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Vacinação nacional contra gripe se torna peça estratégica para ações contra coronavírus

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Especialista da Anhanguera explica que população precisa superar mitos em cima do tema em momento crítico de combate ao COVID-19

Brasília, abril de 2020. Não dá para fechar os olhos: o Brasil caminha para semanas duras de combate ao novo coronavírus (COVID-19), de acordo com o Ministério da Saúde. E além da capacidade de disseminação altíssima do vírus – que já atinge todos os estados brasileiros – ele se mostra extremamente traiçoeiro por ter sintomas tão similares a gripes e resfriados. Com o país caminhando para temperaturas mais amenas nestes meses de outono e, posteriormente, inverno, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe ganhou ainda mais importância para a saúde pública. A estratégia é simples: é preciso diferenciar o que é COVID-19 e o que é influenza.

As ações começaram esta semana, por todo o país, com idosos e trabalhadores da saúde. A próxima etapa da campanha inicia 16 de abril, com o intuito de vacinar doentes crônicos, professores (rede pública e privada) e profissionais das forças de segurança. A fase final começa no dia 9 de maio e dará prioridade a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 55 a 59 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas com deficiências, povos indígenas, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade. Vale dizer: em São Paulo – estado com mais mortes pelo coronavírus até aqui – a vacinação contra gripe para as forças policiais, Polícia Militar, Polícia Civil, corpo de bombeiros, sistema prisional, polícia científica foi antecipada para o dia 30 de março.

Em resposta a pandemia, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, disponibilizou 128 postos de vacinação distribuídos entre o plano piloto e as cidades satélites. Além da vacinação do público de risco, o Governo do Distrito Federal também atenderá as pessoas acamadas/institucionalizadas com mais de 60 anos de idade por agendamento e as mesmas terão o recebimento da vacina em domicílio, a partir de 23 de março, pelo telefone 160.

Para achatar a curva de contaminação no Distrito Federal, o calendário de vacinação foi ampliado e atenderá mais pessoas em datas diferentes. A partir de 16 de abril até 22 de maio serão vacinados contra a gripe os professores, profissionais das forças de segurança e salvamento, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas. De 9 até 22 de maio é a vez das crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, adultos de 55 a 59 anos de idade e pessoas com deficiência.

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Ao todo, a expectativa é vacinar 67,6 milhões de pessoas em todo o país, atingindo 90% de cada um dos grupos até o dia 23 de maio. O investimento do governo federal é de R﹩ 1 bilhão na aquisição de 75 milhões de doses da vacina.

População e os mitos da vacinação
Apesar da campanha massiva ao longo dos últimos anos, a coordenadora do curso de Enfermagem da Anhanguera de Brasília – Pistão Sul, Gabriela Cristina, relata que muitos brasileiros ainda se mostram receosos em tomar a vacina da gripe. O movimento antivacina, aliás, gerou um impacto global no ano passado – inclusive nos Estados Unidos – e ainda reflete culturalmente em algumas regiões. No Brasil, muitos idosos, por exemplo, acreditam que a vacina leva a doença para dentro do corpo. “Muitos dizem que tomaram a vacina e acabaram tendo um resfriado ou desconforto. A explicação é que o organismo entra em contato com o vírus atenuado e até gerar uma resposta imunológica, o organismo ‘briga’ com o vírus até perceber que se trata de um aliado”, explica Gabriela.

Velocidade é segredo da eficiência
Com os casos de coronavírus dobrando a cada pouco mais de 48 horas no Brasil, a vacinação contra a gripe precisa ser eficiente e assim o sistema de saúde público e privado poderão distinguir os casos de COVID-19 e influenza de forma otimizada durante o mês de abril. “É preciso entender que quem toma a vacina agora demorará entre 10 a 15 dias para que o corpo crie memória imunológica contra os ataques da influenza. Se lá em meados de abril esse paciente tiver uma suspeita de COVID-19, ficará mais fácil diagnosticá-la, já que a influenza poderá ser descartada”.

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Vacinação e novos hábitos
O coronavírus fez com que muitas famílias começassem a transformar hábitos importantes dentro de casa. Mas o fato é que junto com a vacinação da gripe, não é possível baixar essa guarda. A vacina contra a gripe, composta por vírus inativado, é trivalente e protege contra os três vírus que mais circularam no hemisfério sul 219: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza (H3N2). Ainda não há vacina contra a Covid-19.

Sobre a Anhanguera
Fundada em 1994, a Anhanguera já transformou a vida de mais de um milhão de alunos, oferecendo educação de qualidade e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação e extensão, presenciais ou a distância. Presente em todos os estados brasileiros, a Anhanguera presta inúmeros serviços gratuitos à população por meio das Clínicas-Escola na área de Saúde e Núcleos de Práticas Jurídicas, locais em que os acadêmicos desenvolvem os estudos práticos. Focada na excelência da integração entre ensino, pesquisa e extensão, a Anhanguera oferece formação de qualidade e tem em seu DNA a preocupação em compartilhar o conhecimento com a sociedade também por meio de projetos e ações sociais. Em 2014, a instituição passou a integrar a Kroton. Para mais informações, acesse: http://www.anhanguera.com.

Sobre a Kroton
A Kroton, que faz parte da holding Cogna Educação, uma companhia brasileira e uma das principais organizações educacionais do mundo, atende ao mercado B2C do Ensino Superior, levando educação de qualidade em larga escala. Presente em mais de 900 municípios em todo Brasil, a companhia conta com 176 unidades próprias, 1.410 polos de ensino a distância e 846 mil estudantes, sob as marcas Anhanguera, Fama, Pitágoras, Unic, Uniderp, Unime e Unopar. Transformar a vida das pessoas por meio da educação, formando cidadãos e preparando profissionais para o mercado, é a missão da instituição, que trabalha para continuar concretizando sonhos em todos os cantos do país.
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Governo assina convênios para pacote de obras em escolas, aquisição de micro-ônibus e equipamentos

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O Governo de Mato Grosso, por meio da secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT), firmará, na próxima terça-feira (19.01), mais de 50 convênios com 26 municípios, para a construção de novas escolas estaduais e de quadras poliesportivas, ampliação de unidades, além da aquisição de micro-ônibus, mobiliários e equipamentos.

Os convênios ultrapassam os R$ 40 milhões e fazem parte do pacote de investimentos do programa Mais MT. O evento será realizado no Palácio Paiaguás, às 9h.

Dentro do pacote está a construção de três novas escolas em Peixoto de Azevedo, Primavera do Leste e Querência.

Em Peixoto de Azevedo o convênio firmado direto com a prefeitura prevê um investimento do governo de R$ 3.995.000,00 e R$ 5.000,00 de contrapartida do município.

O projeto é de construção da Escola Estadual Luciene Cardos de Oliveira, com 10 salas de aula e uma quadra poliesportiva. O terreno fica no Loteamento Nova Esperança, nas ruas Manaus e Parnaíva.

Em Primavera do Leste, a nova unidade terá 16 salas de aula e quadra poliesportiva. Será construída no bairro Jardim Luciana. A prefeitura destaca que o bairro tem apresentado um grande crescimento populacional e precisa de infraestrutura para atender os moradores de toda a redondeza.

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O investimento do governo do Estado será de R$ 7.495.000,00 e a contrapartida da prefeitura de R$ 5.000,00.

Em Querência, será construído o novo prédio da Escola Estadual Indígena Central Kisedje, com oito salas de aula. A escola atende alunos dos Anos Iniciais e Finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio. Neste prédio, o investimento do Estado será de R$ 1.995.000,00 com contrapartida de R$ 5.000,00 do município.

Ampliações e quadras

Os convênios também são para ampliações em oito escolas estaduais, localizadas em Campo Novo do Parecis, Nova Canaã do Norte, Sapezal e Sorriso. Cada unidade terá mais oito salas de aula, uma média de 240 novas vagas. As obras estão previstas para iniciar ainda no primeiro semestre.

Vinte e duas escolas vão ganhar uma nova quadra poliesportiva, possibilitando aos estudantes um espaço adequado para a prática de esportes. As quadras serão construídas em escolas de Campo Novo do Parecis, Figueirópolis D’Oeste, Juscimeira, Nortelândia, Nova Lacerda, Peixoto de Azevedo, Porto Alegre do Norte, Primavera do Leste, Querência, Santa Rita do Trivelato e Sorriso.

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Em Campo Novo do Parecis, a obra de ampliação será na Escola Estadual Jardim do Ipês, no bairro com o mesmo nome. Além de um novo bloco escolar com oito salas de aula, serão construídos novos banheiros na unidade e uma quadra poliesportiva. O convênio assinado com a prefeitura totaliza R$ 1.500.000,00, sendo R$ 1.495.000,00 de investimentos do governo e R$ 5.000,00 de contrapartida do município.

Também em Campo Novo do Parecis, a Escola Estadual Marechal Cândido Rondon vai ganhar uma nova quadra poliesportiva (R$ 695.000,00 de investimentos do Estado e R$ 5.000,00 de contrapartida do município).

Em Itanhangá, a Escola Joaquim Barbosa vai ganhar mais oito salas de aula e também uma quadra poliesportiva. O projeto também prevê a instalação de posto de transformação para que a unidade possa receber climatização.

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