Bolsonaro não decide e MEC continua sem ministro há 20 dias

Indecisão

Na tentativa de agradar ideológicos, militares e evangélicos, o presidente Jair Bolsonaro adiou mais uma vez a sua decisão de indicar o novo ministro da Educação. O cargo está vago há 20 dias – desde que Abraham Weintraub deixou o governo sob pressão. Enquanto isso, candidatos ao posto se movimentam nos bastidores em busca de apoio político e de entidades educacionais. Segundo assessores próximos, o presidente reconhece que não há mais chances para errar. No páreo há pelo menos quatro candidatos de nomes fortes e, de quebra, tem o “Centrão” correndo por fora.

Holofotes

O ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, virou o “rei dos holofotes”. Entre os nomes que passaram pelo primeiro escalão do governo Bolsonaro o nome dele é o mais procurado para entrevistas, lives e críticas ao presidente da República. Moro até evita polêmicas, mas não perde uma boa chance. Ontem, em entrevista exclusiva à AFP, Sérgio Moro, criticou alguns pontos da atual administração. Além disso, comparou Bolsonaro a Lula e disse que são dois ‘extremos’ que devem ser ‘evitados’.

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A contaminação do presidente Jair Bolsonaro pelo novo coronavírus se tornou o assunto mais comentado pelas redes sociais na última semana. A turbinada na fama do presidente teve o seu lado bom e também o ruim. O vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), por exemplo, não gostou nada dos comentários e mensagens pedindo a morte do pai. Desde que começaram os rumores de que o pai de Carlos tinha contraído o coronavírus, a hashtag “#ForcaCovid” entrou para a lista de assuntos mais comentados do Twitter.

Garoto propaganda

Vídeos postados nas redes sociais mostrando o presidente Jair Bolsonaro tomando hidroxicloroquina e fazendo propaganda positiva do medicamento vem desagradando profissionais da saúde e até o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). Segundo o deputado, não se pode fazer propaganda do remédio contra o coronavírus, já que o medicamento não tem comprovação científica de eficácia. Por precaução, desde que começou a tomar o medicamento no tratamento da Covid-19, Bolsonaro tem feito eletrocardiograma diariamente.

Metralhadora giratória

Rodrigo Maia atirou para todos os lados e também fez criticas ao veto presidencial contra a desoneração da folha salarial de 17 setores, que, destacou, poderá aumentar o desemprego. Ele afirmou que a oneração de empresas poderá chegar a R$ 10 bilhões, se o Congresso não sustar a medida de Bolsonaro. “São 17 setores da economia que vão entrar 2021 com impacto na mão de obra de R$ 10 bilhões. A decisão majoritária deve ser pela derrubada do veto, somado vamos ter que nos debruçar no orçamento de 2021, e saber de onde tirar esses R$ 10 bi”, opinou.

Mea culpa

As críticas do deputado Rodrigo Maia foram mais contundentes quando à Reforma Tributária. Segundo ele, não há nada mais importante que a reforma tributária. “Fizemos a previdência e o Brasil não cresceu. Não ia crescer esse ano, mesmo sem pandemia, como esperávamos. Há um problema estrutural. Nos gastos públicos, mas, principalmente, no sistema tributário, que afasta investidores. Temos no STF R$ 1,5 trilhão de litígios tributários”, acrescentou.

Corda bamba

A situação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, continua complicada. Mesmo com a Advocacia-Geral da União defendendo junto ao Ministério Público Federal o fim da ação de improbidade administrativa que pede o afastamento do ministro, caso o processo não seja encaminhada à 1ª Vara Federal da Seção Judiciária do Distrito Federal o problema continua. É que já existe uma ação civil pública na Vara em relação ao mesmo ato que é citado no pedido do MPF.

 

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