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Base aérea em Cáceres

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Tão logo empossado o secretário de segurança do estado Alexandre Bustamante tem anunciado que cobrará uma presença mais efetiva do governo federal no controle da fronteira aqui em Mato Grosso, colocando inclusive, entre outras importantes questões, a necessidade de instalação de uma base aérea na região, assunto que tenho abordado há décadas, tamanha é sua importância para vida nas cidades brasileiras e, em especial para as mato-grossenses, destacando a Região Metropolitana de Cuiabá.

 

A questão da base aérea levantada pelo secretário ganha muita força com a existência em Cáceres de uma pista de pouso subutilizada com 1.850 x 30m, capaz de receber jatos de carreira, em posição estratégica em relação aos 1.100 Km de fronteira bem como em relação ao Pantanal que vem servindo como plataforma de recepção de cargas de drogas e armas lançadas por pequenos aviões ou vindas por terra mesmo. Não seria um bom começo para uma revolução na segurança da fronteira mato-grossense e na vida de nossas cidades?

Um dos principais problemas das cidades brasileiras é a insegurança pública total, impondo-lhes um quadro de medo e violência jamais visto

Recordo que em outubro 2009 registrei em um artigo a apreensão pela Polícia Federal no Trevo do Lagarto de um carregamento de armas modernas e poderosas destinadas ao Rio de Janeiro. O transportador havia informado que aquela era a terceira viagem desse tipo que fazia. Quantas outras cargas já teriam então passado por outros transportadores? Na semana imediatamente anterior fora apreendida uma enorme carga de cocaína e no mês anterior havia sido descoberta uma fazenda no pantanal usada para distribuição de drogas que chegavam por avião. Claro que essa situação vinha de muito antes, certamente continua até hoje em volumes muito maiores e continuará caso faltem providências estruturantes fortes como as anunciadas pelo secretário.

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Um dos principais problemas das cidades brasileiras é a insegurança pública total, impondo-lhes um quadro de medo e violência jamais visto. Esta situação é fomentada e se agrava pelos tráficos de drogas, armas e veículos, que se articulam em poderoso esquema nacional e internacional submetendo aos seus interesses e caprichos povos do mundo inteiro, em especial os jovens. Como pensar em qualidade de vida urbana numa situação destas? Nossas cidades sofrem.

 

É de ressaltar que jamais será suficientemente enaltecido o trabalho que com todas as dificuldades e riscos é feito pelas polícias militar e civil do estado, Polícia Federal, polícias rodoviárias federal e estadual, e pelo Exército, bem como a importância dos governos continuarem incrementando essas ações terrestres na fronteira. Mas, no caso de nossa fronteira é indispensável lembrar que Mato Grosso é um dos únicos estados do Brasil a não dispor de uma Base Aérea. Mato Grosso do Sul tem, Goiás tem apesar de vizinha a de Brasília, e Rondônia tem duas! Considerando os 1.100 quilômetros de fronteira do estado – dos quais 700 em fronteira seca, e que seu território equivale a mais de 10% do território nacional, o absurdo dessa situação salta aos olhos. O problema se agrava na medida em que toda a fronteira nacional esteja protegida por bases aéreas e as rotas do crime acabem migrando para o grande rombo ainda existente nas fronteiras brasileiras, que fica justamente aqui, na nossa fronteira. E é o que parece acontecer cada vez pior e com mais intensidade.

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Tal como a ferrovia passando por Cuiabá, o gás e a restituição integral aos mato-grossenses pelo governo federal do ICMS que deles foi “emprestado” pela Lei Kandir, uma base aérea na nossa fronteira é um projeto que merece o apoio de todos os mato-grossenses e neste caso da base, de todos os brasileiros pois o rombo em nossa fronteira é uma das principais fontes de abastecimento do crime em todo o Brasil.

 

JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS é arquiteto e urbanista, conselheiro do CAU/MT e professor universitário aposentado.

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Então foi Natal

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E de fato, o que a gente fez? Será que fizemos o bastante? Será que fizemos algo? Ou apenas murmuramos. O nosso mal é esse talvez, de muitas vezes ficarmos parados no mesmo lugar vendo tudo passar a nossa frente como uma grande tela de cinema, ou lamentamos ou criticamos as pessoas pelo o que elas fazem, fato, lamentar é mais fácil do que agir.

Mas vamos ao tema, o Natal existe sim, é uma data comercial? Também, mas há um apego religioso e cristão em tudo isso também? Sim, ou para algumas pessoas. Este ano devido uma série de fatores, decidi que o presente seria “Eu Presente”, isso mesmo, eu presente na vida das pessoas. E cá estou falando com você, tentando de fato cumprir essa missão, “Ser Presente”.

Logo que acordei agradeci a Deus pela minha vida e coloquei toda nação na presença Dele, é, o Natal mexe com todos nós, ou com os que têm uma certa sensibilidade. Eu acredito na força do Natal, olha quanta gente se mobilizou a fazer ações solidárias, quantas pessoas foram beneficiadas, mas por que não fazemos isso o ano todo?

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Por que não nos mobilizamos mais? Posso responder, porque somos movidos a momentos, se a gente tornar o Natal algo cotidiano mais pessoas serão agraciadas, e nós, vamos nos tornar seres mais iluminados. Neste momento ainda natalino, vamos refletir no quanto podemos ser solidários de fato com as pessoas, ser motivação, ser energia boa e ser gente boa.

Ser Natal todo dia, pode fazer a diferença na vida de todos nós.

Vânia Neves é Jornalista e Assessora de Imprensa

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