Bolsonaro sinaliza que pode vetar projeto das fake news aprovado no Senado: ‘Acho que não vai vingar’

Bolsonaro está mesmo é concentrado em melhorar as relações com os demais poderes. Aqui em Brasília é forte o comentário de que há conversas em torno do projeto das fake news. O presidente da República não esconde a intenção de vetá-lo, caso seja aprovado pela Câmara. Já passou pelo Senado, mas Bolsonaro acredita que não deverá vingar na Câmara. Se passar, o veto presidencial vai alongar a discussão e abrir novos questionamentos por parte da sociedade civil organizada. Essa conversa vai longe e, se depender do balde de água fria, não vai esquentar.

Sem estragos

A saída prematura do quase ministro da Educação, Carlos Decotelli, não provocou estragos à imagem do governo como esperavam alguns críticos de plantão. Pelo contrário, o presidente Jair Bolsonaro poderá é efetuar novas trocas no seu primeiro escalão. No processo de fritura já estão  os ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Ernesto Henrique Fraga Araújo (Relações Exteriores). Bolsonaro vem repetindo que não vai dar água doce a ninguém e tem cobrado resultados. Por falar em ministro que deixa a pasta, alguém se lembra de Abraham Weintraub? Então, já caiu no esquecimento. Até a Rede Globo já se esqueceu dele.

Provável ministro

O nome do atual reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Anderson Correia, tornou-se o mais forte para assumir o Ministério da Educação (MEC) depois da saída de Carlos Decotelli. Evangélico e com perfil técnico, ele passou a aglutinar apoio de vários grupos que indicam nomes ao presidente Jair Bolsonaro. Correia foi presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) até o ano passado, quando foram cortadas milhares de bolsas de mestrado e doutorado. Desta vez, espera-se que o Planalto avalie o currículo do pretendente com mais critério antes de anunciá-lo.

Pazuello segue firme

O isolamento do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, parece ter dado resultado. Ao menos a imprensa deu uma trégua e ele segue mais ministro do que nunca. Pazuello já deu sinais dá sinais de que vai passar um bom tempo em Brasília. Prova disse é a troca do Hotel de Trânsito do Exército, onde se instalou em abril, para uma espaçosa casa na Esplanada. Além disso, o ministro segue compondo o seu gabinete.

Legislação temerosa

O projeto cria um marco inédito na regulamentação do uso das redes sociais, obrigando empresas a rastrear mensagens enviadas por aplicativos, identificar conteúdos impulsionados e prevê multas às plataformas que descumprirem a lei. O tema ganhou relevância nas eleições de 2018 e foi pautado pelo Senado neste ano de disputas municipais. Empresas do setor, porém, apontam risco de censura à livre manifestação do pensamento com a mudança na legislação. Cada um defende o seu lado, no entanto, do jeito como está também não dá pra ficar.

Fechou em alta

O presidente do STF, ministro Dias Toffoli, afirmou que a Corte e a democracia emergem fortalecidos do primeiro semestre deste ano. A declaração foi feita durante um balanço nesta quarta-feira (1º) da atuação do tribunal nestes seis meses em meio a ataques e à pandemia do novo coronavírus. O ministro fez a afirmação ao citar pesquisa divulgada pelo jornal “Folha de S. Paulo”, que revelou que 75% dos entrevistados apoiam a democracia. “Isso prova que a democracia e o STF emergem fortalecidos”, afirmou. O presidente da Corte encerra sua gestão em setembro, quando será substituído pelo atual vice, ministro Luiz Fux.

Deixa comigo

O ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni, saiu ontem em defesa do presidente Jair Bolsonaro e contra os críticos do governo. No ato oficial onde foi anunciada a prorrogação do benefício do Auxílio Emergencial Onyx disse é preciso olhar com atenção às vítimas da Covid, entretanto, não se deve esquecer que a fome, a miséria e o desemprego mataram mais na América Latina nas últimas duas décadas. Sem diminuir os estragos provocados pelo novo coronavírus, o ministro alertou que há problemas tão preocupantes quanto à pandemia.

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