Repugnante machismo

Ser mulher no Brasil é complicado. Parece que já temos que pagar um alto preço só pelo fato de termos nascido mulheres. É triste tal situação.

Infelizmente, por causa da criação diferenciada, onde é ensinado que os homens podem tudo, algumas mulheres acabam acreditando e não sabendo reconhecer um crime.

Às vezes, até pre-julgando outra mulher, causando desunião. Entendo que não é por maldade em muitos casos, mas por desinformação. Chegando ao ponto de, muitas vezes, aparentar que estão defendendo a violência contra uma mulher. Mas é que a forma em que foi criada, e o meio machista em que vive, veda os olhos, não permitindo entender ou enxergar que somos objetificadas pelo sistema.

Quer um exemplo, pois ele eu dou: quando uma mulher é estuprada logo vem o questionamento, onde ela estava? Com que roupa? E coisas mais do tipo.

Não há conhecimento da palavra “sororidade”, que raramente a vemos em uma mulher. É difícil saber quem vai entender o que está acontecendo, que isso não é frescura, é um crime grave.

Todo o tempo somos abusadas, no ônibus, em uma casa noturna, nas ruas, em casa. Mas somos educadas a ficar em silêncio. ‘É coisa de homem’, nos dizem. E assim passamos a nos acostumar com tal violência que só piora.

Quando, então, mais de 20 mulheres decidem dar um basta em tal atitude – e resolvem denunciar um mesmo cara que de forma escrota as agrediu -, não é dado ouvidos.

Aí, você me questiona: qual foi a agressão? Agressão à vista, obrigando-as a verem o que não desejam. Agressão ao psicológico, por ser material pornográfico, por ser insistente nas ‘brincadeiras’. Agressão aos ouvidos, por falar besteiras as quais elas não queriam ouvir. Além dos crimes de agressão física, por tentar contra uma e estuprar outra, assim ele é denunciado pelo menos.

Agora, acredito que o pensamento em comum deve ser que essas mulheres não tinham nada melhor para fazer e resolveram culpar à toa esse “pobre” homem.

E conseguiram se unir, mesmo estas sendo de Estados diferentes.

É lamentável, mas tenho fé que a verdade vai aparecer. Há mais vítimas que por algum motivo não denunciaram. A elas eu digo: força meninas. Juntas somos fortes, juntas temos voz, vamos dar um basta nestes abusos. Sei que é difícil, sei que é intimidador, mas sintam-se fortes e ajudem a acabar com isso. Pelo menos, vamos tentar parar este homem de fazer tanto mal às pessoas.

Luana Valentim é jornalista na área de política, umbandista, mãe e youtuber

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