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Quem decidiu o segundo turno

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Uma das marcas desse pós-segundo turno em Cuiabá tem sido o apontamento de responsáveis pelo resultado final, diante do acirramento e da virada inédita em cima da hora. Cada um tem seu “culpado favorito” pela derrota de Abílio Brunini (Podemos) ou vitória de Emanuel Pinheiro (MDB), a critério do leitor. Na segunda-feira o placar estava Abílio 48% x Emanuel 40% e na sexta empate em 45%. Esses 45% de cada somavam 90% e os votos válidos deram 50% a 50%, pela pesquisa Ibope. A urna trouxe resultado dentro da margem de erro e muito próximo disso.

Prefiro me concentrar no eleitorado evangélico. Este segmento foi uma das duas grandes forças motrizes da candidatura de Abílio Brunini, junto com aqueles que rejeitavam o prefeito Emanuel Pinheiro. Pelo fato dele ser evangélico e de ligação familiar com a cúpula da Assembleia de Deus. Cuiabá nunca tivera um candidato tão identificado com as igrejas evangélicas como ele e a vantagem eleitoral gerada ali sempre foi uma alavanca importante para o Abílio.

Prefiro me concentrar no eleitorado evangélico. Este segmento foi uma das duas grandes forças motrizes da candidatura de Abílio Brunini, junto com aqueles que rejeitavam o prefeito Emanuel Pinheiro
Portanto, era um setor do campo político que não poderia ter sido desprotegido pelo candidato do Podemos, uma vez que era a sua base fundamental. Ele focou mais naqueles que avaliam mal a administração Emanuel Pinheiro e/ou o rejeitavam, mas esqueceu dos irmãos de fé. Este erro acabou sendo fatal, como pretendo demonstrar.

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A pesquisa de segunda (23) trouxe os seguintes resultados para esta faixa do eleitorado. 61% Abílio Brunini e 29% Emanuel Pinheiro. Uma diferença de 32% num grupo que representa 26% do total, de acordo com a referência adotada pelo Ibope. Quer dizer, era uma frente de 8,32% no colégio eleitoral. Uma vantagem muito valiosa numa eleição que terminou o primeiro turno com uma margem de 8.000 votos para o vencedor, ou 3% dos válidos.

Na pesquisa de sexta (27) Abílio caíra para 49% contra 43% de Emanuel Pinheiro nesse setor crítico. Estavam empatados, dentro da margem de erro de 4%. Abílio perdeu 12% e Emanuel ganhou 14% em 4 dias, num efeito combinado de 26%. Esse valor corresponde a 6,76% dos votos totais ou cerca de 7,4% dos válidos, sendo que o resultado final ficou em 2,5%. Portanto, esse deslocamento respondeu por três vezes a diferença entre os dois candidatos.

Neste caso temos que avaliar o impacto das acusações de corrupção dentro da igreja que Emanuel fez a Abílio, assim como a identificação do candidato do Podemos com o demônio, que seria o pai da mentira de acordo com um versículo do Evangelho de João lido pelo prefeito. Mas é preciso considerar ainda o chão de fábrica das campanhas, marcado pela relação com as chamadas lideranças. Boa parte dos líderes evangélicos priorizam voto em candidatos que pertencem a este grupo, mas outros não. Acabam sendo mais abertos para negociação. A meu ver este foi o fator fundamental para explicar o resultado, porque é um setor que Abílio teve e poderia ter garantido até o domingo. Além dos méritos da campanha de Emanuel em abordá-lo.

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Houve variações em outros segmentos também, como os eleitores com curso superior, onde a diferença pró-Abílio era de 6% na segunda e mudou para – 11% na sexta-feira, numa virada de 17%. Emanuel acabou vencendo ali por 57% a 43% dos votos válidos, contra o resultado oposto entre os eleitores que possuem o nível fundamental. As falas de Emanuel nos debates e no horário eleitoral sobre o despreparo de Abílio e seu perfil demagógico podem ter pesado para essa mudança nas intenções de votos.

VINÍCIUS DE CARVALHO é gestor governamental, analista político e professor universitário.

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A mudança continua

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O ano que acabou de se despedir foi surpreendente para a elevação de procedimentos que realçam a beleza ou propõe transformação. E se você se pergunta os motivos, entre eles acredito que a segurança, a praticidade e a evolução nos tratamentos são responsáveis, colocando a harmonização orofacial entre as alternativas mais requisitadas.

Não por menos, no último mês a busca no Google por informações sobre rinomodelação disparou. Segundo os dados as buscas por essa intervenção aumentaram 4800% durante a pandemia.

E sabemos que nem é preciso se submeter a uma rinoplastia para ter um nariz dos sonhos. Hoje, a harmonização já evoluiu, podendo ter resultados temporários, em média 12 meses, ou mais, através de rinomodelação com a aplicação do ácido hialurônico, ou então o emprego da técnica “Nariz Perfeito”, indicada para quem tem nariz largo, ponta caída, dorso alto e outros detalhes que trazem o descontentamento diante ao espelho.

Se o desejo é ter o nariz empinado de forma imediata, sem dores e complicações é o procedimento mais indicado. E nesta tendência pela melhora da face os lábios também merecem atenção, e são campeões também em número de procedimentos, um lábio bem contornado e com volume adequado para cada rosto, sem dúvida traduz a beleza envolvente que homens e mulheres desejam.

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Ou seja, 2021 chega mantendo essas tendências que tanto cresceram no ano passado, revelando a busca pela aceitação da mudança na face como instrumento para fortalecer a autoestima, o prazer de viver e até mesmo das relações pessoais e corporativa.

Diante de um ano de tantos desafios, todos buscam mecanismos de fortalecimento, eles estão na espiritualidade, no ganho de conhecimento, nas relações prazerosas, e claro, na aprovação do que reflete no espelho. E esta mudança está acessível a muitos, e se depende dela pra nos sentirmos mais confiantes e gratos, não se deve deixar para depois, pois a mudança acontece com atitude. Então, vamos exercê-la.

Nayara Cerutti, odontóloga com atuação em harmonização orofacial

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