Na dança das cadeiras dois novos ministros podem dar adeus ao governo de Jair Bolsonaro

Frituras da vez

Menos de um mês depois da demissão do então ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e após perder Sergio Moro e “segurar a onda” para manter Paulo Guedes no governo, o presidente Jair Bolsonaro volta a ter que discutir mais algumas renovações no seu time ministerial. O desgaste do ministro da Saúde, Nelson Teich, em tão pouco tempo de cargo, faz com que a possível troca aconteça mais rapidamente. Com a mesma rapidez também deve deixar o governo a ministra da Agricultura, Tereza Cristina.

Bolas da vez

Para o lugar de Tereza Cristina no Ministério da Agricultura o nome mais cotado é o do ex-secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki. Além de contar com o apoio de parte da ala militar do governo do Bolsonaro, Novacki tem o apoio de Jorge Oliveira, amigo de Bolsonaro cotado para ocupar uma vaga no Supremo tribunal Federal. Eumar Novacki é coronel da Polícia Militar de Mato Grosso, bacharel em Segurança Pública, bacharel em Direito com Aperfeiçoamento em Direito Público e em Gestão Gestão Estratégica. Para o lugar de Nelson Teich o nome mais cotado é o do médico e deputado federal Osmar Terra, atual ministro da Cidadania no governo Jair Bolsonaro.

Agiu sozinho

O desempregado Adélio Bispo, que esfaqueou o então candidato a presidente da República Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral agiu sozinho. A conclusão é da Polícia Federal no segundo inquérito sobre o caso. Segundo a PF, não teve mandantes no ataque que aconteceu em 6 de setembro de 2018 na cidade de Juiz de Fora, em Minas Gerais. O difícil será convencer o presidente Bolsonaro sobre a conclusão desse inquérito. É lógico que ele quer apontar culpados além de Adélio Bispo e aposto que vai mandar reabrir as investigações.

De volta ao trabalho

O presidente Jair Bolsonaro voltou a defender nesta quinta-feira (14) a adoção de um isolamento vertical, restrito apenas para pessoas consideradas de grupos de risco em relação ao novo coronavírus, como idosos e portadores de comorbidades. A manifestação ocorreu após Bolsonaro participar de videoconferência com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. Bolsonaro reforçou que, se dependesse dele, “quase nada” teria sido fechado.

Cadê o dinheiro?

O presidente Jair Bolsonaro afirmou que o Brasil está se tornando um país de pobres. Ele creditou isso às medidas de restrição praticadas por governadores em meio à pandemia para enfrentamento da doença. O chefe do Executivo citou que mais de 38 milhões de informais já perderam ‘quase tudo’ e que vai faltar dinheiro para pagar servidores públicos. Ele ainda comparou o Brasil com a África e disse que o país está quebrando.  “Vai faltar dinheiro para pagar servidor público”, advertiu Bolsonaro.

Codinome presidencial

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou codinomes quando realizou exames para testar se tinha coronavírus, segundo os laudos entregues pelo governo ao Superior Tribunal Federal (STF). Um deles, Rafael Augusto Alves da Costa Ferraz, é o nome de uma pessoa real, que vive em Brasília. Segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil) só uma pessoa foi registrada no Brasil com esse nome completo e ela morou no Sudoeste, mesmo bairro em que o presidente tem um apartamento, onde atualmente mora seu filho mais novo, Jair Renan. Até então, não houve crime.

Radar do Planalto

Os demais poderes parecem que esqueceram os seus limites e as suas responsabilidades. Quem afirmou foi o vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, em palestra para grandes investidores. Para o vice-presidente, o Brasil precisa passar por cima disso e mudar a forma de se relacionar. Segundo ele, será dessa forma que o país voltará a trair investidores.

Radar do Planalto 2

A atuação da família Kanner, que controla a gigante do varejo Riachuelo, entrou no radar do Palácio do Planalto. Integrantes da família têm adotado um discurso de oposição ao presidente e ao Governo. Outro empresário que passou de apoiador a crítico é Luciano Hang, co-fundador e proprietário da Havan. Recentemente Hang suspendeu o contrato de trabalho de 11 mil funcionários. Isso equivale a metade dos empregados da empresa, que conta com 22 mil colaboradores. A justificativa foi a crise da Covid-19.

Saiu fora

O brasileiro Roberto Azevêdo deixou a direção da Organização Mundial do Comércio (OMC) para evitar mais caos. A saída dele antes do planejado chega em uma fase delicada, com o comércio global passando por um dos piores momentos da história. Segundo Azevedo, tudo parou. . “Não estamos fazendo nada agora. Não há negociações, está tudo parado. Não há nada acontecendo em termos de trabalho normal”. No entanto, ele garante que o navio não está afundando. “Este navio está navegando bem e o que estou fazendo é passar o comando do navio a outra pessoa”.

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