Risco de transmissão de doenças causadas pelo Aedes aegypti tem redução de 28,6% na Capital

Redação (com informações da assessoria)

 

Os esforços praticados pela gestão Emanuel Pinheiro no sentido de reduzir o índice de infestação do Aedes aegypti na Capital têm surtido grandes avanços. O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), realizado no período de 09/09 a 13/09/2019, aponta uma redução de 28,6% Índice de Infestação Predial (IIP) do município, se comparado com o resultado com o obtido no mesmo período em 2018.

Para este estudo, foram inspecionados 11.589 imóveis agrupados em 27 estratos segundo metodologia do Ministério da Saúde, resultando num Índice de Infestação Predial (IIP) médio do município de 2,5 (médio risco). “A distribuição dos níveis de risco demonstra que apenas 18,5% dos estratos apresentaram um IIP acima de 4,0, que representa alto risco, com máximo de 6,6, o que possibilitou a redução do IIP geral do município”, revelou Benedito Oscar Campos, diretor da Vigilância em Saúde.

O resultado apontou que 18,5% (5) dos estratos estão em alto risco, com IIP acima de 4,0; 74% (20) dos estratos estão em médio risco com IIP de 1,0 a 3,99; e 7,4%(2) dos estratos estão em baixo risco com IIP 0,0-0,99. Os índices de risco foram registrados nos estratos que historicamente mantém esse perfil, o que significa a possibilidade de transmissão das doenças relacionadas ao vetor Aedes aegypti e no caso da dengue, já com registro do sorotipo 2 (DENV 2) circulando em Cuiabá e em outros estados limítrofes de Mato Grosso e que apresenta um quadro clínico de maior gravidade.

Os bairros que apresentaram alto risco, com IIP maior que 4,0 foram Três Barras e Jardim Vitória, na região Norte. Na região Oeste, os bairros com alto risco são Sucuri, Ribeirão do Lipa, Parque das Nações, Distrito da Guia, Novo Terceiro e Santa Isabel. As demais regiões da capital apresentaram médio e baixo risco.

A situação das doenças causadas pelo Aedes aegypti é registrada semanalmente no Boletim DCZ, encaminhado pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DIVISA) aos setores relacionados ao combate do mosquito, prevenção e atendimento aos pacientes vítimas deste vetor. “Para que as unidades de saúde e instituições parceiras estejam cientes da situação de infestação pelo mosquito Aedes aegypti em suas áreas de atuação, encaminhamos o alerta, destacando nos estratos pesquisados no LIRAa os bairros que possuem a infestação mais alta dentre os demais bairros componentes”, explica Moema Blatt, gestora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde – CIEVS.

O prefeito Emanuel Pinheiro comemorou a redução dos casos. “Nossa gestão está focada em virar a página da saúde em Cuiabá. Estamos trabalhando muito para que a população tenha a saúde básica de qualidade e fortalecida, isso inclui os cuidados para conter as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti”.

 

10 Minutos Contra o Aedes

Uma das estratégias que a Vigilância de Zoonoses propõe para o combate ao mosquito é de que a população realize a limpeza de criadouros, em casa e no trabalho, ação que leva apenas 10 minutos por semana. “Agindo uma vez por semana a população interfere no desenvolvimento do vetor, cujo ciclo de vida da postura do ovo ao adulto, leva de 7 a 10 dias”, ensina Alessandra Carvalho, coordenadora da Vigilância de Zoonoses.

 

 

Foto: Arquivo PMC

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