Taques defende fim de sigilo e diz que deve estar bem nas pesquisas

Ex-governador do Estado, Pedro Taques (sem partido) reagiu à divulgação do parecer da Procuradoria Geral da República (PGR), que aponta indícios de sua participação no esquema da Grampolândia Pantaneira, afirmando que deve estar bem nas pesquisas. “Como não podem me acusar de ter roubado, dinheiro público ou particular, como não podem me acusar de homicídios, porque não pratiquei nenhum crime, me acusam sobre grampos. Devo estar bem nas pesquisas”.

Taques destaca que a PGR disse que não existe juízo positivo ou negativo e enfatiza que deve ser investigado mesmo. Lembra que na quinta-feira após o carnaval foi ouvido pelo Ministério Público do Estado (MPE) e “disse a verdade”. “Graças a Deus fui ouvido pelo MPE na quinta, depois da quarta de cinzas, depois de quase três anos querendo ser ouvido, onde disse a verdade”.

O conteúdo, no entanto, o ex-governador diz que não pode revelar porque o processo está em segredo de Justiça. O MPE confirmou o segredo de Justiça e a única informação é que o ex-governador foi ouvido pelo promotor de Justiça Reinaldo Rodrigues de Oliveira Filho. “Engraçado, tudo que é contra mim vaza, quando eu falo, depois de mais de 10 pedidos, quando me defendo, é sigiloso”.

Taques defende o fim do sigilo, afirmando que não tem nada a esconder. “Pra mim tudo precisa ser aberto”.

Questionado se a publicação do parecer da PGR, que é de abril de 2019 e estava em sigilo, somente neste momento, seria interesse político para prejudicar uma possível candidatura dele ao Senado, nas eleições suplementares de abril, o ex-governador diz que cabe ao cidadão eleitor avaliar. “Há quase um ano existe esse parecer. Pedi pra ser ouvido mais de 10 vezes. Não tenho nada a esconder. Devo estar bem avaliado nas pesquisas, deve ter alguém com medo que eu volte a ser senador”, declarou.

Ainda fez questão de complementar que não tem nenhuma ação penal ou de improbidade administrativa contra ele.

Mas afirma que ainda não resolveu se vai disputar a eleição suplementar, para disputar a vaga aberta com a cassação da senadora Selma Arruda (Podemos). Questionado sobre seu futuro partido, não respondeu.

Taques oficializou sua saída do PSDB na segunda-feira (2). Presidente da legenda, o deputado estadual Carlos Avallone afirma que o ex-governador foi consultado se gostaria de disputar o cargo ao Senado e que ele teria descartado. Somente após isso, teriam anunciado a pré-candidatura do ex-deputado Nilson Leitão.

Entretanto, após vários rumores que deixaria o partido, Taques finalmente enviou uma carta pedindo a desfiliação quatro dias após o anúncio da pré-candidatura de Leitão.

Por ANDRÉIA FONTES

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