Cotidiano

Detran-MT lembra da importância do uso do capacete em memória às vítimas de trânsito

Publicado

na

O Dia Mundial em Memória às Vítimas do Trânsito é celebrado há 25 anos no terceiro domingo de novembro em diversos países em todos os continentes. O Governo de Mato Grosso, por meio do Departamento Estadual de Trânsito tem desenvolvido campanhas durante todo ano como forma de sensibilizar condutores e população de forma geral sobre a importância do trânsito seguro.

Neste ano, devido aos efeitos da pandemia do coronavírus, a campanha educativa relativa ao dia mundial será realizada nas mídias sociais. “Também fomentamos que as entidades religiosas incluam reflexões acerca do tema durante as celebrações realizadas neste dia 15, bem como palavras de conforto aos familiares das vítimas de acidentes”, frisou a gerente de ações educativas do Detran-MT, Rosane Pölzl.

Todas as campanhas do Detran-MT têm um caráter de educação e prevenção. Entidades em todo o mundo, assim como a Organização Mundial de Saúde (OMS), se manifestam sobre o tema e pedem aos motoristas prudência e responsabilidade. A Organização das Nações Unidas (ONU) relata que o tema está incluído nas campanhas até 2030, com a união de demais entidades pelo mundo em prol da redução do número de acidentes e mortes no trânsito. 

Segundo Rosane, a chance de um motociclista se envolver em um acidente com morte é 26 vezes maior do que com um condutor de automóvel. Por isso é tão importante o uso do capacete. “O uso do equipamento de segurança, com tamanho adequado e de forma correta, diminui em 72% a probabilidade de sofrer traumatismo grave”, afirmou.   

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso, em 2020, de janeiro até outubro, foram registrados mais de quatro mil acidentes. De todo esse montante, 354 deles foram fatais. Número muito alto em comparação ao ano passado inteiro, que registrou mais de sete mil acidentes, 390 deles fatais.

Na América Latina mais de 60% das mortes de motociclistas acontece entre pessoas com idades entre 15 e 44 anos, na maioria do sexo masculino, que utilizam o capacete com menos frequência. “O excesso de velocidade e o uso do celular durante a condução dos veículos também têm sido grandes influências para a gravidade do acidente. Quanto mais veloz, menor a chance de resposta do condutor à uma manobra segura e consequentemente maior o risco de envolvimento em acidentes e aumento proporcional de suas consequências”, contou Rosane.

Fonte: GOV MT

Leia Também:  5 razões para escrever os seus planos na pós pandemia

Cotidiano

Símbolo de respeito e ocupação histórica: Beco do Candeeiro recebe bênçãos da Lavagem do Rosário e São Benedito

Publicado

na

“Na beira da praia, Ogum Sete Ondas, Ogum Beira Mar” foi o que se escutou as margens da Prainha, no Beco do Beco do Candeeiro, na noite da última sexta-feira (11). O projeto Afro Sagrado, executado pela Associação Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito realizou a benção dos candeeiros para celebrar a presença ancestral africana. Logo depois, o grupo musical Raízes do Samba se apresentou com repertório nacional. No local, também foi comercializado comidas típicas regionais. Os eventos realizados no Beco são promovidos pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, gratuitamente e seguem todas as medidas de biossegurança.

“É preciso respeitar as raízes do povo cuiabano, respeitar a fé tão diversa da nossa gente. A gestão Emanuel Pinheiro restaurou o Beco do Candeeiro para ser lugar de encontro, de exaltação da arte, da cultura, das tradições e vamos cada vez mais, promover a paz e união neste lugar tão simbólico da nossa Capital”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Do agogô, instrumento Yoruba que se assemelha a um sino, veio o primeiro som. Daí por diante a cadência foi sendo construída. Das cabaças dos afoxés o som balançava até se fundir com a vibração dos atabaques. O ritmo se encorpava para que a bandeira da Paz dançasse no salão do Museu da Imagem e do Som (MISC). Ainda era só ensaio para o que viria a ser apresentado em instantes na rua 27 de Dezembro.

Às 19h, Ogum Beira Mar inundou o Beco do Candeeiro com seu exército branco. Chegou para abençoar, ocupar espaço de direito, por uma cultura de paz e tolerância. Eram os integrantes da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito adentrando a primeira rua iluminada de Cuiabá com seu axé.

Leia Também:  Procon-MT orienta consumidores que optaram por viajar de avião

“Hoje para nós é um momentos especial, é quando a Prefeitura de Cuiabá nos reconhece como movimento cultural da Capital. Quero agradecer a todos que estão aqui, todos somos Lavagem e todos buscamos um espaço dentro do contexto histórico dessa cidade. Estar dentro do Beco do Candeeiro, um local restaurado para nós povo afro brasileiro é muito importante para nós”, disse Lindsey Catarina, presidente da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito.

 Enquanto a Lavagem passava, o coração pulsava no ritmo dos dedos que tocavam o atabaque. O som reverberava nas pedras cangas que pareciam recordar os passos que retornavam para casa. O retorno das raízes afro brasileiras, da capoeira, do siriri e cururu, velhas conhecidas do Beco do Candeeiro.

“Quero dizer que é um prazer e uma emoção muito grande estar perto de um povo de fé. Quem conhece minha família sabe que a minha casa sempre esteve aberta para todos. Eu tenho muito orgulho de estar aqui e peço que me vejam e sintam sempre como uma irmã de vocês. Que Deus e Oxalá abençoem todos nós, muito axé para todo mundo”, disse a secretária Carlina Rabello Leite Jacob, que participou de toda a procissão pelo Beco e também esteve ao lado da presidente da Lavagem, Lindsey Catarina e do padre Hugo no momento simbólico de soltura de uma pomba branca pela paz. O secretário-adjunto de Cultura, Justino Astrevo também esteve presente no local.

Leia Também:  Prefeitura presta homenagem às famílias que contribuíram com as festividades dos 300 anos

Dos jarros com flores segurados pelas baianas vieram a água de cheiro que lavou a rua e os que assistiam e participavam do ritual. “Senhora do Rosário foi quem me trouxe aqui. Senhor do Rosário, foi quem me trouxe aqui. A água do mar é santa, eu vi, eu vi, eu vi”, cantava o exército branco, enquanto ramos de flores encharcados atiravam água perfumada e abençoada pelo ar.

“Eu tinha a fama de ser o padre mais macumbeiro da minha cidade, Campo Grande. Estou aqui como Igreja e digo que temos muito a que pedir perdão. Peço perdão a todo povo negro que teve que esconder seus orixás atrás de imagens de santo. Esse é o momento de pedir perdão, momento de que nossos ancestrais nos perdoem. Este momento é de abençoar este lugar que também já foi de sofrimento. Que nossos orixás nos abençoem, abram nossos caminhos e os purifiquem, axé”, disse padre Hugo, que representou a Paróquia Anglicana da Virgem Maria, no bairro Jardim El Dorado durante a benção.

A Associação da Lavagem dedicou o ritual em homenagem ao já falecido maestro Edinaldo Ferreira. No início da celebração foi feito um minuto de silêncio pelo falecimento da jornalista cultural, ex-assessora de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, Alessandra Barbosa, falecida na sexta-feira (11).

Toda a programação no Beco do Candeeiro é realizada com entrada franca e limitada a 70 pessoas, respeitando as medidas de biossegurança em decorrência da pandemia da COVID-19.

Continue lendo

PUBLICIDADE

POLÍTICA

ECONOMIA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA