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Crianças e a Pandemia

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Estamos passando por um período conturbado, caótico, onde nem os adultos, nem as crianças possuem experiência prévia. Tudo é novo e a mudança é constante. Oscilamos períodos de alerta vermelho, amarelos e verdes. Períodos em que sentimos e vemos esperança de uma solução, mas logo volta toda a turbulência. Chegamos a acreditar que nossa salvação havia chegado com as vacinas, mas em poucos dias, alguns falecimentos de pessoas vacinadas, voltou a nos abalar. A esperança vem sendo enterrada aos poucos.
As rotinas se alteram constantemente e uma nova fase de aprendizado é iniciada. Ausência de uma sequência, momentos de medo, luto, instabilidade financeira, pânico, dentre outros. As crianças enxergam a preocupação estampada por todos os lados, as alterações no comportamento dos pais e isso gera a elas enorme insegurança. É importante lembrar que enquanto o adulto mantiver a tranquilidade, a criança também estará tranquila.
Mas como manter essa tranquilidade em tempos tão difíceis? Uma maneira de ajudar é sempre falar sobre o que está acontecendo. Posicionar a criança das fases atuais da pandemia de forma que elas possam compreender o comportamento dos adultos. É importante que a criança se sinta respeitada e mais que isso, participando das situações com a verdade.
Vale lembrar, que seu processo de desenvolvimento é contínuo e que durante esse período elas também estarão aprendendo habilidades sociais e de vida valiosas para a formação de um bom caráter. Então vale acatar algumas dicas sobre como ajudá-las durante esse período; procure ser exemplo do comportamento que você gostaria de ver nelas, afinal, como você espera que seus filhos controlem seus comportamentos se você não controla o seu? Estabelecer tarefas domésticas para elas é importante, as crianças aprendem habilidades de vida, desenvolvem interesse social e se sentem capazes ao ajudar nas tarefas domésticas.
Se abracem. As crianças agem melhor quando elas se sentem melhor e você também. Os abraços nos fazem sentir melhor. Em vez de dizer o que “não fazer”, redirecione falando o que “fazer”. Deixe as crianças participarem das decisões com escolhas limitadas (previamente escolhidas pelos pais). Principalmente quando isso afeta as rotinas delas. Estabeleça rotinas e acordos e cumpra com eles. É importante para as crianças a previsibilidade, pois sua ausência pode pegar a criança de surpresa quando ela quiser fazer alguma coisa e pode gerar maus comportamentos. Deixe que a rotina vire o chefe, aliviando os pais dessa função.
Entenda o que chamamos de birra é a falta de controle emocional das crianças. As crianças não possuem a parte do cérebro capaz de controlar seus impulsos desenvolvidas, e diante de um período tão intenso emocionalmente, essa falta de controle emocional pode aumentar, tornando as crianças mais sensíveis. Bom humor pode ajudar os pais e as crianças a deixar o ambiente mais leve. Busque momentos em que vocês poderão dar risadas e se divertirem juntos. ​Pratique auto cuidado e crie um espaço na casa para que os integrantes da família possam se acalmar quando necessário. Reúna para decidir quais objetos serão colocados nesse cantinho, tais como (lápis de cor, gibis, livros, ursos, bonecas, dentre outros). O importante é ter objetos que possam ajudar todos a acalmar e relaxar.

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Ana Montenegro, Psicóloga

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O VERDADEIRO MARKETING DE RELACIONAMENTO

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Um desafio complexo às empresas é estabelecer um relacionamento real com o cliente. O grande problema é que a maioria tem uma miopia em relação as suas ações, e patinam para conseguir estabelecer esse envolvimento a longo prazo.

O marketing de relacionamento é um processo complexo e contínuo. O primeiro passo é fazer o dever de casa: satisfazer o desejo do cliente. Para isso, você precisa se equilibrar numa corda bamba entre expectativa, desejo do seu consumidor; e a experiência de consumo que sua marca oferece a ele. Essa equação vai escalonar o grau de satisfação do seu público-alvo.

Dever de casa feito, é hora do passo dois: a confiança. Em qualquer relação humana a confiança não é algo conquistado de maneira simples. Basicamente você precisa estabelecer uma relação, como uma construção, tijolinho por tijolinho. O marketing de relacionamento se estabelece através de uma série de experiências entre marca e consumidor, e não necessariamente, essa experiência tem que ser de compra e consumo do produto ou serviço. Tem que ir além! Por isso os esforços que as organizações fazem para se mostrarem relevantes a sociedade onde atuam mercadologicamente. As organizações devem buscar uma conexão com o seu consumidor, isso deve acontecer de diversas formas com ações sociais, sustentáveis, artísticas, folclóricas, esportivas, culturais, e até mesmo fornecendo conteúdos interessantes ao seu público-alvo através de seus canais de comunicação.

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E por fim, o terceiro e fundamental passo do relacionamento com o cliente, a lealdade. Essa é a premissa mais relevante para estabelecer fidelidade as marcas. Ela é antecedida pela satisfação , confiança e comprometimentos, que são conquistados nos passos anteriores. Para os pesquisadores José Sarto Castelo, José de Oliveira Cabral e Arnaldo Coelho , a “verdadeira” lealdade à marca, representa uma atitude favorável e um compromisso para com uma marca específica, resultando na recompra consistente da marca ao longo do tempo.

Uma recente pesquisa feita por Shikha Sota, Harish Chaudhry, Apurva Chamaria e Anurag Chauhan, fez um levantamento sobre os estudos publicados a respeito de marketing de relacionamento (CRM) nos anos 2007 a 2016, e identificou uma predominância no uso do programa de fidelidade como grande norteador das estratégias de relacionamento com o cliente. Existe uma confusão entre fidelidade e compra repetida. Há uma diferença grande entre esses conceitos, e as organizações que compreenderem, de fato, esses pilares, farão um CRM de verdade e conquistarão a sonhada lealdade.

Caíque Loureiro é Publicitário, Especialista em Marketing e Mestrando pela ESPM/SP na linha de pesquisa do comportamento do consumidor, sua dissertação avalia a influência das variáveis externas na decisão do voto no período eleitoral. Atua como Professor de Graduação e Pós-graduação em MT e RO, e como marqueteiro político e cultural no Brasil.

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