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Tire o “S” da CRISE

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Após o fechamento positivo do ano 2017, podemos dizer oficialmente que o Brasil saiu da crise econômica. Pelo menos para o segmento de varejo de materiais para construção em Mato Grosso, pois obtivemos uma alta de 4,5% em relação a 2016, o número ainda não supera o bom desempenho que tivemos em 2015, mas mostra que estamos novamente nos trilhos.

Muitos dizem que 2016 é um ano para ser esquecido, eu diria que devemos gravá-lo na memória para não repetirmos os erros do passado, cujos nos levaram  àquele cenário tenebroso.

A crise infelizmente levou muitas empresas à falência, em contrapartida, a dor foi a alavanca para muitas outras melhorarem a eficiência de seus negócios, voltando os olhos para sua estrutura interna e otimizando a operação, realizando mais com menos.

Com o cenário econômico não favorável na maioria dos setores da economia, vimos as margens de lucratividade das organizações caírem muito, empresários trabalhando muitas vezes apenas para manter a operação rodando e arcar com os compromissos a vencer, no segmento do varejo de materiais para construção, não foi diferente.

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Neste período infelizmente a prostituição de preços de produto tomou conta. Em um cenário na qual o consumidor compra menos, o resultado é baixo lucro. Para o empresário a situação é desesperadora e desafiante ao mesmo tempo.

A tempestade passou, e muito mais do que apenas sobreviver, é importante que o empreendedor do varejo de materiais de construção volte a olhar com atenção a rentabilidade do seu negócio.

Mais do que preço, precisamos vender valor ao que estamos ofertando, no que somos, construímos e fazemos de diferente. Assim como os lojistas aprenderam com as dificuldades enfrentadas, o consumidor também entendeu a necessidade em dar maior valor ao dinheiro dele e a si mesmo, ao seu potencial de consumo.

O mundo se transforma a cada dia, as empresas têm de acompanhar essas mudanças. O empreendedor que não renova/inova é engolido pelo mercado.

Precisamos nos atualizar, trabalhar layout de loja, tendências de novos produtos, estudar a mudança do comportamento de compra do nosso consumidor, fazer o cliente se emocionar ao ver a exposição do que ofertamos para sua obra, investir no capital humano da empresa, entre vários outros pontos.

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Trabalhe para que o cliente o procure por ser o melhor, e não o mais barato.

Paulo Esteves é Administrador – Diretor Comercial do Grupo Verdão Construção e Acabamento, com MBA em Gestão Empresarial pela FGV, pós- graduado em Gestão de Negócios pela FDC e Vice -Presidente da ACOMAC-MT.

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Opinião

Reação da construção civil é real

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Mais uma vez a construção civil resgata a confiança de investidores e de todos os outros setores produtivos deste nosso gigante país ao trazer um clima de prosperidade que se traduz na retomada do crescimento deste segmento. Os motores deste mercado pujante já estavam aquecidos, mesmo diante do período pandêmico, chamando para si mais uma vez a responsabilidade de continuar contribuindo com o fortalecimento da economia brasileira, através de investimentos pesados, projetos ousados e com a geração de emprego e renda. Em Mato Grosso a construção civil orgulhosamente deu a resposta, contribuiu efetivamente para que nosso Estado ficasse com a terceira menor taxa de desemprego do país, ficando atrás apenas dos Estados de Santa Catarina (5,8%) e Rio Grande do Sul (8,8%), conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O percentual de desocupação em Mato Grosso apresentou queda de 9,9% para 9%, entre o primeiro e o segundo trimestre deste ano. Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad). No levantamento feito no mesmo período do ano passado, 10,2% da população mato-grossense estava desempregada. Agora diante dos resultados celebramos com afinco a queda do desemprego, dando sinais de recuperação de uma das maiores crises sanitárias do planeta. O otimismo por aqui não é em vão, afinal a taxa registrada em Mato Grosso está abaixo da média nacional, que é de 14,1%.

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Ainda de acordo com o IBGE, estima-se que 1,6 milhão de pessoas em Mato Grosso estavam trabalhando no segundo trimestre deste ano, enquanto o número de desocupados era de 162 mil pessoas. E por que a construção civil exalta esta celebração? A resposta é animadora, claro, que celebraríamos juntamente com qualquer outro segmento, porém segundo o IBGE, a construção civil o foi o único que apresentou aumento no número de trabalhadores contratados, passando de 119 mil, de abril a junho de 2020, para 149 mil, no mesmo período deste ano.

De forma mais ampla, o setor também é expressivo no momento em todo o país, contratando aproximadamente um milhão de trabalhadores, representando 23,5% do total de novos ocupados no país. Os indicadores trazem ainda mais a certeza de que estamos no caminho certo, nosso segmento contribui efetivamente com a roda da economia, fazendo a diferença mais uma vez em um momento que todos nós precisamos exercitar empreendedorismo e força, afinal de contas não geramos empregos para números, mas para homens e mulheres, brasileiros que a cada dia renovam a esperança diante de períodos de transformações.

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Omar Maluf, Ceo do Grupo São Benedito

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