Coluna Bastidores da República

Ministro Luiz Barosso faz alerta sobre os vírus da Covid e das Fake News nas eleições

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O OUTRO VÍRUS

Em seu pronunciamento pela TV e Rádio, na véspera do início da campanha eleitoral, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, pediu aos 148 milhões eleitores brasileiros cuidados para evitar a contaminação por Covid-19 e disse que existe um “outro vírus que ronda as eleições”. “Trata-se das notícias falsas, das campanhas de desinformação e de difamação”, disse Barroso. O ministro referiu-se às fake news, o “fantasma” que promete calafrio nessas eleições. Mas a Justiça estará de olho!

O VÍRUS REAL

A pandemia de covid-19 deixou muitos políticos inseguros quanto à largada da campanha e, de quebra, a sensação de que, se o eleitor já estava distante deles antes de o novo coronavírus entrar em cena, agora, é que não pretende chegar perto. A saia justa é geral: se eles se aventuram no corpo a corpo com a população, podem terminar com a pecha de negacionistas em relação à pandemia e perdendo votos. Porém, não ir para a rua deixa aquela sensação de campanha morna ou quase parando, algo que também afasta o eleitor, especialmente, nas cidades do interior do país.

ESCREVEU NÃO LEU…

O vice-procurador-geral Eleitoral, Renato Brill de Góes, orientou procuradores regionais Eleitorais e procuradores-gerais de Justiça de todo País a expedirem recomendações a partidos políticos e candidatos para que, no período de campanha e no dia das eleições 2020, eles observem e cumpram as medidas necessárias à prevenção de contágio pelo novo coronavírus. O MPF já avisou que o candidato que falhar na prevenção será responsabilizado criminalmente.

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CLARA E TRANSPARENTE

Senadores defendem projeto que garanta voto aberto na próxima eleição para presidência da Casa em fevereiro de 2021. O documento já tem 22 assinaturas físicas e virtuais e os parlamentares querem a mudança no regimento do Senado. Caso o STF tire o corpo fora e jogue a discussão à baila pelo Congresso, o páreo será duro. Parte dos senadores alega que o voto secreto para presidência da Casa leva a atos nada republicanos como barganhas secretas. O que será que será… Que andar combinando no breu das tocas?

APROXIMAÇÃO ESTRATÉGICA

O presidente Jair Bolsonaro está recebendo lideranças da base governista no Palácio da Alvorada para debater a Reforma Tributária e até o vice-presidente Hamilton Mourão está “fazendo sala”. Bolsonaro aproveita para se aproximar dos parlamentares, mas o objetivo do encontro é articular e testar a aceitação dos partidos da base em relação à proposta do Executivo, que deve incluir na reforma um novo imposto sobre transações digitais, semelhante à extinta CPMF. Ao que tudo indica, a taxação será de 0,2%, após muita negociação é claro.

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ACORDA GUEDES

A oposição diz que não é nada disso, mas o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirma que a proposta de reforma tributária do Executivo está “praticamente acertada”. Na verdade, ainda é preciso estabelecer um acordo com deputados e senadores sobre a parte do texto que sugere a implementação do novo tributo. De acordo com Guedes, o governo não quer aumentar impostos, mas sim, substituir alguns encargos. Esse é o ponto principal da divergência.

ORDEM DO DIA

A Comissão Mista de Orçamento (CMO), responsável por debater e votar as leis orçamentárias para 2021 será instalada nesta terça-feira, às 9h. A Presidência do Senado confirmou que será semipresencial. Os membros vão eleger o presidente do colegiado, que deverá ser um deputado, seguindo a regra de alternância para ocupação do cargo entre Câmara e Senado. O relator do Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), senador Marcio Bittar (MDB-AC), terá a missão de apresentar um relatório com a previsão de receitas e despesas da União para o ano que vem considerando os impactos econômicos e sociais da pandemia de covid-19.

Coluna Bastidores da República

Bolsonaro chama governadores de aprendizes de ditadores, idiotas e boçais achando que mandam

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DITADORES

Sérgio Lima/Poder360Nessa polêmica da tal vacina Coronavac, o presidente Jair Bolsonaro acabou chamando alguns governadores de “aprendizes de ditadores”. Segundo ele, trata-se de uma manobra arquitetada pelo governador de São Paulo, João Dória, para conseguir que o STF determine aos estados o poder de definir se compram ou não a vacina chinesa. “São figuras nanicas, hipócritas, idiotas, boçais, achando que mandam no estado dele. Vai tomar vacina. Vai tomar você, vai tomar o que você entender, coca-cola, tubaína”, afirmou Bolsonaro.

SOBROU PRA TODOS

Sérgio Lima/PODER 360

Após a polêmica da vacina contra a Covid-19 protagonizada pelo presidente Jair Bolsonaro e o governador de São Paulo, Joao Dória (PSDB), além do ministro da Saúde Eduardo Pazuello, a coisa esquentou aqui em Brasília. O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disparou contra o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos. Salles se referiu a Ramos como “banana de pijama” e “Maria Fofoca”. Salles usou Twitter para criticar a ala militar do governo que saiu em defesa de Pazuello nesse episódio. Tudo em casa. Dá nada não.

VAI NA FÉ

Ao que tudo indica e, se depender da torcida, os cassinos estarão de volta ao Brasil. É que a Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado deu parecer favorável à aprovação do Projeto de Lei (PL) que regulamenta os cassinos no país. O PL foi apresentado ainda em 2019 pelo senador Roberto Rocha (PSDB). O relator, Ângelo Coronel (PSD/BA), defendeu a iniciativa e ressaltou que a arrecadação vinda com a legalização de cassinos pode fomentar o Renda Cidadã, projeto do governo Jair Bolsonaro.

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CORTE NA CARNE

O presidente Jair Bolsonaro foi obrigado a fechar diversas embaixadas para reduzir os gastos do governo. De início, foram encerrados dois postos na África e cinco embaixadas em países do Caribe. Como tem feito rotineiramente, Bolsonaro não usou as redes oficiais e fez o anúncio em suas páginas pessoas nessa sexta-feira. Segundo o Palácio do Planalto, outras embaixadas poderão ser fechadas ao longo de 2021.

NOVA POLÊMICA

Por outro lado, o governo federal anunciou que poderá contratar 51.021 servidores no ano que vem e já começou a receber críticas. Previsão de admissão de novos servidores consta da proposta orçamentária encaminhada ao Congresso em agosto, ao custo de R$ 2,9 bilhões. Para analistas, medida contraria intenção manifestada pelo Executivo de enxugar a folha de pagamentos da União. Será mais uma boa polêmica para o fim de semana.

PROBLEMÃO

A presidência do Senado está com uma batata quente nas mãos. É que a suplência de Chico Rodrigues tornou-se um problema sério para o Senado. Em condições normais, assumiria seu filho, Pedro Arthur Rodrigues (DEM-RR), que é o primeiro suplente, mas, após divulgação de novas informações do relatório da Polícia Federal, a situação complicou-se por causa não apenas da apreensão de uma pedra suspeita de ser uma pepita de ouro, mas também de um revólver Taurus 38 Special, de seis munições avulsas para a arma e de duas caixas de munições de espingarda calibres 20 e 36.

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NA PRESSÃO

Após pressões de todos os lados, o ministério da Economia liberou 60 milhões de reais para que o Ibama pudesse retomar o Prevfogo e mandar brigadistas de volta à campo. Atuação dos 1.400 brigadistas, junto à Força Nacional de Segurança e Corpo de Bombeiros, foi fundamental para controlar os incêndios florestais no Pantanal, mais recentemente. Enfim, grana em caixa e trabalho retomado.

SEXTOU COM DESEMPREGO

O número de pessoas desocupadas no Brasil chegou a 13,5 milhões em setembro, equivalente a 14% dos trabalhadores, maior taxa mensal da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esses dados integram a edição mensal da Pnad Covid-19. Em maio a população desocupada era de 10,1 milhões, saltando para 12,9 milhões em agosto e 13,5 milhões no mês passado. Isso representa alta de 33,1% desde o início da pesquisa. Em agosto a taxa de desocupação era de 13,6%.

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