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Prêmios do Nota MT contemplaram 10.551 consumidores; R$ 4,4 milhões já foram sorteados

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Nota MT, programa do Governo de Mato Grosso que incentiva a cidadania fiscal e combate à sonegação, realizou seu primeiro sorteio no dia 08 de agosto de 2019. Desde então, milhares de consumidores são premiados mensalmente e recebem aquele dinheiro extra que ajuda nas despesas domésticas e na realização de sonhos.

Com cerca de 330 mil cidadãos cadastrados em todo o país, o Nota MT já contemplou 10.551 pessoas em 11 sorteios mensais e 4 sorteios especiais. As premiações foram de R$ 500 e R$ 10 mil, nos sorteios mensais e de R$ 50 mil, nos sorteios especiais, somando R$ 4.406.000,00 já repassados aos sorteados.

“Isso demonstra o engajamento e a confiança que o cidadão mato-grossense tem no Nota MT, que é um Programa em que todo mundo ganha. O Estado, os consumidores, os empresários, a sociedade todos são beneficiados quando alguém pede o CPF na nota fiscal”, afirma o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

Suelyn Cristina de Oliveira, de 29 anos, é uma das ‘sortudas’ que foram contempladas com prêmio máximo do Nota MT – de R$ 50 mil. Ela conta que ficou dois dias sem acreditar que tinha sido sorteada, mas quando “caiu a ficha” logo decidiu o que iria fazer com o dinheiro: investir na tão sonhada casa própria. “Quero dar entrada em uma casa e guardar um pouco também para o futuro”, afirma.

Nascida e criada em Sinop, Suelyn foi sorteada no Especial de São João, realizado no dia 20 de julho deste ano, e participa do Nota MT desde o seu lançamento. “Assim que saiu eu já fiz o cadastro e comecei a participar, sempre insistindo para ganhar, e agora fui sorteada o que foi uma surpresa porque eu não sabia do sorteio, tinha acompanhado só o da semana antes, demorou para cair a ficha”.

Além dela, outras 19 pessoas foram contempladas com o prêmio de R$ 50 mil. Já os prêmios de R$ 10 mil saíram para 55 usuários do Nota MT e os demais consumidores foram sorteados com prêmios de R$ 500. E se quem é sorteado uma vez já é considerado sortudo (a), tendo em vista os milhares de concorrentes, imagina a pessoa que é premiada quatro vezes.

Foi o que aconteceu com duas pessoas que residem em Cuiabá. A servidora pública do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Acleir Souza Costa Maciel é uma delas e já foi contemplada com quatro prêmios de R$ 500. “O Nota MT premia de verdade, é muito válido. Na primeira vez que fui sorteada descobri uma dívida pública antiga, quitei o valor, e logo depois recebi meu prêmio. Em seguida fui sorteada mais duas vezes no mesmo sorteio e agora fui sorteada de novo. Sempre recebi o dinheiro sem nenhum problema, agora preciso ganhar o de R$ 10 mil para ficar mais feliz”.

No decorrer desse um ano de Nota MT 26 pessoas foram sorteadas 3 vezes e 420 foram sorteadas 2 vezes. Como o resultado dos concursos é pelo número do bilhete eletrônico, gerado a partir de cada nota fiscal emitida com o CPF, o mesmo consumidor pode ganhar mais de uma vez com bilhetes diferentes. A premiação “em dobro” pode acontecer no mesmo sorteio ou em sorteios diferentes.

De norte a sul

O Nota MT já distribuiu prêmios para consumidores de 116 dos 141 municípios mato-grossenses. Foram 5.517 premiações para Cuiabá, 1.055 para Várzea Grande, 695 para Sinop e 592 para Rondonópolis. Cáceres, Nova Mutum e Alta Floresta aparecem na lista com mais de 200 moradores contemplados, em cada uma.

Do total de prêmios distribuídos, apenas 30 foram para pessoas que residem em outros estados. Ou seja, praticamente todas as premiações ficaram em Mato Grosso, contribuindo para a economia estadual e dos municípios.

Por fazer divisa com Mato Grosso, o estado de Goiás acumula mais sorteados no Nota MT, com 12 contemplados. Há ganhadores também em Mato Grosso do Sul, São Paulo, Acre, Maranhão, Pará, Paraná, Rondônia, Rio Grande do Sul e Santa Catarina. São pessoas que ao visitar ou passar pelo estado fizeram compras no comércio local, pediram o CPF na Nota e se cadastraram no Programa.

Benefícios

Participar do Programa Nota MT traz diversas vantagens aos usuários como, por exemplo, consultar o menor preço dos produtos comercializados em Mato Grosso e acumular bilhetes para os sorteios com as compras de passagens de ônibus.

Outros benefícios estão sendo analisados pela Secretaria de Fazenda (Sefaz), como a possibilidade de conceder descontos no IPVA com o Nota MT. Um sistema de pontuação, a partir das notas fiscais com o CPF, também está em desenvolvimento para que os usuários troquem os pontos por serviços e ingressos de eventos sociais.

Além de ofertar prêmios em dinheiro a cada mês, o Nota MT ainda distribui recursos para as entidades que atuam nas áreas da saúde, educação, assistência social e proteção animal. As instituições são indicadas pelos sorteados e devem possuir cadastro junto à Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

Proteção aos dados

O sucesso do Programa Nota é visível, superando as expectativas e metas da Secretaria de Fazenda. A pasta trabalha agora para promover melhorias e aumentar a base de usuários, uma vez que muitas pessoas ainda não pedem o CPF na nota fiscal, pois acreditam que o Governo vai rastrear seus gastos.

Quanto a isso, o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, explica que o objetivo do Nota MT não é obter dados pessoais ou das compras realizadas pelos consumidores. Essas informações são utilizadas apenas para suporte e realização dos sorteios, e estão resguardadas por sigilo.

“O Nota MT é um aplicativo como qualquer outro, as informações inseridas nele são pessoais e intransferíveis, o Estado não utiliza e não compartilha os dados para outros fins. Além disso, é mais fácil para os órgãos de controle e fiscalização, de qualquer esfera, fazer esse rastreio por meio o uso do cartão de crédito ou imposto de renda, por exemplo”, pontua Gallo.

É importante lembrar que, devido a pandemia da Covid-19 e a suspensão dos concursos da Loteria Federal, os sorteios do Nota MT também ficaram suspensos por três meses.

Fonte: GOV MT
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Destaque

Quem vai gerar os empregos de que o Brasil precisa são as micro e pequenas empresas

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A solução para o drama de parte dos 14 milhões de desempregados no Brasil está nas micro e pequenas empresas. Elas podem gerar vagas, mas precisam de liquidez e fluxo de caixa. É assim que Wilson Poit, diretor-superintendente da seção estadual do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP), resume o atual estágio desse estrato econômico.

Os atendimentos do Sebrae para quem precisa de crédito triplicaram na pandemia. Foram 3.393 em 2019 e 10.524 em 2020. Sem dinheiro, essas empresas não conseguem nem pagar salários. Por isso é fundamental atender a essa demanda, segundo ele. “Os pequenos podem contratar mais uma ou duas pessoas. Os gigantes estão digitalizando e robotizando os processos”, afirmou Poit à DINHEIRO. Dos 3,2 milhões de microempreendedores individuais (MEIs) cadastrados em São Paulo, 706 mil surgiram após a pandemia. Nesta entrevista, Poit disse ainda que a crise gerada pelo governo Bolsonaro com a redução de recursos para o Sistema S já foi superada.

DINHEIRO — A falta de gestão no combate à pandemia aumentou a desigualdade entre os brasileiros?

WILSON POIT — A pandemia contribuiu, sim, para aumentar a desigualdade. O Sebrae-SP tem um ponto de observação privilegiada. As empresas gigantes conseguem se resolver no momento da crise, mas os pequenos enfrentam dificuldade. E vão sofrer mais neste ano e em 2022. O tema que mais está presente é sobre crédito. Não somos banco, mas a gente orienta, seja a vender pelo WhatsApp ou a ter disciplina financeira. Essa pandemia vai demorar e, por isso, precisamos de programas de inclusão produtiva. Incluir na economia pessoas em situação de vulnerabilidade por meio de cursos, conselhos e mentorias.

A queda no valor do auxílio emergencial impactou no aumento da procura por orientação sobre como garantir a renda da família?

Sim. O governo precisava dar o peixe e alguém agora precisa ensinar a pescar. A gente sabe que não tem peixe suficiente por muito tempo. No primeiro momento, houve o auxílio emergencial e muita mobilização da sociedade em ajudar as famílias mais carentes. Agora nós temos um papel muito importante. Precisamos ensinar esse pessoal. O Joe Biden [presidente dos Estados Unidos] consegue fazer um plano de auxílio porque tem dinheiro. Aqui, a dívida está enorme e alguém vai pagar essa conta.

Como a redução de recursos do governo federal ao Sistema S impactou o Sebrae?

No início, foi muito ruim. Recebemos um corte no orçamento, que depois foi revertido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Hoje vejo uma mudança grande no tratamento dado pelo Ministério da Economia. Essa pandemia ajudou a mostrar que o Sebrae faz parte da solução e não do problema. Triplicamos a quantidade de atendimentos à população. Hoje temos parcerias com 11 secretarias do governo do estado. E estamos abrindo novos postos em comunidades, caso de Paraisópolis, em São Paulo. É importante porque tem gente que não consegue acessar o Sebrae pelas mídias sociais.

Qual a meta de ampliação das unidades?Estamos em quase 300 municípios e nossa meta é chegar, até o fim do ano que vem, a todos os 645 municípios paulistas. E não é necessário muito dinheiro para isso. É possível fazer parceria com prefeituras, que normalmente têm um espaço que pode ser utilizado para fazer esse serviço. E a gente ainda treina os próprios servidores a usarem nosso sistema. O Sebrae virou um porto seguro agora na pandemia.

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O que mudou na atuação do Sebrae a partir da crise gerada pela Covid-19?Em casa de ferreiro o espeto precisa ser de ferro. O Sebrae se transformou digitalmente. Acabamos com volume enorme de circulação de papéis e hoje fazemos tudo on-line. E fizemos isso por necessidade. Uma parte aprendeu a trabalhar em home office. O Sebrae é hoje uma espécie de Centro de Valorização da Vida (CVV) do pequeno empresário. A gente ouve e orienta. É quase uma missão de vida, em um momento em que muita gente está precisando. Temos várias frentes, como para mulheres com maior vulnerabilidade, que viraram empreendedoras. Essa transformação digital chegou de forma definitiva aos consultores. E passamos a atender mais gente, além das consultas por hora marcada. Há no Sebrae quase 150 cursos, de graça, com uma linguagem bem simples. O Sebrae ajuda o cidadão a separar o bolso direito do bolso esquerdo.

Em que condições têm chegado as pessoas que buscam orientação para recomeçar?

Chegam muito abalados. Trouxe quase uma função de terapeuta aos consultores. Aumentou muito o atendimento ao empreendedor de primeira viagem, que é o empreendedor por necessidade e onde há a maior taxa de mortalidade das empresas. Mas há pesquisas que mostram que, quem passa pelo Sebrae, tem mais chance de sobreviver com os negócios. Muita gente criou o próprio emprego após ficar desempregado.

Daí o aumento nas aberturas de MEIs?Hoje temos em São Paulo 3,2 milhões de microempreendedores individuais (MEIs). E, desde o início da pandemia, foram abertas mais 706 mil MEIs. Desse total, 80% são por necessidade, pela falta de outro emprego. Só na cidade de São Paulo são 946 mil MEIs, dos quais 203 mil abertos durante a crise. Alguns já empreendiam, mas precisaram se formalizar, principalmente por causa do acesso ao crédito, que é muito importante para esse público.

O que é preciso para que essas microempresas consigam sobreviver?O primeiro treinamento é sobre qualificação empreendedora. Ajudamos também na qualificação técnica, já que tem muita gente que quer exercer um trabalho mas não sabe fazer. Nesses casos, oferecemos convênio com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e o Centro Paula Souza. Outra orientação é sobre formalização e regularização. Também incentivamos inovação, falamos sobre linhas de microcrédito e o acesso ao mercado para conseguir vender seus produtos e serviços. Somente em 2021, 110 mil pessoas concluíram o programa Empreenda Rápido, do Sebrae, o que dá mais chance de sobrevivência para esses negócios. Esse é o futuro do emprego. Nunca mais teremos empregos do mesmo jeito que tínhamos. O número de abertura de MEIs deve continuar subindo.

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O Brasil tem condições de dar emprego para os mais 14 mi¬hões de desempregados?

Quem vai gerar os empregos que o Brasil precisa para parte dos 14 milhões de desempregados são as micro e pequenas empresas, não as grandes. Em 2019, 98% dos CNPJs eram de micro e pequenas, responsáveis por 60% dos empregos. E isso vai aumentar muito. Os pequenos podem contratar mais uma ou duas pessoas. Os gigantes estão digitalizando e robotizando os processos. Por isso que, depois da pandemia, o Sebrae virou uma solução.

Mas como garantir crédito para quem está começando um pequeno negócio?A gente ajuda essas pessoas a perseverar e ir atrás desses recursos. É incrível como R$ 5 mil fazem diferença na vida de uma costureira, de alguém que trabalha em casa. E ele paga. Quem não paga são os grandes. O Sebrae ajuda recomendando linhas de crédito, como o oferecido pelo Banco do Povo. Com microcrédito orientado, as chances de sucesso são muito maiores. As linhas de crédito incentivadas do governo do Estado, somadas a outros programas, devem chegar a R$ 1 bilhão, que vão ficar na bandeira chamada Bolsa do Povo.

O que está incluso?Estão programas como Renda Cidadã, Via Rápida, Bolsa-Trabalho e outros. Também vai pagar um benefício de R$ 500 para até 500 mil pessoas no estado. Vai ter transferência direta de renda e uma parte que virá por meio de microcrédito. Essas ações conversam com o Sebrae, que vai auxiliar nos programas de inclusão. A pandemia fez com a que pobreza aumentasse muito no Brasil. Para se ter uma ideia, hoje em São Paulo há 1,4 milhão de famílias registradas no CadÚnico, do governo federal.

Pequenos empreendedores reclamaram da burocracia para ter acesso ao Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Pronampe), do governo federal. O Sebrae percebeu essa dificuldade?

É verdade. Isso atrapalhou sim. Foi uma experiência nova para todo mundo. Nem o empreendedor nem os bancos estavam preparados para tudo isso. Foi difícil esse atendimento. Teve banco que pediu avalista e registro em cartório para quem fosse casado. Depois, as ações foram se ajustando e os bancos diminuíram um pouco as exigências. E se havia dificuldade no presencial, ficou ainda mais difícil atendimento a distância, especialmente das pessoas muito simples. Ainda assim, o programa ajudou 517 mil empreendedores no Brasil com recursos que chegaram a R$ 37,5 bilhões. O Senado acabou de aprovar o projeto que torna permanente o Pronampe, que agora aguarda a sanção do presidente Jair Bolsonaro.

Qual o papel da iniciativa privada nesse processo de retomada?Pode ajudar muito. É hora de solidariedade, de comprar do pequeno, de contratar as pessoas perto de casa. É o momento de dar chance aos pequenos empresários, ao açougue local, à pizzaria mais perto. Sem isso, fica muito mais difícil. Não dá para viver bem em um país tão pobre e com tanta desigualdade.

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