Opinião

Mamas, saúde e beleza

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Por: Eduardo Sauter | Minha releitura pessoal, com um olhar preciso de um cirurgião plástico,  diante do universo feminino se traduz em uma frequente expansão, um crescimento que trilha não apenas na construção e reconstrução física da beleza, no alcance de um padrão estético elevado, mas principalmente no principio da  aceitação, do bem estar  e da aprovação de si mesmo.  Neste momento, especialmente por causa do mês de outubro, a classe médica coloca tradicionalmente a mulher em foco, a tônica, no entanto, sempre assusta, o câncer de mama. Atendendo mulheres há mais de 15 anos em meu consultório, se tornou clara a visão, de como a preocupação da mulher com seu corpo é mais profunda com a mama, em dois sentidos, beleza e saúde.
Desconheço outra relação mais intimista nesta conjuntura, e encontro nessa realidade, a força e a feminilidade das mulheres. Elas são incríveis, e se deparam todos os anos com números assustadores, de acordo com estimativas do INCA ( Instituto Nacional do Câncer)  o número de novos casos de câncer de mama no Brasil  é elevado, são esperados mais de 60 mil, média anual. Em um contexto mais amplo, o país pode ter um total de  625 mil novos casos de câncer a cada ano do triênio 2020-2022, sendo o de mama o segundo em maior incidência dentro desta projeção geral.
De outro lado, a mama ganha também outro holofote; o implante de silicone e outros procedimentos, como a mastopexia que propõe o mesmo, a felicidade, a plena realização com esta parte do corpo tão especial as mulheres. Não por menos, dados da (SBCP) Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, revelam que este procedimento é o pedido mais frequente nos consultórios do país, em geral se mantem na liderança no quesito cirurgia plástica. Antes de me dedicar a esta especialidade, talvez não tivesse a compreensão do motivo, afinal, porque as próteses de silicone ainda são mais recorrentes que lipoaspiração, em um mundo em que todas as mulheres desejam um corpo sem gordurinhas e remodelado? Bem, como disse acima, a frequente expansão necessária para a compreensão do fantástico universo feminino, faz ecoar em minha mente, o que as mulheres sempre nos tentaram dizer; a mama é a expressão mais delicada do corpo feminino, e também o mais forte e poderoso símbolo da feminilidade, sexualidade e também da vida.
As mulheres são donas de seu corpo, e foram abençoadas com os seios e fazem jus ao merecimento desta particularidade com tanta defesa e devoção que elas têm livre direito em transformar esta região como bem desejam. É louvável quando elas decidem por um procedimento estético, mesmo sabendo que não se trata de uma fórmula mágica e instantânea, a cirurgia requer prazos para exibir seu esplendor. O processo inclui cortes, inchaços, roxos, mobilidade reduzida, ou seja, é doloroso e requer paciência. Algo que admiro nas mulheres, elas sabem esperar, se propõe aos cuidados, e mesmo diante do processo doloroso, sorriem com plena satisfação até mesmo durante essa fase de transformação, porque tem a certeza de que é merecedora da maravilhosa medicina que cuida tão bem do seu corpo, atende seus anseios e desejos.
A mulher que cuida da saúde e beleza das mamas, que emolduram seu colo, sente-se mais bela, desejada e confiante.  No geral, para todas as mulheres tenho uma compreensão, sabendo o quanto é forte o elo mama e autoestima, não posso deixar de aconselhar, ame-se mesmo e muito. Não imponha fronteiras nesta relação, cuide-se sempre, todos os dias, se possível for, da sua beleza e a da sua saúde, a medicina que represento busca incansavelmente oferecer uma condição; vida em abundância.

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Dr. Eduardo Sauter, Cirurgião  Plástico  – CRM 4649 Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica

Opinião

É chegada a hora de uma revolução cidadã

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Por: ALLAN KARDEC | Uma das teses do exercício da cidadania em repúblicas democráticas é o voto, a liberdade da escolha de representantes públicos por meio de eleição direta.

Entretanto, não se trata apenas de uma escolha em torno de nomes e números divulgados incessantemente durante o período de campanha eleitoral.

Para uma revolução cidadã, é necessário despersonalizar a política e voltar a observá-la pelo prisma dos projetos políticos apresentados, seja no poder executivo ou legislativo, para reger municípios, estados e principalmente a vida das pessoas em sociedade. Essa escolha menos pessoal e mais programática é que definirá quais serão as políticas que criam empregos e fortalecem o país e quais são as políticas que empobrecem e aprofundam as desigualdades sociais.

Serão esses programas que consolidarão as Políticas de Estado em lugar das políticas de governo, mais fisiologistas e clientelistas, que abrem espaços para a corrupção e deterioração das instituições democráticas.

Mesmo em países regidos pelo liberalismo, é imprescindível a presença do Estado no equilíbrio das forças desiguais em disputa e para a execução de políticas de bem-estar social que assegurem a renda e dignidade para as pessoas, com a garantia dos direitos fundamentais basilares previstos na Constituição Federal. Aqui no Brasil temos exemplos aos borbotões para elucidar essa tese. Uma das teses do exercício da cidadania em repúblicas democráticas é o voto

Quanto menos programático e mais personalista é o governo, mais suscetível estará para atos de corrupção, uma vez que não há nenhum princípio coletivo, social, a reger as decisões.

Assim se abrem espaços para funcionários fantasmas, dinheiro na cueca, rachadinhas, dinheiro desviado, compra de parlamentares e toda sorte de atos abomináveis que estampam diariamente as manchetes do jornalismo brasileiro e impregnam uma chaga na política que a afasta da cidadania preservada pelos alicerces democráticos.

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Para que o modelo do progresso funcione, é preciso eliminar a corrupção, ou reduzi-la na expressão mínima.

Aqueles que tiveram sucesso progrediram sem medida e acabaram com a fome e o desemprego. E a democracia começou a funcionar de fato nesses países. Por outro lado, a transição de uma economia sequestrada pela corrupção – em que ministros, chefes de estado, parlamentares e funcionários enchem os bolsos ilegalmente – não é nada fácil. E só há um jeito de mudar isso tudo.

É preciso que a opinião pública dê o seu basta para as velhas práticas políticas de descaminhos. Estamos há poucos dias de novas eleições no nosso país. A mudança pode ocorrer a qualquer tempo e hora, inclusive, agora!

Ao longo de décadas vimos no nosso país a construção de uma enorme máquina pública que sustenta um modelo corporativista que atingiu em cheio o equilíbrio das contas do governo. Um sistema que nunca gerou ganhos reais ao brasileiro e que dilacera nossa capacidade de evoluir como nação. Isso tudo continua sendo sustentado por conta de uma classe política apodrecida, que ainda possui peso neste jogo, seja mediante o controle dos partidos e seus recursos ou pelo conhecimento das estruturas de poder.

As eleições ao Senado do Estado do Mato Grosso representam um confronto entre esse passado e o futuro. De um lado, o bloco conservador que está aí desde sempre, com políticos que significam o retrocesso e nunca defenderam os trabalhadores, os profissionais liberais e o pequeno e médio empreendedor.

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Pessoas invisíveis aos olhos da velha guarda política, unicamente focada nos figurões, nos donos do dinheiro. Mas por outro lado, temos forças progressistas comprometidas com um projeto nacional de desenvolvimento econômico sustentável e democrático. Por isso apoiamos o candidato Euclides Ribeiro ao Senado.

Ele fortaleceu o debate do PDT com a discussão sobre recuperação do CPF das pessoas endividadas injustamente; ele busca defender o produtor rural do insaciável sistema financeiro. Ele, inclusive, vem denunciando incansavelmente o capital especulativo, que muitas vezes domina a política de Mato Grosso. São muitas as diretrizes do candidato que se assemelham a nossa luta.

Todos sabem o quanto o Ciro Gomes, nosso líder mais expoente no partido, é direto em suas palavras. Não hesita em chamar ladrão de “ladrão”, e costuma dizer que “temos que mostrar a cara e deixar o povo brasileiro arbitrar”.

Essa é uma premissa que temos adotado com vigor no Mato Grosso. E por isso eu encho o peito de orgulho para falar que o PDT caminhará com um político sério ao Senado, um empresário que veio de baixo e cresceu pelo próprio esforço. Está na hora da gente se juntar por um novo caminho. É chegada a hora da revolução cidadã em nosso estado.

Allan Kardec é deputado estadual e presidente do PDT em Mato Grosso.

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