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Após recusar 1º convite, Felipão acerta e é anunciado como técnico do Cruzeiro

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Após rejeitar um primeiro convite, o técnico Luiz Felipe Scolari aceitou o desafio de comandar novamente o Cruzeiro. A contratação do treinador pentacampeão do mundo para substituir Ney Franco, demitido no último domingo, foi confirmada pelo clube na noite desta quinta-feira.

Felipão assinou contrato até o dezembro de 2022 e terá como missão recuperar o time na Série B do Campeonato Brasileiro. O Cruzeiro soma apenas 12 pontos em 15 jogos e ocupa o antepenúltimo lugar, à frente apenas do Oeste de Barueri, o lanterna da tabela, com sete pontos.

“Não queremos só este ano. Queremos este ano que está terminando, queremos 2021, 2022 e 2023. Vou estar com vocês dando tudo aquilo que posso dar com a minha contribuição do meu conhecimento, de amizades e tudo aquilo que o cruzeiro me deu também. Conto com vocês também”, afirmou Felipão, em vídeo divulgado pelo clube.

Antes de comandar a seleção brasileira na conquista do pentacampeonato mundial em 2002, na Copa do Japão e da Coreia do Sul, com 100% de aproveitamento, Felipão comandou o Cruzeiro nos anos de 2000 e 2001, tendo sido campeão da Copa Sul Minas, em 2001.

A diretoria do Cruzeiro aposta no currículo vitorioso do treinador de 71 anos para recuperar o moral no elenco e iniciar uma reação na Série B. A equipe mineira está a 14 pontos do primeiro time que garante o acesso à elite do futebol brasileiro, que é o América-MG, com 26.

Felipão deve desembarcar em Belo Horizonte nesta sexta-feira e acompanhar o jogo contra o Juventude, às 21h30, no Mineirão, pela Série B.

Fonte: Estadão Conteúdo – São Paulo

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Romário quer proibir punição a manifestação política no esporte

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Demétrio Vennechio |O senador Romário (PODE-RJ) apresentou nesta quinta-feira (22) ao Senado um projeto de lei para proibir que o sistema desportivo brasileiro puna atletas que se manifestarem politicamente dentro do ambiente esportivo.

A proposta vem depois que o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) advertiu a jogadora de vôlei de praia Carol Solberg por dizer “Fora, Bolsonaro” em entrevista após uma partida.

Pela proposta, seria incluído o seguinte artigo na Lei Pelé: “Nenhum atleta poderá ser punido com as penalidades previstas neste artigo ou enquadrado em qualquer infração disciplinar devido a uma manifestação de natureza política, salvo se houver ofensa direta e expressa, durante a disputa de uma competição, a um de seus participantes, patrocinadores ou organizadores”.

Romário lembra que a livre manifestação de pensamento é direito garantido na Constituição Federal. “A autonomia de funcionamento conferida pela Constituição às entidades do esporte são para protegê-las de ingerências sobre os campeonatos ou em seus resultados, mas não autoriza que sejam estabelecidas regras competitivas internas que atentem contra direitos e garantias fundamentais, sob pena de ineficácia absoluta”, argumenta.

No entender dele, nenhum regulamento, como do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia, usado para punir Carol Solberg, pode ser utilizado para impedir o exercício e um direito previsto na Constituição.

“Qualquer mácula ou obstáculo que se oponha de maneira injustificada e absoluta, seja sob a forma de contrato ou por regulamento esportivo vinculante entre as partes, é nula de pleno direito, por ferir de maneira frontal um direito fundamental indisponível e impossível de ser transacionado”, escreve ele na justificação do projeto, protocolado sob o número 5004/2020.

O projeto não cita Carol Solberg, mas, via assessoria de imprensa, Romário diz que a punição a ela foi uma interpretação jurídica equivocada.

“Dentro da dinâmica esportiva, apenas deve encontrar respaldo para punição ofensas diretas a atores envolvidos na disputa, organização e patrocínio da própria competição, ação que poderá ensejar infração de natureza disciplinar cingida à esfera desportiva. Punir um atleta por se manifestar contrariamente a um personagem estranho à competição, e que não atrapalhe o seu andamento, é indubitavelmente um constrangimento ao disposto no art. 5° de nossa Carta Maior”, pontuou na justificação.

Da Folhapress – São Paulo

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