Diretores da AEDIC abraçam campanha de MT contra violência às mulheres

Redação (com informações da assessoria)

 

Os diretores da Associação das Empresas do Distrito Industrial (AEDIC) participam ativamente da Campanha do Laço Branco, criada para sensibilizar e envolver os homens no engajamento pelo fim da violência contra a mulher. Em Mato Grosso, a campanha é liderada pelo Conselho Estadual de Direitos da Mulher, que está divulgando uma série de vídeos com depoimentos de lideranças masculinas combatendo a violência contra a mulher.

O dia 6 de dezembro, sexta-feira, foi eleito o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo fim da Violência contra as Mulheres.

O primeiro vice-presidente da AEDIC, empresário Domingos Kennedy Garcia Salles, por exemplo, em seu vídeo, destaca a necessidade de os homens lutarem contra o feminicídio. “Temos que combater esse crime. As mulheres não podem mais sofrer na mão dos homens. Mais de 50 mil mulheres já morreram no Brasil vítimas de feminicídio. Um crime hediondo, que precisamos combater. Vamos nos mobilizar e participar da Campanha do Laço Branco no dia 6 de dezembro”.

Já o empresário Francisco Antônio de Almeida enfatiza que a violência masculina contra a mulher é uma ofensa também aos homens. “Meu recado é para os homens, temos a obrigação de acabar com a indignação que é a violência contra a mulher. Não é uma ofensa só às mulheres, ofende também aos homens e a toda sociedade. Vamos aproveitar a campanha Laço Branco e conscientizar a todos que estejam ao nosso alcance”, diz o conselheiro da Associação.

Empresários, advogados, médicos e inúmeros outros profissionais aderiram à campanha e estão divulgando vídeos em que abordam o assunto.

“Os homens se assustam quando veem outros homens tratando deste assunto. São surpreendidos, levam um choque, e este é nosso objetivo, provocar um choque para colocar o assunto em discussão na sociedade. Não é uma guerra entre homens e mulheres, é um problema que atinge toda sociedade”, destaca a presidente do Conselho Estadual de Direitos da Mulher, Glaucia Amaral.

Glaucia explica que o Conselho trabalha para que o movimento cresça em Mato Grosso, conscientizando os homens a trabalharem o assunto junto aos outros homens. “A agressão não atinge apenas a mulher, atinge os filhos, toda a família. Quando uma mulher é morta, a família é desfeita. Este tema necessita ser debatido diariamente. Quando homens falam do assunto é sempre no sentido de punição e nunca de prevenção. Os homens precisam falar de prevenção a violência contra a mulher”.

Na sexta-feira, 6 de dezembro, o Conselho Estadual de Direitos da Mulher, em parceria com o Comando da Polícia Militar de Mato Grosso, realizará uma palestra de conscientização com os policiais militares, profissionais que lidam diretamente com o assunto.  A palestra será na sede do Comando da PM, às 14 horas.

Histórico – A Campanha do Laço Branco surgiu a partir de um triste episódio ocorrido na cidade de Montreal, no Canadá, em 6 de dezembro de 1989. Naquele dia, um rapaz armado invadiu uma sala de aula da Escola Politécnica da cidade, ordenou que os homens se retirassem da sala, permanecendo somente as mulheres. Gritando: “você são todas feministas!?”, atirou enfurecidamente e assassinou 14 mulheres, depois, saiu atirando pelos corredores e outras dependências da escola, gritando “eu odeio as feministas”, ferindo  mais 14 pessoas, das quais 10 eram mulheres. Depois, suicidou-se.

Com o executor foi encontrada uma carta que continha uma lista com nomes de 19 feministas canadenses que ele também desejava matar e na qual ele explicitava a motivação de suas ações, em suas palavras: “mandar de volta ao Pai as feministas que arruinaram a sua vida”. Ele acreditava que a entrada de mulheres no curso de Engenharia tinha tirado a oportunidade de ele ingressar no curso.

O crime, que ficou conhecido como “Massacre de Montreal”, mobilizou a opinião pública e um grupo de homens do Canadá decidiu se organizar para dizer que existem homens que cometem a violência contra a mulher, mas existem também aqueles que repudiam essa atitude. Eles elegeram o Laço Branco como símbolo e adotaram como lema: jamais cometer um ato violento contra as mulheres e não fechar os olhos frente a essa violência. O movimento rapidamente se espalhou pelo mundo.

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