Economia

Morre o banqueiro Joseph Safra

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 O banqueiro Joseph Safra morreu nesta quinta-feira (10) aos 82 anos, em São Paulo. Segundo comunicado enviado pelo banco Safra, de causas naturais.

Safra nasceu em 1938 no Líbano e se mudou para o Brasil na década de 1960. Em 1969, casou-se com Vicky Sarfaty, com quem teve 4 filhos e 14 netos.

Sob o seu comando, o Banco Safra se tornou um dos maiores do país. Neste ano, Joseph ultrapassou Jorge Paulo Lemann e se tornou o brasileiro mais rico, segundo a revista Forbes. A publicação afirma que ele tinha uma fortuna estimada em R$ 119 bilhões.

Discreto por natureza e por exigência da atividade profissional, o banqueiro Joseph Safra ocupou a contragosto o noticiário de um dos desdobramentos da crise econômica mundial iniciada em 2008.

Na época, o banco Safra tinha US$ 300 milhões de clientes aplicados com o norte-americano Bernard Madoff, notório por não ter honrado seus compromissos depois que desabou seu esquema ilegal de pirâmide financeira.
A crise não afetou Safra. Ao contrário, o empresário dobrou o patrimônio pessoal, em relação a 2007, para cerca de US$ 16 bilhões, ficando em segundo lugar no ranking das maiores fortunas brasileiras. Em 2020, como um patrimônio de R$ 119,08 bilhões, passou a ocupar o primeiro lugar da lista da revista Forbes.

O banqueiro Joseph Safra morreu nesta quinta-feira (10) aos 82 anos, em São Paulo. Segundo comunicado enviado pelo banco Safra, de causas naturais.

Aquele momento na crise foi emblemático. O problema era a imagem da instituição, algo central na atividade banqueira. Preocupado que tivesse sido arranhada, Safra, então com 70 anos, suspendeu o processão de sucessão e retomou o comando do banco. Só quando a tempestade passou, o empresário transferiu o bastão aos filhos.
O episódio mostra o estilo centralizador de um empresário que tinha certeza de que o êxito dos negócios dependia da confiança nele depositada. Com a sucessão cuidadosamente planejada, ele acreditava ter transmitido tal reputação à terceira geração de banqueiros da família.

Nascido no Líbano, em 1938, Safra chegou ao Brasil em meados dos anos 50. Em 1957, a família judaica criou o banco no país, dando continuidade ao ramo a que se dedicava desde 1920, quando Jacob, o patriarca, fundou em Beirute sua primeira instituição financeira.

Com perfil ágil e conservador, o Safra cresceu até se tornar um dos dez maiores bancos brasileiros.

Depois da morte de seu irmão mais velho, Edmond, num incêndio em seu apartamento em Mônaco, em 1999, Joseph disputou com outro irmão, Moise, o controle do banco. O processo, desgastante para as relações familiares, terminou em 2006, quando Joseph comprou a parte do irmão por estimados R$ 5 bilhões.

Mais conhecido como “seu José”, Safra vivia num bunker no Morumbi, cercado por obras de arte. Diariamente, ia de helicóptero para a sede do banco, na avenida Paulista. Costumava almoçar com os executivos do banco, no restaurante da empresa, que tem cardápio kasher, preparado segundo as tradições judaicas.

Mesmo sofrendo do mal de Parkinson, não deixava de fazer exercícios físicos e gostava de nadar. Dos lazeres, um dos preferidos era assistir aos jogos do seu Corinthians, inclusive nos estádios, onde ia com os netos e cercado de seguranças, em geral ex-agentes da Mossad, o serviço secreto de Israel.

Considerado bom negociador e dominando várias línguas, como inglês, francês, espanhol, árabe e hebraico, Safra, depois de “aposentado”, dedicou-se, em 2011, a uma última grande aventura empresarial: a compra do Sarasin, o prestigiado “private banking” do holandês Rabobank, que ampliou sua projeção internacional.

Casado com Vicky, Joseph Safra deixa os filhos Jacob, Esther, Alberto e David.

 

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Por Oscar Pilagallo

Da Folhapress – São Paulo

Destaque

Desenvolve MT oferece linhas de crédito e fomenta o turismo em MT

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A Agência de Fomento de Mato Grosso – Desenvolve MT continua a direcionar os esforços para atender ao segmento de turismo, que foi muito afetado pela pandemia. E Mato Grosso possui um grande potencial gerador de empregos diretos e indiretos.

O Fungetur (Fundo Geral do Turismo) é uma linha de crédito, repasse do Ministério do Turismo, voltada para micro e pequenos empresários que atuam no setor turístico, como hotelaria, gastronomia, eventos, serviços, receptivos, transporte que possuem registro no Cadastur (Cadastro os prestadores de serviço do turismo).

A Desenvolve MT já capacitou 37 correspondentes no interior entre entidades, federações e prefeituras por meio de treinamento online, a meta é levar capacitação e oferta de crédito em todas as regiões do Estado.

Parcerias

O prefeito de Juscimeira, Moisés dos Santos, o secretário de turismo, Industria e Comércio, Lucas Vinícius Martins de França, receberam o diretor presidente da Agência de Fomento de Mato Grosso – Desenvolve MT, Jair Marques, e o assessor executivo, José Roberto Webber, para uma reunião sobre linhas de crédito para  financiamentos e futuras parcerias  na região.

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Para o presidente, o Governo do Estado, por meio da Desenvolve MT, é um dos grandes parceiros dos gestores municipais para facilitar o acesso ao crédito aos micros e pequenos empreendedores dos seus municípios.

Com a construção das orlas turísticas em Cáceres, Santo Antônio do Leverger e Barão de Melgaço, a Desenvolve MT se faz presente, com suas linhas de créditos aos empreendedores fomentando as regiões.

Até outubro, mais de R$382 mil reais já foram liberados em crédito aos micros e pequenos empreendedores da cidade de Sinop, é o quarto município no ranking de solicitação de crédito no Estado.

Repasses 

De janeiro a novembro de 2020, a Desenvolve MT liberou em concessão de crédito para o trade de turismo em Mato Grosso o valor de R$ 4.282.100. Os municípios de maior destaque foram Cuiabá, Várzea Grande, Barra do Garças, Rondonópolis e Sinop.

A relação abaixo traz o ranking dos cinco municípios mato-grossenses que mais obtiveram operações contratadas da linha de crédito Fungetur até novembro de 2020.

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Pandemia

A Agência contabiliza pouco mais de R$ 5 milhões em concessão de crédito para micro e pequenas empresas, desde o começo da pandemia do coronavírus. O Governo do Estado priorizou inicialmente o crédito emergencial voltado para preservar renda, empregos e manter em funcionamento pequenas e micro empresas de Mato Grosso.

Até agosto, quase 6 mil solicitações de créditos chegaram  por meio do sistema de crédito digital acessado pelo site da instituição.  A maior parte dos pedidos atendidos é da linha Capital de Giro Emergencial no valor de até R$10 mil reais, para microempreendedores individuais (MEI) e microempresas. Em seguida, a linha Fungetur Giro destinado ao trade de turismo com o valor de até R$100 mil reais. Juros e carência com as melhores condições do mercado.

 

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