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Restaurante Prato Popular fornece mais de 75 mil refeições para pessoas carentes da Grande Cuiabá

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Mais de 75 mil refeições foram fornecidas pelo restaurante comunitário Prato Popular nos primeiros nove meses deste ano. Além das pessoas atendidas na unidade, a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc), que é responsável por administrar o restaurante, passou a fornecer marmitas prontas para moradores em situação de rua desde que teve início a pandemia em Mato Grosso.

A medida emergencial adotada neste período de crise viabilizou a distribuição diária de 200 refeições balanceadas. A ação é realizada no período noturno, todos os dias da semana ininterruptamente, inclusive aos sábados, domingos e feriados. De março até setembro, foram distribuídas 31,8 mil marmitas.

Setasc mantém atendimento no restaurante Prato Popular.
Créditos: João Reis/Setasc-MT

Os alimentos são entregues por representantes do Fórum de População em Situação de Rua, sob o acompanhamento da Secretaria Adjunta de Direitos Humanos (Sadh) e Defensoria Pública-MT, em conformidade com a recomendação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e Defensoria Pública da União.

Na sede do restaurante, que é localizado na Rua Baltazar Navarros, Nº 567, bairro Bandeirantes, em Cuiabá, foram fornecidas 44.422 refeições prontas às pessoas em situação de vulnerabilidade social no horário do almoço. A média mensal de atendimento é de 4,9 mil refeições. O Prato Popular funciona de segunda a sexta-feira, das 11h às 13h, (exceto feriados), com refeições servidas ao preço acessível de R$ 1,65.

João Milano

Diante da pandemia, seguindo as medidas de prevenção e segurança adequadas, as refeições não estão sendo feitas de forma presencial. As pessoas entram no estabelecimento com uso obrigatório de máscara, respeitando o distanciamento social, e adquirem alimento acondicionado em marmitex descartável e saem para se alimentar em domicílio ou outro local.

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De acordo com a secretária da Setasc, Rosamaria Carvalho, o cardápio é adaptado às necessidades dos usuários, em termos nutricionais. Ela ressalta que o restaurante recebe um público bem heterogéneo, compostos por desempregados, moradores de rua, vendedores ambulantes, catadores de papel, acompanhantes de pacientes vindo do interior, aposentados, além de outros cidadãos em situação de vulnerabilidade social agravada pela pandemia do Covid-19.

Setasc mantém atendimento no restaurante Prato Popular.
Créditos: João Reis/Setasc-MT

“Sabemos que há muitas pessoas em situação de vulnerabilidade social e que agora com a pandemia se agravou mais ainda. Então, para não deixar esse público desassistido neste período de crise, optamos, por fazer algumas mudanças nos procedimentos de funcionamento adequando a uma nova modalidade e beneficiando também moradores de rua no período noturno”.

Como é o caso do aposentado Antônio Hernandes Martins, 73 anos, conhecido como ‘Tangará’ que frequenta há mais de 15 anos o espaço. Em seu depoimento ele avalia de forma positiva o local. “Eu dependo da minha aposentadoria, que na maioria das vezes não dá conta de bancar meus remédios e alimentos essenciais. Gosto muito daqui a comida é excelente”, comentou.

Outro usuário fiel ao Prato Popular é o senhor Washington de Brito, 69 anos. Morador do bairro CPA 2, diariamente ele busca seu marmitex. “Muitas pessoas carentes não têm condições de pagar o almoço todos os dias e com esse preço, que é barato, elas conseguem ter uma alimentação boa e adequada”, contou.

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João Milano

Dia Mundial da Alimentação

O Dia Mundial da Alimentação é comemorado no 16 de outubro e foi criado com o intuito de desenvolver uma reflexão a respeito do quadro atual da alimentação mundial. A data foi escolhida para lembrar a criação da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), em 1945. A primeira comemoração da data ocorreu no ano de 1981, quando o tema abordado foi “A comida vem primeiro”.

A (FAO) é uma agência das Nações Unidas que apresenta como um dos seus principais papeis liderar os esforços internacionais para derrotar a fome no planeta. De acordo com a própria, o objetivo da organização é alcançar a segurança alimentar de todos, garantindo o acesso regular a alimentos de alta qualidade suficientes para levar uma vida ativa e saudável.

João Milano

Em Mato Grosso as ações de Segurança Alimentar e Nutricional atualmente são realizadas através das áreas de Políticas de Educação, Saúde e Assistência Social, através da intersetorialidade com outras políticas públicas em especial a Agricultura Familiar.

A Setasc mantém o Programa Restaurante Prato Popular, com o objetivo de integrar as políticas de assistência social, bem como garantir a segurança alimentar e nutricional desse público.

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Falta de recursos prejudicou combate aos incêndios no Pantanal

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A falta de recursos e de planejamento prejudicou a luta contra as queimadas no Pantanal. A avaliação foi feita pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), presidente da Comissão Temporária Externa do Senado, criada para acompanhar as ações de enfrentamento às queimadas no bioma. Em entrevista ao programa Conexão Senado, ele avaliou como “decisão equivocada” do Governo Federal a retirada dos brigadistas contratados pelo Ibama para combater os incêndios.

Nos últimos dias, o Ibama teve de reduzir as equipes de brigadistas por falta de recursos, o que surpreendeu o senador. Segundo ele, além de demorar para iniciar o combate ao fogo, o governo retirou as equipes da linha de frente antes do início das chuvas. Para retomar as atividades, o ministério da Economia liberou, na semana passada, uma verba emergencial de R$ 16 milhões.

“Nós temos que manter esses brigadistas, formar novos profissionais e incluir também os voluntários. Até porque a seca vai se prolongar por mais quatro anos” – disse. Ele acrescentou que a aprovação do Projeto de Lei que permite uso de aviões agrícolas no combate aos incêndios também exige medidas adicionais. “Não basta ter os aviões. Combater incêndios é diferente de jogar herbicida na plantação. É preciso mais treinamento” – salientou.

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Segundo Wellington Fagundes, o fogo já destruiu mais de 4 milhões de hectares da vegetação do Pantanal mato-grossense. Em setembro, foram registrados mais de 8 mil focos de fogo no bioma, constituindo um recorde histórico. Com o atraso das chuvas, foi registrado também o pior mês de outubro em focos de incêndio da história, com 2.825 queimadas. O recorde até então, para o mês, era do ano de 2002, quando haviam sido registrados 2.761 focos.

Além da criação de uma brigada permanente para combate aos focos de incêndios no Pantanal Mato-grossense, o presidente da CTE Pantanal voltou a defender a necessidade de criação de programas que possam permitir o uso sustentável do bioma pelas comunidades tradicionais. “Não podemos abandonar o Pantanal” – disse.

Homenagem aos brigadistas – Na audiência que acontece nesta sexta-feira (29.10), Wellington Fagundes anunciou que a CTE Pantanal vai realizar uma homenagem ao piloto da Força Nacional, Renato de Oliveira Souza, que estava a bordo do helicóptero que sofreu um acidente no Pantanal no dia 08 de outubro, vindo a falecer no último dia 27. O piloto era agente especial da Polícia Civil do Distrito Federal e fazia parte da equipe da Força Nacional desde maio de 2016. Tinha 55 anos de idade e já havia atuado em vários Estados, em missões importantes como as Olimpíadas de 2016 e os resgates em Brumadinho, em 2019.

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