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Serviços essenciais lideram novamente ranking de reclamações em setembro

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O Procon Estadual, órgão vinculado à Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), registrou 2.710 atendimentos no mês de setembro. Por meio do Sistema Nacional de Informações de Defesa do Consumidor (Sindec) foram 1.861 registros e no atendimento online (http://www.consumidor.gov.br) protocoladas 849 reclamações em Mato Grosso.

No Sindec, a campeã de reclamações foi a área “Serviços Essenciais”, com 929 atendimentos. Liderando o setor está a categoria “Energia Elétrica”, com 457 registros, seguida por “Água e Esgoto”, que teve 236 reclamações e “Telefonia Celular”, com 152.

Em segundo lugar, está a área “Assuntos Financeiros”, com 374 reclamações: 118 para a categoria “Banco Comercial”, 84 para “Cartão de Crédito” e 56 para “Cartão de Loja”.

A área “Produtos”, com 262 registros, ocupa o terceiro lugar do ranking de atendimentos presenciais, registrando 41 procedimentos para “Telefone” (Convencional, Celular, Interfone, Etc.), 34 para “Eletroeletrônico Importado” e 13 para “Artigos de Leitura” (Formal, Jornal, Revistas, Folheto, Livros, Etc).

Já a área “Serviços Privados”, com 204 registros, está na quarta posição do ranking de atendimentos presenciais, registrando 50 procedimentos para “TV Por Assinatura” (Cabo, Satélite, Etc.), 36 registros para “Escola” (Pré, 1º e 2º Graus e Superior), e 25 para “Cursos Livres Outros”.

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A categoria “Saúde” aparece em quinto lugar, com 41 reclamações, seguida de “Habitação” com 37 registros e em sétimo lugar está a categoria de “Alimentos” que obteve 14 registros feitos pelo Sindec.

Atendimento online

Por meio da plataforma http://www.consumidor.gov.br, o Procon registrou 849 reclamações em Mato Grosso. A área “Telecomunicações” foi a mais demandada, com 381 registros. Em segundo lugar estão os “Serviços Financeiros”, com 258 reclamações; e em terceiro “Produtos de Telefonia e Informática”, com 108 registros.

Na quarta posição da plataforma está a categoria “Produtos Eletrodomésticos e Eletrônicos”, com 33 reclamações e, em quinto lugar, aparecem as categorias “Demais produtos”,com 29 reclamações. Em sexto lugar está a área “Transportes”, com 21 registros e para a categoria “Demais Serviços” 11 registros. Em oitavo lugar, com quatro reclamações, está “Turismo/viagens”. E em nono lugar, está a categoria “Saúde” com dois registros.

As áreas “Água, energia e gás”, e “Educação” tiveram ambos um registro. Já as categorias “Alimentos” e “Habitação” não tiveram reclamações registradas no mês de setembro na plataforma http://www.consumidor.gov.br.

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Por: assessoria Procon

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Símbolo de respeito e ocupação histórica: Beco do Candeeiro recebe bênçãos da Lavagem do Rosário e São Benedito

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“Na beira da praia, Ogum Sete Ondas, Ogum Beira Mar” foi o que se escutou as margens da Prainha, no Beco do Beco do Candeeiro, na noite da última sexta-feira (11). O projeto Afro Sagrado, executado pela Associação Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito realizou a benção dos candeeiros para celebrar a presença ancestral africana. Logo depois, o grupo musical Raízes do Samba se apresentou com repertório nacional. No local, também foi comercializado comidas típicas regionais. Os eventos realizados no Beco são promovidos pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, gratuitamente e seguem todas as medidas de biossegurança.

“É preciso respeitar as raízes do povo cuiabano, respeitar a fé tão diversa da nossa gente. A gestão Emanuel Pinheiro restaurou o Beco do Candeeiro para ser lugar de encontro, de exaltação da arte, da cultura, das tradições e vamos cada vez mais, promover a paz e união neste lugar tão simbólico da nossa Capital”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Do agogô, instrumento Yoruba que se assemelha a um sino, veio o primeiro som. Daí por diante a cadência foi sendo construída. Das cabaças dos afoxés o som balançava até se fundir com a vibração dos atabaques. O ritmo se encorpava para que a bandeira da Paz dançasse no salão do Museu da Imagem e do Som (MISC). Ainda era só ensaio para o que viria a ser apresentado em instantes na rua 27 de Dezembro.

Às 19h, Ogum Beira Mar inundou o Beco do Candeeiro com seu exército branco. Chegou para abençoar, ocupar espaço de direito, por uma cultura de paz e tolerância. Eram os integrantes da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito adentrando a primeira rua iluminada de Cuiabá com seu axé.

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“Hoje para nós é um momentos especial, é quando a Prefeitura de Cuiabá nos reconhece como movimento cultural da Capital. Quero agradecer a todos que estão aqui, todos somos Lavagem e todos buscamos um espaço dentro do contexto histórico dessa cidade. Estar dentro do Beco do Candeeiro, um local restaurado para nós povo afro brasileiro é muito importante para nós”, disse Lindsey Catarina, presidente da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito.

 Enquanto a Lavagem passava, o coração pulsava no ritmo dos dedos que tocavam o atabaque. O som reverberava nas pedras cangas que pareciam recordar os passos que retornavam para casa. O retorno das raízes afro brasileiras, da capoeira, do siriri e cururu, velhas conhecidas do Beco do Candeeiro.

“Quero dizer que é um prazer e uma emoção muito grande estar perto de um povo de fé. Quem conhece minha família sabe que a minha casa sempre esteve aberta para todos. Eu tenho muito orgulho de estar aqui e peço que me vejam e sintam sempre como uma irmã de vocês. Que Deus e Oxalá abençoem todos nós, muito axé para todo mundo”, disse a secretária Carlina Rabello Leite Jacob, que participou de toda a procissão pelo Beco e também esteve ao lado da presidente da Lavagem, Lindsey Catarina e do padre Hugo no momento simbólico de soltura de uma pomba branca pela paz. O secretário-adjunto de Cultura, Justino Astrevo também esteve presente no local.

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Dos jarros com flores segurados pelas baianas vieram a água de cheiro que lavou a rua e os que assistiam e participavam do ritual. “Senhora do Rosário foi quem me trouxe aqui. Senhor do Rosário, foi quem me trouxe aqui. A água do mar é santa, eu vi, eu vi, eu vi”, cantava o exército branco, enquanto ramos de flores encharcados atiravam água perfumada e abençoada pelo ar.

“Eu tinha a fama de ser o padre mais macumbeiro da minha cidade, Campo Grande. Estou aqui como Igreja e digo que temos muito a que pedir perdão. Peço perdão a todo povo negro que teve que esconder seus orixás atrás de imagens de santo. Esse é o momento de pedir perdão, momento de que nossos ancestrais nos perdoem. Este momento é de abençoar este lugar que também já foi de sofrimento. Que nossos orixás nos abençoem, abram nossos caminhos e os purifiquem, axé”, disse padre Hugo, que representou a Paróquia Anglicana da Virgem Maria, no bairro Jardim El Dorado durante a benção.

A Associação da Lavagem dedicou o ritual em homenagem ao já falecido maestro Edinaldo Ferreira. No início da celebração foi feito um minuto de silêncio pelo falecimento da jornalista cultural, ex-assessora de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, Alessandra Barbosa, falecida na sexta-feira (11).

Toda a programação no Beco do Candeeiro é realizada com entrada franca e limitada a 70 pessoas, respeitando as medidas de biossegurança em decorrência da pandemia da COVID-19.

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