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Busca por robotização de processos aumenta durante a pandemia de COVID-19, afirma Minsait

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Solução ganha espaço em setores como Oil&Gas, Financeiro, Telecom e Seguros. Versátil, pode ser adaptada para áreas como Suporte e Manutenção, Vendas, Atendimento ao Cliente, Contabilidade e Recursos Humanos

Entender o que é a automação de processos tem sido cada vez mais fácil durante os últimos anos. Esse recurso, adotado por empresas de diferentes setores, torna-se popular principalmente por causa dos benefícios que traz, como gerar mais eficiência, reduzir custos e minimizar erros. Mas, mesmo com essa aparente popularidade, poucos eram os setores que de fato investiam nesses projetos – um cenário que começa a mudar de forma acelerada com a COVID-19, afirma a Minsait, uma empresa Indra.

De acordo com a companhia, referência em projetos de automação usando softwares (RPA), a pandemia tem contribuído para que cada vez mais setores busquem pelos benefícios que esse tipo de solução pode trazer, especialmente pela ausência de mão-de-obra humana quase obrigatória em meio ao cenário atual. Setores como Energia, Oil&Gas, Financeiro, Seguros, Telecom e Indústria têm sido os principais responsáveis pelo aumento por esse tipo de aplicação nos últimos meses.

“O setor de Energia representava 15% do total dos nossos projetos de RPA no Brasil e, hoje, nossas projeções apontam que esse percentual pode chegar a 40%. O setor financeiro segue o mesmo ritmo, passando de 10% para aproximadamente 20% em curto prazo. Além disso, temos projetos fechados recentes com um banco digital, uma seguradora e uma indústria de bens e consumo. Nosso pipeline cresce semanalmente”, destaca Flávio Carnaval, head de Tecnologias Avançadas da Minsait no Brasil.

A versatilidade desse tipo de solução e a rapidez para trazer resultados são pontos que contribuem para o aumento repentino de sua popularidade. Hoje, a Minsait já aplica esses serviços em áreas como Operações, Vendas, Suporte e Manutenção, Atendimento ao Cliente, Financeiro, Contabilidade, Recursos Humanos e TI. Os projetos são feitos de acordo com a necessidade de cada cliente e demoram, em média, de seis a 12 meses para atingirem o payback.

“É fundamental valorizar a oportunidade que esse momento nos traz. Diferentes empresas estão buscando agora por pequenos projetos para entender como a tecnologia pode funcionar na prática e o ganho com esse tipo de soluções certamente pode ser expandido ao longo do tempo. À medida que mais empresas ganham confiança e veem os benefícios que soluções de RPA podem trazer, projetos podem ser remodelados e atingirem objetivos cada vez mais complexos. Sem dúvida, é necessário que companhias de tecnologia estejam atentas para a oportunidade que esse momento traz”, destaca Carnaval.

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Ainda no topo da lista de preocupações dos executivos em meio à pandemia de COVID-19, a Minsait também destaca que outras aplicações de TI, mais complexas, também devem ganhar popularidade em diferentes setores. Exemplos delas são: Gestão e Governança de Dados na nuvem, Automação Inteligente e Segurança da Informação. “Estes temas estão na agenda de qualquer empresa minimamente engajada a atuar iniciativas ligadas ao mundo digital e deverão impulsionar os mercados nos próximos meses”, finaliza Carnaval.

Sobre a Minsait

A Minsait, uma empresa da Indra (www.minsait.com), é uma empresa líder em consultoria de transformação digital e tecnologia da informação na Espanha e na América Latina. A Minsait apresenta um alto grau de especialização e conhecimento setorial, complementados com sua alta capacidade de integrar o mundo core ao mundo digital, sua liderança em inovação e transformação digital e sua flexibilidade. Com isso, concentra sua oferta em propostas de valor de alto impacto, baseadas em soluções end-to-end, com uma notável segmentação, o que permite obter impactos tangíveis aos seus clientes em cada setor sob uma abordagem transformacional. Suas capacidades e sua liderança são mostradas na oferta de produtos, sob o nome de Onesait, e sua oferta transversal de serviços.

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Indra no Brasil

Presente no Brasil desde 1996, a Indra é uma das principais companhias de tecnologia e consultoria do país. Conta com mais de 9 mil profissionais, escritórios distribuídos nos principais estados brasileiros e quatro Centros de Produção. A companhia faz parte de alguns dos projetos mais inovadores para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil nos setores de Transporte & Defesa e de Tecnologia da Informação (TI), os quais estão agrupados em sua filial Minsait.

Sobre a Indra

A Indra (www.indracompany.com) é uma das principais empresas globais de tecnologia e consultoria e parceira de tecnologia para as principais operações comerciais de seus clientes em todo o mundo. É uma fornecedora líder global de soluções proprietárias em segmentos específicos dos mercados de Transporte e Defesa e uma empresa líder em transformação digital e consultoria em Tecnologia da Informação na Espanha e na América Latina através de sua subsidiária Minsait. Seu modelo de negócios é baseado em uma oferta abrangente de seus próprios produtos, com uma abordagem de ponta a ponta, alto valor e um componente de alta inovação. No final do exercício de 2019, a Indra alcançou receitas de 3.204 milhões de euros, mais de 49.000 funcionários, presença local em 46 países e operações comerciais em mais de 140 países.

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Símbolo de respeito e ocupação histórica: Beco do Candeeiro recebe bênçãos da Lavagem do Rosário e São Benedito

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“Na beira da praia, Ogum Sete Ondas, Ogum Beira Mar” foi o que se escutou as margens da Prainha, no Beco do Beco do Candeeiro, na noite da última sexta-feira (11). O projeto Afro Sagrado, executado pela Associação Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito realizou a benção dos candeeiros para celebrar a presença ancestral africana. Logo depois, o grupo musical Raízes do Samba se apresentou com repertório nacional. No local, também foi comercializado comidas típicas regionais. Os eventos realizados no Beco são promovidos pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, gratuitamente e seguem todas as medidas de biossegurança.

“É preciso respeitar as raízes do povo cuiabano, respeitar a fé tão diversa da nossa gente. A gestão Emanuel Pinheiro restaurou o Beco do Candeeiro para ser lugar de encontro, de exaltação da arte, da cultura, das tradições e vamos cada vez mais, promover a paz e união neste lugar tão simbólico da nossa Capital”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Do agogô, instrumento Yoruba que se assemelha a um sino, veio o primeiro som. Daí por diante a cadência foi sendo construída. Das cabaças dos afoxés o som balançava até se fundir com a vibração dos atabaques. O ritmo se encorpava para que a bandeira da Paz dançasse no salão do Museu da Imagem e do Som (MISC). Ainda era só ensaio para o que viria a ser apresentado em instantes na rua 27 de Dezembro.

Às 19h, Ogum Beira Mar inundou o Beco do Candeeiro com seu exército branco. Chegou para abençoar, ocupar espaço de direito, por uma cultura de paz e tolerância. Eram os integrantes da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito adentrando a primeira rua iluminada de Cuiabá com seu axé.

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“Hoje para nós é um momentos especial, é quando a Prefeitura de Cuiabá nos reconhece como movimento cultural da Capital. Quero agradecer a todos que estão aqui, todos somos Lavagem e todos buscamos um espaço dentro do contexto histórico dessa cidade. Estar dentro do Beco do Candeeiro, um local restaurado para nós povo afro brasileiro é muito importante para nós”, disse Lindsey Catarina, presidente da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito.

 Enquanto a Lavagem passava, o coração pulsava no ritmo dos dedos que tocavam o atabaque. O som reverberava nas pedras cangas que pareciam recordar os passos que retornavam para casa. O retorno das raízes afro brasileiras, da capoeira, do siriri e cururu, velhas conhecidas do Beco do Candeeiro.

“Quero dizer que é um prazer e uma emoção muito grande estar perto de um povo de fé. Quem conhece minha família sabe que a minha casa sempre esteve aberta para todos. Eu tenho muito orgulho de estar aqui e peço que me vejam e sintam sempre como uma irmã de vocês. Que Deus e Oxalá abençoem todos nós, muito axé para todo mundo”, disse a secretária Carlina Rabello Leite Jacob, que participou de toda a procissão pelo Beco e também esteve ao lado da presidente da Lavagem, Lindsey Catarina e do padre Hugo no momento simbólico de soltura de uma pomba branca pela paz. O secretário-adjunto de Cultura, Justino Astrevo também esteve presente no local.

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Dos jarros com flores segurados pelas baianas vieram a água de cheiro que lavou a rua e os que assistiam e participavam do ritual. “Senhora do Rosário foi quem me trouxe aqui. Senhor do Rosário, foi quem me trouxe aqui. A água do mar é santa, eu vi, eu vi, eu vi”, cantava o exército branco, enquanto ramos de flores encharcados atiravam água perfumada e abençoada pelo ar.

“Eu tinha a fama de ser o padre mais macumbeiro da minha cidade, Campo Grande. Estou aqui como Igreja e digo que temos muito a que pedir perdão. Peço perdão a todo povo negro que teve que esconder seus orixás atrás de imagens de santo. Esse é o momento de pedir perdão, momento de que nossos ancestrais nos perdoem. Este momento é de abençoar este lugar que também já foi de sofrimento. Que nossos orixás nos abençoem, abram nossos caminhos e os purifiquem, axé”, disse padre Hugo, que representou a Paróquia Anglicana da Virgem Maria, no bairro Jardim El Dorado durante a benção.

A Associação da Lavagem dedicou o ritual em homenagem ao já falecido maestro Edinaldo Ferreira. No início da celebração foi feito um minuto de silêncio pelo falecimento da jornalista cultural, ex-assessora de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, Alessandra Barbosa, falecida na sexta-feira (11).

Toda a programação no Beco do Candeeiro é realizada com entrada franca e limitada a 70 pessoas, respeitando as medidas de biossegurança em decorrência da pandemia da COVID-19.

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