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No Nordeste, Bolsonaro diz em quem o eleitor deve votar e não comenta escolha para ministro do STF

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EM NOME DO PAI…

O presidente Jair Bolsonaro está em paz com as Igrejas e está usando bem o “marketing da fé”. Durante evento oficial em Pernambuco, ele pediu certo capricho aos eleitores na hora de votar. “Vamos escolher gente que tenha Deus no coração, que tenha na alma um patriotismo e queira de verdade o bem do próximo. Deus, Pátria e Família”, enumerou. Resumindo, Bolsonaro quis dizer que o candidato que professar suas convicções pessoais deve ter voto de confiança. Amém?

CLIMA DE CAPANHA

A passagem do presidente Bolsonaro pelo município de São José do Egito, em Pernambuco, onde inaugurou uma adutora de água, teve clima de campanha à reeleição. Como se estivesse já disputando, Bolsonaro iniciou o discurso no palanque montado para a cerimônia de inauguração com um grito (“Ihuuu!”) e se disse satisfeito em estar na região e próximo à população. “Viver sem vocês é morrer. Vamos estar juntos do começo ao fim”, garantiu. Realmente, climão de campanha já.

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MAL-ESTAR

O presidente da Embratur, Gilson Machado, que esteve presente à cerimônia em Pernambuco, junto com o presidente Jair Bolsonaro, por pouco quase causou um mal-estar político ao Palácio do Planalto. Ao fazer uso da fala, Machado se enrolou ai afirmar que Bolsonaro conquistou o povo nordestino, que, antes, amava o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “O Nordeste não gosta do PT, gosta é de governo”, afirmou. Teve gente que não gostou nadinha!

FACA NO PESCOÇO

Foi só vazar a pretensão do presidente Bolsonaro de indicar o desembargador do TRF, Kássio Nunes, para a vaga de Celso de Mello no STF, para as pressões chegarem com força. Textos e imagens estão sendo divulgados nas redes sociais associando Kássio ao PT, partido adversário da atual gestão. Até a base bolsonarista também tem publicado críticas ao juiz federal no perfil do presidente nas redes sociais. Um dos apoiadores de Kássio Nunes é o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), que já defendia a escolha do juiz piauiense.

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FACA NO PESCOÇO (2)

Um dos mais ferrenhos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, Silas Malafaia, também foi ao Twitter se posicionar sobre a possível indicação do desembargador Kássio Nunes ao STF. O pastor da Igreja Assembleia de Deus, escreveu que toda a esquerda, o centrão, os corruptos e todos os que são contra a Lava Jato agradecem” pela possível escolha de um nome que não é “terrivelmente evangélico” e “terrivelmente de direita”. Sabe o que Bolsonaro respondeu? Nada!

PEGOU MAL

A candidata do PT à Prefeitura do Rio de Janeiro, Benedita da Silva, teve o nome retirado da lista de Personalidades Negras da Fundação Palmares. O presidente da entidade, Sérgio Camargo, alegou que a decisão foi tomada por Benedita responder a um processo por improbidade administrativa. Em resposta, a deputada disse que o ato de Camargo é “abuso de poder”, relatou estar sendo atacada de forma racista nas redes sociais e afirmou que entrará na Justiça contra os agressores.

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Mato Grosso dá a volta por cima e anuncia investimentos de R$ 9,5 bilhões

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MAIS MT

Para retomar a economia de Mato Grosso no pós-pandemia, o governador Mauro Mendes (DEM), anunciou MAIS MT, um ousado programa de investimentos que contemplam 12 eixos e somam R$ 9,5 bilhões até o ano de 2022. Mendes disse que isso foi possível em razão das medidas tomadas pela atual gestão que consertaram o Governo, que estava quebrando no final de 2018. Entre elas, se destacam a reforma administrativa, o corte de gastos públicos, a revisão dos incentivos fiscais, o combate à sonegação e a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) Estadual.

 

GESTÃO DO SUS

Mesmo tendo revogado decreto, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender o documento que autoriza participação da iniciativa privada nas unidades básicas de saúde do país. Bolsonaro disse que há mais de 4 mil instalações inacabadas por falta de recursos. Ele afirmou que protestos partem de quem quer a volta de governos de esquerda no Brasil. O presidente reafirmou que não se trata de privatização do SUS e que, caso haja acordo, o decreto poderá ser reeditado.

 

IMPOSTO MORTO

Apesar de o presidente Jair Bolsonaro ter admitido que o governo pensa em recriar a CPMF; o ministro da Economia, Paulo Guedes, perdeu a paciência ao falar sobre o assunto. Ele disse que, como o Congresso não está disposto a falar sobre impostos alternativos por conta das eleições, também já pensa em não falar mais sobre o assunto. “Do meu ponto de vista, o imposto está morto”, declarou. Guedes lembrou que quando foi falado pela primeira vez, caiu o secretário da Receita. “Agora, estamos em plena campanha eleitoral, ninguém quer discutir esse troço”.  Ou seja, não quer ser o próximo a cair.

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EXTINÇÃO DO GUARÁ

Calma, não se trata de caçada ao lobo guará. Estou falando sobre a nota de R$ 200,00. É que o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que o novíssimo PIX poderá acabar com a também novíssima cédula antes mesma que esquente os bolsos de algumas pessoas. Para o ministro, o futuro do sistema financeiro é digital e requer notas de baixo valor. “O futuro é de menos dinheiro na mão e notas mais simples”, explicou.

 

FAZ PARTE

O ponto facultativo nesta sexta-feira para comemorar o Dia do Servidor Público, que seria dia 28, acabou prejudicando uma legião de pacientes que tinham consultas marcadas pelo INSS e que agora terão que reagendá-las. Para remarcar os atendimentos as pessoas devem entrar em contato com o 135 ou acessar o aplicativo Meu INSS. Apesar de não impactar totalmente o atendimento, já viu a confusão, né?

 

LUNÁTICO

O presidente Jair Bolsonaro voltou a investir contra o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e chamou o tucano de “lunático” por ele ter defendido a obrigatoriedade da vacinação contra a Covid-19 e por ter encampado um ajuste fiscal que aumentou tributos no estado. “Doria aumentou ICMS de combustível, criou imposto para o cara que é deficiente e comprou um carro. Aumentou tudo que você pode imaginar. É coisa de lunático isso aí”, declarou Bolsonaro.

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ENTRE TAPAS E BEIJOS

Dias depois de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) falar em uma “ampla coalizão” para derrotar Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022, uma reunião entre o petista e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) foi revelada. O encontro ocorreu no Instituto Lula, em São Paulo, em setembro. Eles selaram as pazes após dois anos rompidos por causa das eleições de 2018, quando fracassou a tentativa de um acordo eleitoral visando a Presidência. Na ocasião, como Lula foi impedido de entrar na disputa, o PT apostou em Fernando Haddad, enquanto o PDT foi de Ciro. No segundo turno, o pedetista frustrou as expectativas dos petistas e não apoiou o ex-prefeito de São Paulo.  Enfim, estão entre tapas e beijos.

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