Opinião

Empregabilidade pós pandemia

Publicado

na

Por Frankes Marcio Batista Siqueira |O mundo estava indo muito bem, obrigado! Embora o ritmo de crescimento não fosse o desejado, as empresas prosperavam. Pequenos empreendedores ajudavam a diminuir as filas do desemprego e a informalidade também era uma forma de fortalecer a economia doméstica e do país.

Todavia, quando parecia que tudo estava muito bem, SURPRESA! O mundo foi apresentado ao Covid 19. Tudo mudou e a sociedade passou a conviver com o “novo normal’ e a palavra PANDEMIA passou a viver o seu apogeu. Com ela, veio a crise. Com a crise, o fechamento de empresas e com o fechamento, o desemprego deu as caras.

Um dos efeitos mais latentes dessa crise econômica provocada pela pandemia foi exatamente na oferta de empregos. As empresas tiveram suas vendas e suas receitas diminuídas  bruscamente e a consequência foi um tsuname de demissões. Não só o Brasil,  mas quase todos os países do mundo passam por essa escassez de empregos, e os que mantiveram suas colocações, viram-se expostos a uma nova realidade que inclui adaptação ao “home office” e à redução salarial.

A pandemia provocou uma disrupção nas carreiras profissionais. Cabe a cada um de nós criar novas soluções

Os índices de desemprego estão em patamares elevados e no caso brasileiro, esses índices  arrastam uma população cada vez maior para a pobreza e também para debaixo dessa linha.

Diante de tanta incerteza, muitos profissionais das mais variadas áreas buscam meios de como ainda se tornar, diante desse cenário pouco promissor, útil para o mercado se trabalho e, o que é melhor, como conseguir alçar voos maiores na carreira profissional. Vou expor algumas dicas para o novo mercado de trabalho que acredito que sejam de grande valia:

O profissional, independente da área de atuação, precisará ser uma pessoa que consiga flexibilizar as ideias e ser receptivo aos impactos das novas tecnologias, porque a pandemia obrigou a humanidade a adaptações nos ambientes de trabalho.

Não há mais espaço para aquele tipo de profissional soberbo que, em seu pensamento tacanho, acredita que não precisa mais aprender. Não há mais lugar para o profissional repolho: nasce aberto e depois se fecha

O mercado está à procura do profissional rosa: que nasce fechado e depois, devido às necessidades do mercado, se abre para as nossas possibilidades.

As empresas estão sendo forçadas a trabalhar com o online e com isso, profissionais ligados a cibersegurança e ao armazenamento em nuvem, serão muito úteis nas empresas.

As corporações estão à procura de profissionais que ajudem os gestores na administração, na redução de custos e no controle de caixa empresarial, pessoas que ajudem a administrar os recursos escassos das empresas e ainda ajudem-nas a aumentar o faturamento. Profissionais com essas características serão extremamente úteis no mercado de trabalho. Essa é a nova tônica.

E por último e não menos importante, o profissional de sucesso pós pandemia é aquele com a capacidade de ter um relacionamento crítico e terno para analisar e filtrar as novas informações. Os analistas comportamentais chama isso de INTELIGÊNCIA EMOCIONAL.

A pandemia provocou uma disrupção nas carreiras profissionais. Cabe a cada um de nós criar novas soluções, desenvolver novas habilidades para o próximo cenário desafiador que surgirá. Há um pensamento que diz que a “necessidade é a mãe de todas as invenções”. Reinvente-se!

Frankes Marcio Batista Siqueira é doutor em Cultura contemporânea e professor.

Leia Também:  Mudanças de regras da recuperação judicial na pandemia demandam urgência no Senado

Opinião

É chegada a hora de uma revolução cidadã

Publicado

na

Por: ALLAN KARDEC | Uma das teses do exercício da cidadania em repúblicas democráticas é o voto, a liberdade da escolha de representantes públicos por meio de eleição direta.

Entretanto, não se trata apenas de uma escolha em torno de nomes e números divulgados incessantemente durante o período de campanha eleitoral.

Para uma revolução cidadã, é necessário despersonalizar a política e voltar a observá-la pelo prisma dos projetos políticos apresentados, seja no poder executivo ou legislativo, para reger municípios, estados e principalmente a vida das pessoas em sociedade. Essa escolha menos pessoal e mais programática é que definirá quais serão as políticas que criam empregos e fortalecem o país e quais são as políticas que empobrecem e aprofundam as desigualdades sociais.

Serão esses programas que consolidarão as Políticas de Estado em lugar das políticas de governo, mais fisiologistas e clientelistas, que abrem espaços para a corrupção e deterioração das instituições democráticas.

Mesmo em países regidos pelo liberalismo, é imprescindível a presença do Estado no equilíbrio das forças desiguais em disputa e para a execução de políticas de bem-estar social que assegurem a renda e dignidade para as pessoas, com a garantia dos direitos fundamentais basilares previstos na Constituição Federal. Aqui no Brasil temos exemplos aos borbotões para elucidar essa tese. Uma das teses do exercício da cidadania em repúblicas democráticas é o voto

Quanto menos programático e mais personalista é o governo, mais suscetível estará para atos de corrupção, uma vez que não há nenhum princípio coletivo, social, a reger as decisões.

Assim se abrem espaços para funcionários fantasmas, dinheiro na cueca, rachadinhas, dinheiro desviado, compra de parlamentares e toda sorte de atos abomináveis que estampam diariamente as manchetes do jornalismo brasileiro e impregnam uma chaga na política que a afasta da cidadania preservada pelos alicerces democráticos.

Leia Também:  Mudanças de regras da recuperação judicial na pandemia demandam urgência no Senado

Para que o modelo do progresso funcione, é preciso eliminar a corrupção, ou reduzi-la na expressão mínima.

Aqueles que tiveram sucesso progrediram sem medida e acabaram com a fome e o desemprego. E a democracia começou a funcionar de fato nesses países. Por outro lado, a transição de uma economia sequestrada pela corrupção – em que ministros, chefes de estado, parlamentares e funcionários enchem os bolsos ilegalmente – não é nada fácil. E só há um jeito de mudar isso tudo.

É preciso que a opinião pública dê o seu basta para as velhas práticas políticas de descaminhos. Estamos há poucos dias de novas eleições no nosso país. A mudança pode ocorrer a qualquer tempo e hora, inclusive, agora!

Ao longo de décadas vimos no nosso país a construção de uma enorme máquina pública que sustenta um modelo corporativista que atingiu em cheio o equilíbrio das contas do governo. Um sistema que nunca gerou ganhos reais ao brasileiro e que dilacera nossa capacidade de evoluir como nação. Isso tudo continua sendo sustentado por conta de uma classe política apodrecida, que ainda possui peso neste jogo, seja mediante o controle dos partidos e seus recursos ou pelo conhecimento das estruturas de poder.

As eleições ao Senado do Estado do Mato Grosso representam um confronto entre esse passado e o futuro. De um lado, o bloco conservador que está aí desde sempre, com políticos que significam o retrocesso e nunca defenderam os trabalhadores, os profissionais liberais e o pequeno e médio empreendedor.

Leia Também:  VEJA VÍDEO: Como cuidar da sua saúde mental durante a pandemia

Pessoas invisíveis aos olhos da velha guarda política, unicamente focada nos figurões, nos donos do dinheiro. Mas por outro lado, temos forças progressistas comprometidas com um projeto nacional de desenvolvimento econômico sustentável e democrático. Por isso apoiamos o candidato Euclides Ribeiro ao Senado.

Ele fortaleceu o debate do PDT com a discussão sobre recuperação do CPF das pessoas endividadas injustamente; ele busca defender o produtor rural do insaciável sistema financeiro. Ele, inclusive, vem denunciando incansavelmente o capital especulativo, que muitas vezes domina a política de Mato Grosso. São muitas as diretrizes do candidato que se assemelham a nossa luta.

Todos sabem o quanto o Ciro Gomes, nosso líder mais expoente no partido, é direto em suas palavras. Não hesita em chamar ladrão de “ladrão”, e costuma dizer que “temos que mostrar a cara e deixar o povo brasileiro arbitrar”.

Essa é uma premissa que temos adotado com vigor no Mato Grosso. E por isso eu encho o peito de orgulho para falar que o PDT caminhará com um político sério ao Senado, um empresário que veio de baixo e cresceu pelo próprio esforço. Está na hora da gente se juntar por um novo caminho. É chegada a hora da revolução cidadã em nosso estado.

Allan Kardec é deputado estadual e presidente do PDT em Mato Grosso.

Continue lendo

PUBLICIDADE

POLÍTICA

ECONOMIA

VARIEDADES

MAIS LIDAS DA SEMANA