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MT tem 22 cidades entre as 50 que mais produzem; Governo cria programa para verticalizar agricultura

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Mato Grosso conta com 22 municípios entre os 50 com maior valor da produção agrícola do país, de acordo com a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o resultado da pesquisa confirma a vocação de Mato Grosso como locomotiva do agronegócio nacional, que é fruto da determinação do produtor mato-grossense.

O secretário destacou que, para acompanhar esse crescimento, o Governo do Estado criou também um grande programa de incentivos, voltado para a verticalização da produção mato-grossense.

“Somos o maior produtor de milho do país e esta produção vem sendo industrializada no Estado, sendo transformada em etanol e em DDG para nutrição animal. Em síntese, este trabalho conjunto – Governo do Estado e iniciativa privada – no mesmo viés de desenvolvimento é o que tem propiciado que Mato Grosso cresça cada vez mais e se torne um exemplo para o país e para o mundo”, afirmou.

Os maiores

Sorriso, distante 400 km de Cuiabá no sentido Norte, maior produtor nacional de milho e soja, lidera o ranking nacional com R$ 3,9 bilhões – de um total R$ 361 bilhões em 2019, segundo a Pesquisa Agrícola Municipal (PAM), divulga nesta semana pelo IBGE.

O segundo do ranking nacional, com R$ 3,3 bilhões, também é mato-grossense. Sapezal, 500 km no sentido Sudoeste de Cuiabá, responsável pela maior safra de algodão herbáceo do país no período levantado. Campo Novo do Parecis, também no Sudoeste, ficou em quarto lugar, com R$ 3 bilhões.

Diamantino (R$ 2,35 bilhões), Nova Ubiratã (R$ 2,33 bilhões) e Nova Mutum (R$ 2,2 bilhões) ficaram, respectivamente, em oitavo, nono e décimo do ranking. Portanto, Mato Grosso têm seis entre os 10 municípios com maior valor de produção do país, cuja soma, R$ 17,08 bilhões, equivale a quase 30% do mato-grossense, mais de 15% do regional (Centro-Oeste) e 4,73% do nacional.

Mato Grosso, com R$ 58,4 bilhões, respondeu por mais da metade do valor da produção agrícola em 2019 do Centro-Oeste, de R$ 107,9 bilhões, o maior do país por região.

Liderança inconteste

Sorriso liderou a produção nacional de soja, 2,1 milhões de toneladas, e de milho, com 3,1 milhões de toneladas, enquanto Sapezal foi o primeiro do país na produção de algodão herbáceo, com 894,8 mil toneladas, quase um terço da produção mato-grossense, de 2,9 milhões de toneladas.          

 

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Outros municípios mato-grossenses em destaque são Nova Mutum, segundo no ranking nacional dos produtores de soja; e Nova Ubiratã, terceiro na produção de milho.

O Estado segue líder tanto na produção de soja (32,24 milhões de toneladas), milho, com 99,1% da produção colhidos na segunda safra (31,5 milhões) e algodão. Mato Grosso e Bahia, juntos, colheram quase a metade do algodão plantado no país.

Municípios mato-grossenses com maior valor de produção agrícola do país

Ranking Municípip Valor (R$)
1 Sorriso 3,9 bilhões
2 Sapezal 3,3 bilhões
4 Campo Novo do Parecis 3 bilhões
8 Diamantino 2,35 bilhões
9 Nova Ubiratã 2,33 bilhões
10 Nova Mutum 2,2 bilhões
12 Campo Verde 1,9 bilhão
13 Primavera do Leste 1,7 bilhão
16 Lucas do Rio Verde 1,6 bilhão
17 Campos de Júlio 1,5 bilhão
22 Itiquira 1,3 bilhão
23 Paranatinga 1,26 bilhão
24 Querência 1,24 bilhão
27 Canarana 1,18 bilhão
29 Brasnorte 1,16 bilhão
32 Ipiranga do Norte 1,12 bilhão
36 Tapurah 1,06 bilhão
37 São Félix do Araguaia 1,03 bilhão
42 Porto dos Gaúchos 926 milhões
47 Sinop 867 milhões
48 Gaúcha do Norte 866 milhões
50 Santa Rita do Trivelato 857 milhões

Fonte: MT GOV

Economia

Recursos do FCO chegam a R$ 678 milhões e geração de 207 mil empregos em MT

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Os recursos orçados e distribuídos para empresários de Mato Grosso do Fundo Constitucional do Centro Oeste (FCO) empresarial e rural chegam a R$ 2,163 bilhões até outubro de 2020. Neste período, foram criados 207.804 empregos diretos e indiretos nas empresas que solicitaram o recurso no Estado. Os dados constam no relatório da Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste (Sudeco).

“Os recursos do FCO foram muito importantes neste ano tão atípico para todos. Estamos ainda atravessando uma pandemia que gerou dificuldades econômicas, passamos por uma grave crise no Pantanal por causa dos incêndios florestais que afetaram o meio ambiente e também os empreendedores rurais. Então, os financiamentos são fundamentais para auxiliar os empresários na manutenção e investimentos de seus negócios”, afirma César Miranda, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso.

Foram 3.924 contratos de janeiro a outubro deste ano, totalizando R$ 1.920.840.000,00. A grande maioria das contratações de financiamento foi de pequenas, pequenas médias e mini micro empresas, com 3.602 contratos e R$ 1.562.005.000,00. As médias e grandes empresas fizeram 322 contratos, totalizando R$ 357.835.000,00. Segundo o relatório da Sudeco, 140 municípios mato-grossenses realizaram operações do FCO.

Em relação a empregos gerados ou mantidos pelas empresas contratantes, o relatório aponta que foram mais de 207 mil. Empresas do FCO Empresarial geraram 17.479 empregos diretos e 31.086 empregos indiretos, empresas que financiaram pelo FCO Rural geraram 57.989 empregos diretos e 101.250 empregos indiretos.

Os recursos do FCO são acessíveis aos mais diversos tipos e tamanhos de empreendimentos, por isso, o fundo tem condições diferentes do mercado tradicional, tais como taxas de juros diferenciadas, limites financiáveis e prazos de pagamento e de carência.

As operações abaixo de R$ 1 milhão podem ser feitas pelos interessados diretamente nas instituições financeiras autorizadas a operar os recursos do FCO (Banco do Brasil, Sicredi e Sicoob). As operações acima de R$ 1 milhão devem passar pela aprovação do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Codem), presidido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico.

Fonte: GOV MT

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