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Cuiabá humanizada

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Necessário é que se reconheçam os esforços (com constatadas melhorias) relativos aos cuidados com muitas das praças e áreas públicas realizados pela administração municipal até agora. Por outro lado tem-se que o momento é ideal para que se dê um salto quanto a outros cuidados com a cidade.

Não apenas quanto ao embelezamento, mas, sobretudo quanto às responsabilidades de cada morador – inquilino que seja, de cada proprietário, especialmente no que diz respeito às melhorias na acessibilidade com comodidade e segurança, garantias legais presentes nas normas federais, estaduais e principalmente municipais. Como também com avanços com relação ao ordenamento e educação no trânsito (passarela e oportunas adequações viárias), até mesmo com as medidas amargas sempre necessárias, principalmente aquelas que fazem doer no bolso.

Quanto às normas municipais talvez seja o caso dos vereadores se debruçarem para bem avaliar o que existe e o que precisa ser melhorado. Sempre há no que avançar.

Quanto às normas municipais talvez seja o caso dos vereadores se debruçarem para bem avaliar o que existe e o que precisa ser melhorado
O primeiro tema da responsabilidade de quem aqui é proprietário (ou mesmo o inquilino) é o cuidado que cada um deve ter com suas calçadas e muros. Não é necessário nem mesmo ir aos bairros (não que não mereçam a devida atenção). Na região central já nos deparamos (já topamos literalmente) com o desleixo e o descaso dos donos de imóveis, não construídos ou edificados, estes com moradores.

É de se imaginar que o detentor de um patrimônio imobiliário de algumas dezenas de milhares de reais ou até de milhões tenha pelo mesmo algum apreço. Então por que não exigir que o mesmo não se dedique a do mesmo cuidar?

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A lei não permite que o dono de veículo saia circulando por ai sem os para-choques ou faróis porque isso significa segurança para o condutor e para terceiros. Se insistir na conduta sofrerá as consequências legais.

Por que um dono de terreno pode ser desleixado com sua calçada e muros?

Tente fazer uma caminhada na região central de Cuiabá e não se dê a grande esmero pra ver se não terminará numa clínica ortopédica ou no PSM. Aqui não se fala nem dos cadeirantes e outras situações de mobilidade reduzida. E a estética da cidade? Se meus bens imobiliários valem um razoável preço será apenas falta de dinheiro para não cuidar deles ou não será desleixo mesmo?

A limpeza dos entulhos das calçadas, naquilo que tocar ao proprietário, precisa ser rigorosa exigência junto aos responsáveis.

Ainda para melhorar a qualidade de vida em diversos outros aspectos do cotidiano, além das calçadas e muros, a exemplo do elogiável trabalho de retirar de circulação motocicletas barulhentas vê se como importante avançar na educação do trânsito, como mais rigor no combate à velocidade excessiva, estacionamento em calçadas e outros locais proibidos, especialmente na famigerada ocupação das vagas especiais de idosos e PcDs. Multas e a remoção dos veículos deve se transformar no terror dos infratores.

Muito mais poder-se-ia dizer quanto ao cotidiano triste de uma cidade cujos moradores precisam ser chamados às suas responsabilidades.

Carece-se de um líder com força política para comandar essa tomada de atitude –diariamente – no que compete ao Poder Público, no caso o municipal.

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Lembrando-se de alguns auxiliares do prefeito Emanuel Pinheiro, dentre outros, de intensa dedicação e profundo conhecimento da vida na nossa capital pode-se mencionar os nomes dos ocupantes da SORP (Sales), SEMOB (Antenor) e Vanderlúcio (LIMPURB).

Em plenas condições para liderar essa equipe porque já desenvolve seu trabalho com grande denodo pode se dizer da figura do vice-prefeito Stopa, acumulando também a Secretaria de Obras. Hoje com a autoridade de detentor de um cargo eletivo e que ao assumir uma liderança dessa natureza ainda proporcionará ao titular ficar liberado para outras importantes atribuições de chefe do executivo, especialmente aquelas relacionadas à articulação política para a busca de recursos e a condução de projetos macros e estruturantes, além de que assim atuando (o vice-prefeito) estará cada vez mais se capacitando para outras missões, mesmo porque depois da jornada de tantos anos não é de se pensar na perda de tanta experiência acumulada.

Vamos melhorar nossa Cuiabá ainda mais nos aspectos da humanização, da educação no trânsito e outros temas da vida cotidiana para que se possa viver numa cidade cada vez agradável e acolhedora.

“P.S.” – Pessoalmente até não conheço o vice-prefeito, apenas há uma constatação que se trata de um gestor com profundo conhecimento da cidade e que já vem prestando seus serviços há várias administrações, antes de se eleger na chapa atual do prefeito Emanuel Pinheiro.

Lauro da Mata é advogado.

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O VERDADEIRO MARKETING DE RELACIONAMENTO

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Um desafio complexo às empresas é estabelecer um relacionamento real com o cliente. O grande problema é que a maioria tem uma miopia em relação as suas ações, e patinam para conseguir estabelecer esse envolvimento a longo prazo.

O marketing de relacionamento é um processo complexo e contínuo. O primeiro passo é fazer o dever de casa: satisfazer o desejo do cliente. Para isso, você precisa se equilibrar numa corda bamba entre expectativa, desejo do seu consumidor; e a experiência de consumo que sua marca oferece a ele. Essa equação vai escalonar o grau de satisfação do seu público-alvo.

Dever de casa feito, é hora do passo dois: a confiança. Em qualquer relação humana a confiança não é algo conquistado de maneira simples. Basicamente você precisa estabelecer uma relação, como uma construção, tijolinho por tijolinho. O marketing de relacionamento se estabelece através de uma série de experiências entre marca e consumidor, e não necessariamente, essa experiência tem que ser de compra e consumo do produto ou serviço. Tem que ir além! Por isso os esforços que as organizações fazem para se mostrarem relevantes a sociedade onde atuam mercadologicamente. As organizações devem buscar uma conexão com o seu consumidor, isso deve acontecer de diversas formas com ações sociais, sustentáveis, artísticas, folclóricas, esportivas, culturais, e até mesmo fornecendo conteúdos interessantes ao seu público-alvo através de seus canais de comunicação.

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E por fim, o terceiro e fundamental passo do relacionamento com o cliente, a lealdade. Essa é a premissa mais relevante para estabelecer fidelidade as marcas. Ela é antecedida pela satisfação , confiança e comprometimentos, que são conquistados nos passos anteriores. Para os pesquisadores José Sarto Castelo, José de Oliveira Cabral e Arnaldo Coelho , a “verdadeira” lealdade à marca, representa uma atitude favorável e um compromisso para com uma marca específica, resultando na recompra consistente da marca ao longo do tempo.

Uma recente pesquisa feita por Shikha Sota, Harish Chaudhry, Apurva Chamaria e Anurag Chauhan, fez um levantamento sobre os estudos publicados a respeito de marketing de relacionamento (CRM) nos anos 2007 a 2016, e identificou uma predominância no uso do programa de fidelidade como grande norteador das estratégias de relacionamento com o cliente. Existe uma confusão entre fidelidade e compra repetida. Há uma diferença grande entre esses conceitos, e as organizações que compreenderem, de fato, esses pilares, farão um CRM de verdade e conquistarão a sonhada lealdade.

Caíque Loureiro é Publicitário, Especialista em Marketing e Mestrando pela ESPM/SP na linha de pesquisa do comportamento do consumidor, sua dissertação avalia a influência das variáveis externas na decisão do voto no período eleitoral. Atua como Professor de Graduação e Pós-graduação em MT e RO, e como marqueteiro político e cultural no Brasil.

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