atuaram neste ano.

“Sabemos o quanto foi difícil o combate neste ano e nada melhor que crianças e jovens prestando homenagem e agradecendo em nome de todos nós, pantaneiros, mato-grossenses e brasileiros. Esta é uma homenagem a todos que vivenciaram e acompanharam essa guerra”, declara.

O coordenador geral do Comitê Integrado Multiagências de Coordenação Operacional, o Ciman, o Coronel Dércio Santos da Silva participou da cerimônia e destaca a importância do reconhecimento.

“O Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Mato Grosso se sente lisonjeado pela homenagem do Sesc Pantanal e das escolas. Para nós, combatentes florestais, que estivemos por quase 100 dias no Pantanal mato-grossense, combatendo os incêndios, é muito importante esse tipo de reconhecimento que vem da comunidade escolar, mas também de toda a sociedade que esteve engajada no enfrentamento aos incêndios. Que os próximos anos seja de mais integração e mais resultados positivos”.

Destaque

LINHA DURA: Juíza mantém prisão de 14 acusados de integrar quadrilha em MT

Publicado

na

A juíza Ana Cristina Mendes manteve a prisão de 14 dos 15 alvos da Operação Renegados na audiência de custódia realizada durante toda a tarde de terça-feira (4) no Fórum em Cuiabá.

Eles são suspeitos de integrarem uma organização criminosa composta, entre outros membros, por policiais civis e militares. O grupo é acusado de crimes como concussão, corrupção, peculato, roubo e tráfico.

Apenas a acusada Kelle de Arruda Santos teve prisão preventiva convertida em domiciliar. Ela alegou ser mãe de uma criança com comorbidades e menor de 12 anos.

A magistrada submeteu a acusada a um série de medidas restritivas, inclusive o uso de tornozeleira eletrônica.

A operação foi deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e Polícia Judiciária Civil para o cumprimento de 22 mandados de prisão contra policiais civis e militares, criminosos, e até mesmo a namorada de um investigador. Sete dos alvos ainda não foram encontrados.

Informações iniciais contam que 12 dos alvos foram encaminhados para o Centro de Custódia de Cuiabá.

Outros dois presos, tratam-se de policiais militares, sendo que um deles foi encaminhado ao Batalhão da Rotam (Rondas Ostensivas Tático Móvel), e outro para Escola de Formação e Aperfeiçoamento de Praças.

Leia Também:  Bolsonaro se defende de criticas contra incêndios e enaltece o agro brasileiro

“Renegados”

A Operação Renegados foi deflagrada pelo Gaeco em parceria com a Corregedoria da Polícia Civil. Ao todo, foram expedidos 44 mandados judiciais, sendo 22 deles de prisão.

Segundo apurou o MidiaNews, o grupo de policiais presos é suspeito de extorquir ladrões e traficantes usando informações repassadas por “olheiros remunerados” em bairros de Cuiabá.

Eles arregimentavam os olheiros – geralmente jovens criminosos – pagando-lhes uma quantia periódica. Em troca, estas pessoas avisavam os policiais sobre a chegada de carregamento de drogas ou a presença de carros roubados em algum imóvel do bairro.

Com a informação, ainda conforme o apurado pela Reportagem, os policiais davam o flagrante nas quadrilhas e exigiam dinheiro, joias e até droga para não apreender o produto ilícito nem prender os bandidos.

Parte dos policiais presos nesta terça-feira tinha bastante tempo de corporação e era lotada na Terceira Delegacia de Cuiabá, que fica no Coxipó.

Por: MidiaNews

Continue lendo

PUBLICIDADE

POLÍTICA

ECONOMIA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA