Coluna Bastidores da República

Bolsonaro e Guedes entram em rota de colisão e aposta por queda do ministro continua em alta

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FUMAÇA DE FRITURA

Segundo fontes do Planalto, a reunião entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro Paulo Guedes teve cheiro de fumaça na manhã desta terça-feira. O ministro garantiu a interlocutores, após o encontro, que a discordância sobre congelamento de aposentadorias não significa um rompimento. No entanto, Bolsonaro foi duro ao comentar nas redes sociais. “Congelar aposentadoria, cortar auxilio para idosos e pobres com deficiência é devaneio de alguém que está desconectado com a realidade. Como já disse, Jamais tiraria dinheiro dos pobres para dar aos paupérrimos”, escreveu o presidente no Twitter.

CULPA DOS POBRES?

Outra declaração de Paulo Guedes que irritou Bolsonaro foi a de que a inflação subiu porque pobres estão comprando mais. Nesse momento em que há intensa discussão analisando a reeleição de Jair Bolsonaro, a opinião do ministro da Economia caiu feito balde de água fria no Palácio do Planalto. Guedes até tentou minimizar o efeito retardado, mas não evitou o estrago na sua imagem junto aos “conselheiros” do presidente. Pelos próximos dias as orelhas de Guedes vão queimar.

CARTÃO VERMELHO

A relação do presidente Jair Bolsonaro com o ministro Paulo Guedes está mesmo muito abalada. Pelo Twitter o presidente ameaçou com um “cartão vermelho” a equipe econômica. No entanto, Guedes disse em respostas que o recado é para técnicos e não para o ministro. Sobre o renda Brasil, defendido por Guedes, Bolsonaro disse que até 2022 está proibido falar em Renda Brasil. “Vamos continuar com o Bolsa Família e ponto final”, concluiu.

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CORONEL, EU?

Um mimimi entre Ciro Gomes (PDT) e o vereador paulistano Fernando Holiday (Patriota) terminou em processo na Justiça. Ciro o processou por causa de um vídeo em que é chamado de “coronel” pelo membro do MBL. Holiday teria debochado do pedetista ao chamá-lo de “coronelista”. Para Ciro, foi um “claro preconceito com suas raízes nordestinas”. O ex-presidenciável pede R$ 50 mil referentes a danos morais. Tomara que não resolvam a demanda à moda antiga.

ELOGIO INUSITADO

O ex-presidente Lula afirmou hoje que o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro é um “desequilibrado” e “medíocre”. Lula defendeu Bolsonaro e atacou Moro ao afirmar que ele tenta ganhar a opinião pública mentindo. Para amenizar, Lula disse que não tem ódio do ex-juiz. “Não tenho do Moro o ódio que ele tem de mim. Como pessoa humana, quero que ele seja tratado com o respeito que eu não fui por ele”, afirmou. Vai entender!

GRUPO DE RISCO

A notícia de que o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, está com Covid causou certo alvoroço nos gabinetes dos demais ministros da Corte Suprema. É que parte da Corte é considerada grupo de risco. Por conta disso, Fux ficará isolado nos próximos 10 dias e os demais vão arroxar o protocolo de prevenção à doença. Vale lembrar que todos os ministro do STF estavam na posse de Fux no dia 10.

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DE OLHO

O vice-presidente Hamilton Mourão deixou claro que o Palácio do Planalto está de olhos abertos em relação ao Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Segundo o general, dados positivos sobre a diminuição de focos de queimadas não são divulgados pela órgão, responsável pelos sistemas de monitoramento do desmatamento da floresta amazônica. “É alguém lá de dentro que faz oposição ao governo”, arriscou Mourão.

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Guedes diz que discutirá pobreza na campanha eleitoral

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A ideia parece boa e já começa a ser discutida aqui em Brasília. Argumentando que a União tem R$ 4 trilhões em ativos, uma fortuna incalculável, e um povo pobre e miserável, o ministro da Economia, Paulo Guedes sugeriu nesta quarta-feira (1º) a criação de um ministério para gerir esse patrimônio. Ele propôs que os ativos federais sejam vendidos para gerar recursos contra a pobreza e disse que discutirá esses temas durante a campanha eleitoral. “Eu já falei com o presidente. Estou propondo que, para o novo governo, tem que existir o Ministério do Patrimônio da União”, afirmou.
APOSTA DE GUEDES

Guedes propõe criar 'Ministério do Patrimônio da União', para gerir estatais e outros ativos - Jornal O Globo
Para esclarecer melhor, o ministro acrescentou que o governo hoje conta com a SPU (Secretaria de Patrimônio da União), que integra a estrutura do Ministério da Economia e é responsável por administrar certos ativos, como os imóveis federais. Guedes sugeriu que a venda de ativos gere recursos a um fundo de combate à pobreza, que repassaria o dinheiro aos mais vulneráveis. “Vende alguns ativos aqui e enche o tanque do fundo. É a transformação do Estado brasileiro”, afirmou
POSSIBILIDADE

Tentando se equilibrar no mundo da política, o ex-juiz Sergio Moro e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol podem enfrentar outro desafio: a Lei da Ficha Limpa. O primeiro artigo da legislação esclarece que juízes e promotores que renunciarem ao cargo ou se aposentarem “na pendência de processo administrativo disciplinar (PAD)” ficarão inelegíveis por oito anos. Dallagnol tem um PAD pendente e Moro, quando deixou o cargo, tinha em curso um “pedido de providências”, que não significa um PAD, mas gera dúvidas.
ESTRATÉGIA

Texto com críticas a Moro é de cientista político e não representa a opinião do New York Times - 29/11/2021 - Poder - Folha
E por falar em Sergio Moro, integrantes da campanha do ex-juiz Sergio Moro disseram em entrevista, que a estratégia no curto prazo é buscar se distanciar nas pesquisas dos candidatos da chamada terceira via para cada vez mais tentar se consolidar como o anti-Lula nas eleições de 2022.Moro deverá dizer nas conversas que terá com políticos que sua candidatura é pra valer e irá até o fim. Isso porque seus interlocutores já notaram que vem sendo levantado nos bastidores a possibilidade de ele desistir da candidatura presidencial em nome de uma composição com algum dos nomes da terceira via
ASPAS DE MOURÃO
Não demorou muito para o vice-presidente Hamilton Mourão, se manifestar. Ele afirmou nesta quarta-feira que a escolha do presidente Jair Bolsonaro pelo PL, um dos principais partidos do grupo, se deu porque o chefe do Executivo precisa de tempo de televisão e recursos para se reeleger em 2022. “O presidente tinha que escolher um partido. Escolheu um aí”, disse o general na chegada ao Palácio do Planalto. “O presidente está formando uma coalizão com vistas à eleição do ano que vem, uma eleição diferente de 2018. Ele precisa de tempo de TV e recursos”, resumiu o vice.

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DEPOIMENTO
Durante a demorada sabatina realizada no no Senado, nesta quarta-feira (1) o ex-advogado-geral da União André Mendonça, indicado por Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF), após mais de quatro meses de espera, Mendonça se declarou como “genuinamente evangélico”, mas reafirmou seu compromisso com o Estado Democrático de Direito, além de firmar o compromisso, caso se torne ministro da Corte, de respeitar as instituições democráticas e a independência e harmonia entre os Poderes.

HOMENAGEM

Senado: candidatos à presidência defendem independência institucional
A Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado aprovou, nesta terça-feira, o projeto batizado de ‘Lei Marília Mendonça’, que obriga a sinalização de torres de energia. O PL 4.009/2021, do senador Telmário Mota (Pros-RR), recebeu parecer favorável da relatora, a senadora Kátia Abreu (PP-TO), e se não houver recurso para votação em Plenário, o texto segue para análise da Câmara dos Deputados. De acordo com o projeto, devem ser sinalizadas todas as linhas de transmissão, inclusive aquelas sob concessão ou permissão de distribuição de energia elétrica. As torres devem ser pintadas com cores que possibilitem ao piloto de aeronave identificá-las apropriadamente como sinal de advertência.
MAIS CARGOS
O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou uma lei que estabelece a criação de novos cargos nos Tribunais Regionais Federais (TRFs). A medida, em vigor deste ontem, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira. O documento transforma 66 cargos de juiz federal substituto que estavam vagos em 57 cargos de juiz federal titular em 5 Cortes federais. De acordo com o texto veiculado no D.O, a mudança não gera novas despesas para a União.

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ECONOMIA

Incerteza da economia recua em novembro pelo 2º mês consecutivo - Folha PE

O faturamento real da Indústria de Transformação caiu 2% em outubro, em relação a setembro, de acordo com os Indicadores Industriais, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgados hoje (1º). Essa é a terceira queda mensal consecutiva do faturamento real, que acumula retração de 8% neste período. Com isso, o faturamento da indústria recuou ao menor valor desde junho de 2020, quando a economia e o setor produtivo ainda se recuperavam do fechamento das atividades na primeira onda de covid-19. Na comparação com outubro de 2020, o faturamento registra queda de 12,8%

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