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Projeto PET SAÚDE cria revista em quadrinhos sobre Covid-19 para crianças atendidas

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A pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19) afetou profundamente a vida das pessoas em geral, ocasionando grandes mudanças na rotina das famílias. As crianças, principalmente, estão sentindo bastante as mudanças e muitas sofrem por não entender o porquê de não poderem realizar suas tarefas rotineiras, como ir para escola, brincar com os amiguinhos, e até mesmo visitar os avós.

Pensando nisso, o PET SAÚDE – Programa do Ministério da Saúde e executado em Cuiabá pela Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá e Universidade Federal de Mato Grosso – está desenvolvendo materiais lúdicos com linguagem de fácil entendimento, para que crianças e adolescentes e suas famílias tenham uma melhor compreensão do momento atual, da necessidade do distanciamento social, das medidas de prevenção e restrições necessárias para prevenção da infecção pela Covid-19. A atividade é desenvolvida por meio do Sub Grupo que trabalha a temática da Saúde da Criança e do Adolescente.

Um dos materiais desenvolvidos pelo PET SAÚDE foi o site “Guardiões da Saúde – Combate ao Coronavírus” (https://osguardioesdasaude.com.br/), que disponibilizou diversos materiais para o público infantil. Uma dessas produções foi uma história em quadrinhos (HQ), que aborda as medidas de prevenção como lavagem das mãos, uso de máscara o distanciamento social e sua importância. Mais de 2500 crianças e jovens receberão o material, de forma impressa ou digital.

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“Houve uma preocupação de fazer o material impresso para crianças que têm dificuldade de acesso à internet, mas também temos uma versão digital. Foi criado um site que se chama Os Guardiães da Saúde. Nele tem, além da revista em quadrinhos, uma cartilha que fala sobre criança e adolescente, e bastante material voltado a esse grupo. Quem quiser reproduzir esse material digital, tem autorização, pois contém todo o crédito nele”, explicou Silvana Barboza dos Santos, coordenadora do PET na SMS.

Na última semana, os exemplares da revista em quadrinhos foram entregues para a secretária municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e da Pessoa com Deficiência, Hellen Ferreira, que disse que o material será distribuído para todas as crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento do Vínculo, das 14 unidades de CRAS, e também para as meninas do Programa Siminina.

“A revistinha tem uma linguagem de fácil interpretação. Chegou em um momento de extrema valia, pois quem mais se preocupa e quer entender a situação são as crianças. É muito valioso para nós conseguirmos explicar a importância desse momento para que as crianças entendam o motivo do isolamento social, de não terem aula, de não poderem sair, entre outras situações. Esse material é muito importante e vai ser de grande ajuda para muitas famílias, principalmente para aquelas em situação de mais vulnerabilidade, que tem alguma dificuldade de entendimento, até para poderem explicar isso para a criança”, comentou a secretária.

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Marcus Mizoguchi, professor de Educação Física da UFMT e coordenador do projeto, ficou muito satisfeito em saber que o material será bem utilizado pelo público para o qual foi destinado. “Esse material surgiu primeiro com o nosso grupo da criança e do adolescente – Grupo PET Interprofissional e foi criado com os acadêmicos de diferentes cursos da UFMT, com os professores e os preceptores, que fazem parte do nosso subgrupo. Houve a necessidade de a gente montar esse material por conta da pandemia justamente para instruir as crianças. Estamos felizes em saber que as revistas vão ajudar no entendimento deste momento difícil em que estamos passando”, concluiu.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá

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Símbolo de respeito e ocupação histórica: Beco do Candeeiro recebe bênçãos da Lavagem do Rosário e São Benedito

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“Na beira da praia, Ogum Sete Ondas, Ogum Beira Mar” foi o que se escutou as margens da Prainha, no Beco do Beco do Candeeiro, na noite da última sexta-feira (11). O projeto Afro Sagrado, executado pela Associação Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito realizou a benção dos candeeiros para celebrar a presença ancestral africana. Logo depois, o grupo musical Raízes do Samba se apresentou com repertório nacional. No local, também foi comercializado comidas típicas regionais. Os eventos realizados no Beco são promovidos pela Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro, gratuitamente e seguem todas as medidas de biossegurança.

“É preciso respeitar as raízes do povo cuiabano, respeitar a fé tão diversa da nossa gente. A gestão Emanuel Pinheiro restaurou o Beco do Candeeiro para ser lugar de encontro, de exaltação da arte, da cultura, das tradições e vamos cada vez mais, promover a paz e união neste lugar tão simbólico da nossa Capital”, disse o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Do agogô, instrumento Yoruba que se assemelha a um sino, veio o primeiro som. Daí por diante a cadência foi sendo construída. Das cabaças dos afoxés o som balançava até se fundir com a vibração dos atabaques. O ritmo se encorpava para que a bandeira da Paz dançasse no salão do Museu da Imagem e do Som (MISC). Ainda era só ensaio para o que viria a ser apresentado em instantes na rua 27 de Dezembro.

Às 19h, Ogum Beira Mar inundou o Beco do Candeeiro com seu exército branco. Chegou para abençoar, ocupar espaço de direito, por uma cultura de paz e tolerância. Eram os integrantes da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito adentrando a primeira rua iluminada de Cuiabá com seu axé.

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“Hoje para nós é um momentos especial, é quando a Prefeitura de Cuiabá nos reconhece como movimento cultural da Capital. Quero agradecer a todos que estão aqui, todos somos Lavagem e todos buscamos um espaço dentro do contexto histórico dessa cidade. Estar dentro do Beco do Candeeiro, um local restaurado para nós povo afro brasileiro é muito importante para nós”, disse Lindsey Catarina, presidente da Associação da Lavagem das Escadarias Rosário e São Benedito.

 Enquanto a Lavagem passava, o coração pulsava no ritmo dos dedos que tocavam o atabaque. O som reverberava nas pedras cangas que pareciam recordar os passos que retornavam para casa. O retorno das raízes afro brasileiras, da capoeira, do siriri e cururu, velhas conhecidas do Beco do Candeeiro.

“Quero dizer que é um prazer e uma emoção muito grande estar perto de um povo de fé. Quem conhece minha família sabe que a minha casa sempre esteve aberta para todos. Eu tenho muito orgulho de estar aqui e peço que me vejam e sintam sempre como uma irmã de vocês. Que Deus e Oxalá abençoem todos nós, muito axé para todo mundo”, disse a secretária Carlina Rabello Leite Jacob, que participou de toda a procissão pelo Beco e também esteve ao lado da presidente da Lavagem, Lindsey Catarina e do padre Hugo no momento simbólico de soltura de uma pomba branca pela paz. O secretário-adjunto de Cultura, Justino Astrevo também esteve presente no local.

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Dos jarros com flores segurados pelas baianas vieram a água de cheiro que lavou a rua e os que assistiam e participavam do ritual. “Senhora do Rosário foi quem me trouxe aqui. Senhor do Rosário, foi quem me trouxe aqui. A água do mar é santa, eu vi, eu vi, eu vi”, cantava o exército branco, enquanto ramos de flores encharcados atiravam água perfumada e abençoada pelo ar.

“Eu tinha a fama de ser o padre mais macumbeiro da minha cidade, Campo Grande. Estou aqui como Igreja e digo que temos muito a que pedir perdão. Peço perdão a todo povo negro que teve que esconder seus orixás atrás de imagens de santo. Esse é o momento de pedir perdão, momento de que nossos ancestrais nos perdoem. Este momento é de abençoar este lugar que também já foi de sofrimento. Que nossos orixás nos abençoem, abram nossos caminhos e os purifiquem, axé”, disse padre Hugo, que representou a Paróquia Anglicana da Virgem Maria, no bairro Jardim El Dorado durante a benção.

A Associação da Lavagem dedicou o ritual em homenagem ao já falecido maestro Edinaldo Ferreira. No início da celebração foi feito um minuto de silêncio pelo falecimento da jornalista cultural, ex-assessora de imprensa da Prefeitura de Cuiabá, Alessandra Barbosa, falecida na sexta-feira (11).

Toda a programação no Beco do Candeeiro é realizada com entrada franca e limitada a 70 pessoas, respeitando as medidas de biossegurança em decorrência da pandemia da COVID-19.

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