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Prefeitura alerta sobre os cuidados com a proliferação do Aedes aegypti, neste período chuvoso

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Devido à permanência do período chuvoso em todo o estado de Mato Grosso, a Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande por meio da Vigilância Epidemiológica, faz um alerta sobre as medida de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, que transmite as doenças zika virus, dengue e chikungunya. Esse tempo é propício para a proliferação do vetor, e a orientação é de redobrar os cuidados no combate aos focos do mosquito.

Segundo dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN-MT), de 01 à 31 de janeiro, Várzea Grande registrou 55 casos notificados das três doenças transmitidas pelo Aedes, sendo 21 casos de dengue, 32 de chikungunya e 02 casos de Zika vírus, desse total 41 casos já foram confirmados. Em janeiro de 2018 foram registrados 4.209 casos, sendo chikungunya 3.419, dengue 784 e Zika 6. No ano passado as doenças tiveram números altos de notificações, durante todo o ano foram 1.621 casos de dengue, 89 casos de Zika e 10.177 da febre chikungunya durante todo o ano de 2018, do total 11.738 foram confirmados.

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“O objetivo dos serviços executados e das ações intensificadas são de justamente manter essa queda significativa nas notificações, promovendo assim a saúde pública no município. Os ovos do mosquito podem passar até um ano sem água. Portanto as orientações devem ser seguidas rigorosamente e todos os dias, principalmente devido ao período de chuva”, explicou o Superintende da Vigilância Sanitária de Várzea Grande, Alysson Gomes.

“Nesse período chuvoso, os ovos eclodem em questão de horas. E a recomendação é não deixar o mosquito nascer. E, portanto as recomendações são simples e sempre as mesmas. Mantenha os recipientes que acumulam água sempre limpos, assim como também os recipientes de água dos animais, limpos e escovados, e promova a troca de água pelo menos duas vezes ao dia, não deixe acumular água em vasos de plantas e deixe o quintal sempre livre de lixo. Essas dicas básicas contribuem para a redução da proliferação do Aedes”, explicou Alysson.

Alysson pontua ainda que as atividades de rotina executadas pela Saúde durante todo o ano, são intensificadas durante esse período. “Os agentes de saúde e de endemias realizam visitas nos imóveis de todo o município de forma diária e buscam encontrar focos do mosquito e consequentemente os eliminar”, destaca.

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Ele afirma que durante o período chuvoso ocorre o aumento das atividades educativas também como medidas preventivas nas creches, escolas, empresas, nas associações de moradores e na comunidade. “As Unidades Básicas de Saúde são realizadas de forma educativa em parceria com o Núcleo Municipal de Educação em Saúde e o Centro de Controle de Zoonoses de Várzea Grande”, explica.

Algumas dicas são importantes para evitar a proliferação do mosquito, entre elas: evitar o acúmulo de água, pois o mosquito aproveita a água acumulada para reproduzir-se. Outra dica é colocar areia nos vasos de plantas, para que a água não se acumule. O lixo também precisa ser organizado. Qualquer material pode acumular água e propiciar a reprodução do mosquito. Fazer a limpeza de calhas, caixa d’água, poças e cano também evitam a proliferação do mosquito.

Por:Secom/VG

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Símbolo de respeito e ocupação histórica: Beco do Candeeiro recebe bênçãos da Lavagem do Rosário e São Benedito

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“Na beira da praia, Ogum Sete Ondas, Ogum Beira Mar” foi o que se escutou as margens da Prainha, no Beco do Beco do Candeeiro, na noite da última sexta-feira (11). O projeto Afro Sagrado, executado pela Associação Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito realizou a benção dos candeeiros para celebrar a presença ancestral africana. Logo depois, o grupo musical Raízes do Samba se apresentou com repertório nacional. No local, também foi comercializado comidas típicas regionais. Os eventos realizados no Beco são promovidos pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, gratuitamente e seguem todas as medidas de biossegurança.

“É preciso respeitar as raízes do povo cuiabano, respeitar a fé tão diversa da nossa gente. A gestão Emanuel Pinheiro restaurou o Beco do Candeeiro para ser lugar de encontro, de exaltação da arte, da cultura, das tradições e vamos cada vez mais, promover a paz e união neste lugar tão simbólico da nossa Capital”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Do agogô, instrumento Yoruba que se assemelha a um sino, veio o primeiro som. Daí por diante a cadência foi sendo construída. Das cabaças dos afoxés o som balançava até se fundir com a vibração dos atabaques. O ritmo se encorpava para que a bandeira da Paz dançasse no salão do Museu da Imagem e do Som (MISC). Ainda era só ensaio para o que viria a ser apresentado em instantes na rua 27 de Dezembro.

Às 19h, Ogum Beira Mar inundou o Beco do Candeeiro com seu exército branco. Chegou para abençoar, ocupar espaço de direito, por uma cultura de paz e tolerância. Eram os integrantes da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito adentrando a primeira rua iluminada de Cuiabá com seu axé.

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“Hoje para nós é um momentos especial, é quando a Prefeitura de Cuiabá nos reconhece como movimento cultural da Capital. Quero agradecer a todos que estão aqui, todos somos Lavagem e todos buscamos um espaço dentro do contexto histórico dessa cidade. Estar dentro do Beco do Candeeiro, um local restaurado para nós povo afro brasileiro é muito importante para nós”, disse Lindsey Catarina, presidente da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito.

 Enquanto a Lavagem passava, o coração pulsava no ritmo dos dedos que tocavam o atabaque. O som reverberava nas pedras cangas que pareciam recordar os passos que retornavam para casa. O retorno das raízes afro brasileiras, da capoeira, do siriri e cururu, velhas conhecidas do Beco do Candeeiro.

“Quero dizer que é um prazer e uma emoção muito grande estar perto de um povo de fé. Quem conhece minha família sabe que a minha casa sempre esteve aberta para todos. Eu tenho muito orgulho de estar aqui e peço que me vejam e sintam sempre como uma irmã de vocês. Que Deus e Oxalá abençoem todos nós, muito axé para todo mundo”, disse a secretária Carlina Rabello Leite Jacob, que participou de toda a procissão pelo Beco e também esteve ao lado da presidente da Lavagem, Lindsey Catarina e do padre Hugo no momento simbólico de soltura de uma pomba branca pela paz. O secretário-adjunto de Cultura, Justino Astrevo também esteve presente no local.

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Dos jarros com flores segurados pelas baianas vieram a água de cheiro que lavou a rua e os que assistiam e participavam do ritual. “Senhora do Rosário foi quem me trouxe aqui. Senhor do Rosário, foi quem me trouxe aqui. A água do mar é santa, eu vi, eu vi, eu vi”, cantava o exército branco, enquanto ramos de flores encharcados atiravam água perfumada e abençoada pelo ar.

“Eu tinha a fama de ser o padre mais macumbeiro da minha cidade, Campo Grande. Estou aqui como Igreja e digo que temos muito a que pedir perdão. Peço perdão a todo povo negro que teve que esconder seus orixás atrás de imagens de santo. Esse é o momento de pedir perdão, momento de que nossos ancestrais nos perdoem. Este momento é de abençoar este lugar que também já foi de sofrimento. Que nossos orixás nos abençoem, abram nossos caminhos e os purifiquem, axé”, disse padre Hugo, que representou a Paróquia Anglicana da Virgem Maria, no bairro Jardim El Dorado durante a benção.

A Associação da Lavagem dedicou o ritual em homenagem ao já falecido maestro Edinaldo Ferreira. No início da celebração foi feito um minuto de silêncio pelo falecimento da jornalista cultural, ex-assessora de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, Alessandra Barbosa, falecida na sexta-feira (11).

Toda a programação no Beco do Candeeiro é realizada com entrada franca e limitada a 70 pessoas, respeitando as medidas de biossegurança em decorrência da pandemia da COVID-19.

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