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Pix vai viabilizar pequenos negócios, diz presidente do BC

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 O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o Pix, novo sistema de pagamentos instantâneos, poderá viabilizar pequenos negócios.

“O Pix dá amplo acesso a todos. Existem pequenos negócios que não eram viáveis porque as transferências são muito caras, então gera viabilidade”, disse.

Segundo o presidente do BC, a ferramenta também poderá gerar inclusão financeira. “Precisamos lembrar que há cidades que não têm ATM [caixa eletrônico] e agência, a pessoa que tem uma lojinha precisa ir à outra cidade depositar o dinheiro”, pontuou.

As declarações foram feitas durante cerimônia de lançamento oficial do sistema de pagamentos instantâneos.

Depois de duas semanas de fase restrita, funcionando em horários específicos e com quantidade limitada de usuários, o Pix fica disponível nesta segunda-feira (16) para todos os clientes das instituições financeiras cadastradas.

Segundo o BC, 19 instituições foram desclassificadas durante essa fase e terão que fazer novamente o processo de autorização caso queiram entrar no sistema.

O cadastro para homologação reabre em 1º de dezembro para os bancos que ainda não aderiram ao Pix. Com isso, 734 instituições podem oferecer o serviço.

“Dezenove instituições, de participação facultativa, não realizaram todos os testes durante o período de operação restrita e, portanto, retornarão à etapa de homologação a partir de 1º de dezembro de 2020, deixando para ofertar o Pix em momento futuro”, explicou o BC em nota.
Durante a cerimônia, Campos Neto também afirmou que o Pix pode gerar verticalização no comércio e reduzir intermediários entre compradores e vendedores.

“Foi iniciado um processo de verticalização de vendas, é um processo que vai mudar muito o mercado financeiro. Você vai passar a ter texto, mensageria, o conteúdo e o pagamento numa cadeia integrada. Quanto melhor for a experiência do usuário, mais integrado e disponível vai ser”, disse.

A verticalização é um conceito empresarial em que uma companhia concentra todos os processos para a produção de um produto.
“Vamos passar a registrar ativos em ambiente eletrônico, no processo que chamamos de tokenização, isso faz com que o acesso seja mais fácil e elimina intermediário em vários processos de venda”, destacou.

Na cerimônia, o presidente do BC fez uma doação com Pix à Associação dos Amigos do Museu de Valores da autoridade monetária. O valor, porém, não foi informado.

Até domingo (15), haviam sido cadastradas cerca de 71 milhões de chaves e realizadas quase 2 milhões de transações entre instituições diferentes, o equivalente a R$ 780 milhões de reais na fase restrita.

O registro das chaves de clientes começou em 5 de outubro. Uma pessoa pode fazer até 5 por conta-corrente, e uma empresa, até 20.
No cadastro das chaves, o usuário vincula ao número do celular ou ao endereço de e-mail, por exemplo, as informações pessoais e bancárias dele.

Na prática, quem fizer o cadastramento das chaves não vai precisar informar todos os seus dados na hora de transferir dinheiro ou pagar conta pelo Pix, ela precisará apenas falar a chave cadastrada (CPF, email ou número de celular, por exemplo).

O Pix permite fazer pagamentos e mandar dinheiro para outra pessoa ou empresa de maneira instantânea (em menos de 10 segundos), e independe de qual seja a instituição de recebimento.

As transações poderão ser feitas 24 horas por dia nos sete dias da semana, incluindo feriados, e acontecerão de maneira gratuita para pessoas físicas e microempreendedores individuais.

Por Larissa  Garcia

Da Folha press – São Paulo

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MEC determina retorno a aula presencial em universidades dia 4 de janeiro

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O Ministério da Educação publicou no Diário Oficial da União desta quarta-feira (2) portaria que determina que as aulas nas instituições federais de ensino superior deverão ocorrer, de forma presencial, a partir do dia 4 de janeiro de 2021.

Segundo o texto, as instituições devem ter um protocolo de biossegurança instituído pelo MEC.

Apesar do número de contaminados pelo coronavírus ter voltado a subir no País, a portaria, assinada pelo ministro Milton Ribeiro, determina que “os recursos educacionais digitais, tecnologias de informação e comunicação” deverão ser utilizados em caráter excepcional e de forma complementar.

A portaria autoriza aulas virtuais, no caso de autoridades locais suspenderem atividades letivas presenciais.

Será de responsabilidade das instituições a definição dos componentes curriculares que utilizarão os recursos educacionais digitais e a disponibilização de recursos aos alunos que permitam o acompanhamento das atividades letivas ofertadas.

Para os cursos de medicina, as aulas digitais só serão autorizadas para disciplinas teórico-cognitivas do primeiro ao quarto ano do curso.

Por Lorenna Rodrigues
Estadão Conteúdo – São Paulo
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