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O mês de novembro tem sido marcado por fortes chuvas em Cuiabá

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O fim de tarde e começo da noite desta quarta-feira (28) foi marcado por muita chuva na Capital. O Instituto Nacional de Meteorologia registrou 67,8 mm em apenas uma hora, entre 17 e 18 horas. Na hora seguinte choveu mais 12,2 mm totalizando 80mm de chuva em apenas duas horas. Acima de 50,1mm/h é considerada como muito forte.

Conforme monitoramento feito pela Defesa Civil de Cuiabá Municipal, até o dia 27 de novembro, a precipitação foi de 361,2. Com a chuva de ontem subiu para 409,8 mm. Isto significa que em 28 dias já choveu mais que o dobro da média normal climatológica para o mês na região que é de 172,9mm. “Esse já é o maior índice acumulado para o mês de novembro nos últimos 37 anos. No mesmo período do ano de 1983 o registro de chuvas foi de 369,6mm. E a previsão para os próximos dias é de muita chuva. Então todo cuidado é pouco para evitar possíveis transtornos”, disse o diretor da Defesa Civil de Cuiabá, coronel Paulo Wolkmer.

Diante de uma situação de iminente perigo, explica o diretor, as pessoas devem manter a calma, procurar locais seguros e acionarem os órgãos competentes para o devido socorro. “Evite se locomover pelas enxurradas, não se abrigue ou estacione debaixo de árvores, e também não utilize equipamentos elétricos no caso de eles estarem molhados ou em locais úmidos, por causa das descargas elétricas. Isso são alguns cuidados que protegem a vida diante de uma tempestade,” reforça Wolkmer.

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“Trabalhamos em conjunto com os demais órgãos de proteção e resgate no objetivo maior, que é resguardar a vida das pessoas. E para que isso seja mantido, precisamos da colaboração de todos. Um ponto crucial é a conscientização das pessoas como mecanismo de proteção, que começa antes destes períodos considerados críticos, como não jogar lixo nas ruas, pois esse lixo acaba indo para a rede de esgoto, causando entupimento dos bueiros, assoreamento ou enchimento da rede fluvial. Cada um precisa fazer sua parte para que tanto o meio ambiente e a vida sejam preservados”, completou o diretor.

 

Reparo em vias públicas – Diante do grande volume de água que caiu sobre a Capital, algumas vias tiveram suas estruturas danificadas. É caso, por exemplo, da Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. CPA) – sentido bairro/centro, onde uma caixa de passagem de água pluvial rompeu, originando uma cratera na lateral da pista. A faixa atingida já foi interditada e sinalizada pela Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana, que orienta os condutores a redobrarem a atenção.

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Para sanar a demanda, a Secretaria Municipal de Obras Públicas montou um plano de atuação que deve ser iniciado ainda nesta semana. No local, a Pasta fará a reconstrução da estrutura que compõe o sistema de drenagem e, posteriormente o aterramento e estabilização do solo. A previsão é de que o trabalho dure aproximadamente quatro dias, levando em consideração as condições climáticas.

Outro trecho que receberá uma intervenção da Secretaria é o situado na Rua Barão de Melgaço, ao lado da Praça Rachid Jaudy. Na região, a Pasta iniciará ainda nesta semana o reparo em um buraco que se abriu no meio da pista.  A Secretaria continuará ainda o trabalho já iniciado na Avenida Dante Martins de Oliveira, onde uma caixa de passagem foi reconstruída, restando apenas o aterramento para finalizar o serviço.

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Símbolo de respeito e ocupação histórica: Beco do Candeeiro recebe bênçãos da Lavagem do Rosário e São Benedito

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“Na beira da praia, Ogum Sete Ondas, Ogum Beira Mar” foi o que se escutou as margens da Prainha, no Beco do Beco do Candeeiro, na noite da última sexta-feira (11). O projeto Afro Sagrado, executado pela Associação Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito realizou a benção dos candeeiros para celebrar a presença ancestral africana. Logo depois, o grupo musical Raízes do Samba se apresentou com repertório nacional. No local, também foi comercializado comidas típicas regionais. Os eventos realizados no Beco são promovidos pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, gratuitamente e seguem todas as medidas de biossegurança.

“É preciso respeitar as raízes do povo cuiabano, respeitar a fé tão diversa da nossa gente. A gestão Emanuel Pinheiro restaurou o Beco do Candeeiro para ser lugar de encontro, de exaltação da arte, da cultura, das tradições e vamos cada vez mais, promover a paz e união neste lugar tão simbólico da nossa Capital”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Do agogô, instrumento Yoruba que se assemelha a um sino, veio o primeiro som. Daí por diante a cadência foi sendo construída. Das cabaças dos afoxés o som balançava até se fundir com a vibração dos atabaques. O ritmo se encorpava para que a bandeira da Paz dançasse no salão do Museu da Imagem e do Som (MISC). Ainda era só ensaio para o que viria a ser apresentado em instantes na rua 27 de Dezembro.

Às 19h, Ogum Beira Mar inundou o Beco do Candeeiro com seu exército branco. Chegou para abençoar, ocupar espaço de direito, por uma cultura de paz e tolerância. Eram os integrantes da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito adentrando a primeira rua iluminada de Cuiabá com seu axé.

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“Hoje para nós é um momentos especial, é quando a Prefeitura de Cuiabá nos reconhece como movimento cultural da Capital. Quero agradecer a todos que estão aqui, todos somos Lavagem e todos buscamos um espaço dentro do contexto histórico dessa cidade. Estar dentro do Beco do Candeeiro, um local restaurado para nós povo afro brasileiro é muito importante para nós”, disse Lindsey Catarina, presidente da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito.

 Enquanto a Lavagem passava, o coração pulsava no ritmo dos dedos que tocavam o atabaque. O som reverberava nas pedras cangas que pareciam recordar os passos que retornavam para casa. O retorno das raízes afro brasileiras, da capoeira, do siriri e cururu, velhas conhecidas do Beco do Candeeiro.

“Quero dizer que é um prazer e uma emoção muito grande estar perto de um povo de fé. Quem conhece minha família sabe que a minha casa sempre esteve aberta para todos. Eu tenho muito orgulho de estar aqui e peço que me vejam e sintam sempre como uma irmã de vocês. Que Deus e Oxalá abençoem todos nós, muito axé para todo mundo”, disse a secretária Carlina Rabello Leite Jacob, que participou de toda a procissão pelo Beco e também esteve ao lado da presidente da Lavagem, Lindsey Catarina e do padre Hugo no momento simbólico de soltura de uma pomba branca pela paz. O secretário-adjunto de Cultura, Justino Astrevo também esteve presente no local.

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Dos jarros com flores segurados pelas baianas vieram a água de cheiro que lavou a rua e os que assistiam e participavam do ritual. “Senhora do Rosário foi quem me trouxe aqui. Senhor do Rosário, foi quem me trouxe aqui. A água do mar é santa, eu vi, eu vi, eu vi”, cantava o exército branco, enquanto ramos de flores encharcados atiravam água perfumada e abençoada pelo ar.

“Eu tinha a fama de ser o padre mais macumbeiro da minha cidade, Campo Grande. Estou aqui como Igreja e digo que temos muito a que pedir perdão. Peço perdão a todo povo negro que teve que esconder seus orixás atrás de imagens de santo. Esse é o momento de pedir perdão, momento de que nossos ancestrais nos perdoem. Este momento é de abençoar este lugar que também já foi de sofrimento. Que nossos orixás nos abençoem, abram nossos caminhos e os purifiquem, axé”, disse padre Hugo, que representou a Paróquia Anglicana da Virgem Maria, no bairro Jardim El Dorado durante a benção.

A Associação da Lavagem dedicou o ritual em homenagem ao já falecido maestro Edinaldo Ferreira. No início da celebração foi feito um minuto de silêncio pelo falecimento da jornalista cultural, ex-assessora de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, Alessandra Barbosa, falecida na sexta-feira (11).

Toda a programação no Beco do Candeeiro é realizada com entrada franca e limitada a 70 pessoas, respeitando as medidas de biossegurança em decorrência da pandemia da COVID-19.

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