O álcool e a as drogas para dar o presente

Segundo o Osho um espiritualista indiano porém, ocidentalizado, “nós possuímos o Ser, o Coração e a Mente”. Sendo que o ser é a entidade, não é o conhecimento, nem são os títulos, nem a profissão. Uma pessoa que possui Alzheimer mesmo esquecendo “tudo” continua sendo ela, continua sendo um ser. Então o ser é isto aí, você é um ser e pronto.

O coração é o sentimento e a emoção, é o estado exato do presente. Não se pode ter sentimento sem estar no presente. Ao dizer, eu te amo, só pode estar no presente, no agora, não se pode dizer que vou te amar, estará dizendo que sentirá amor não agora mais depois. O futuro não é amor e sim uma previsão.  Se você estiver assistindo um filme que te faz chorar, a única coisa real é o seu choro, o seu sentimento, já o filme é virtual, nada nele existe, tudo fantasia. Assim é a nossa mente que fica tagarelando o tempo todo no nosso ouvido, a mente não para de falar, cria situações mais incríveis, e para as pessoas que possuem hábitos negativos ela inventa tanta história macabra, onde a vitima passa a  desconfiar de tudo e de todos principalmente as que ama onde gera o ciúme irreal, cria situações de perda antes de que aconteça. Dizem que o universo obedece o que se pensa, então acabando por realizar as imaginações de crueldade, o indivíduo diz: “tá vendo? Eu disse!!! Sabia que ia acontecer, eu pressenti.” As leis divinas são muito boas, realiza o que pedimos.

O mundo esta estressado? Está!!! O mundo está puro estresse, todos se sentem pressionados, é uma auto cobrança,  sentimento de culpa. A humanidade se movimenta culturalmente em pêndulo e seus hábitos, conceitos, crenças. Vendo a história dos Beatles que começaram suas carreiras de terno, gravata e cabelo de militar.  A humanidade estava no extremo e logo teve o movimento hippie mundial, onde a regra era desregrar,  bagunçar tudo, cabelos, roupas. O pêndulo foi deslizando no tempo e chegou hoje no extremo oposto. A humanidade grita, “queremos regra”, abaixo o” tudo pode”, o proibido proibir. A regra acalma, “disciplina é liberdade “, assim como um jogo de futebol onde todos sabem bem as regras, o jogo flui sem muito questionamento.

Imagine se não tivesse regra? Pais que não determinam regra para os filhos, os deixam confusos e acabam se perdendo. Sei que haverá critica nestas afirmações, mas digo que o “proibido proibir” está fora de moda, é passado. Porém, nos tempos de agora, com tecnologia que traz uma aceleração da mente humana, que agora está em guerra terrível, um conflito sangrento, o maior de todos os tempos, que é olhar para dentro se si, se olhar no espelho e se encarar sem desviar os olhos. É muito conflito interno.

E agora como silenciar a mente que fica na nossa cabeça gritando desesperada e criando histórias loucas como fuga?

Somente poderemos sentir a vida se desligarmos a mente, ai poderemos ouvir os sons mais inaudíveis como os pássaros que vivem o agora na maior alegria. O Osho diz que a mente serve apenas para planejar, estratejar, mas depois temos que desligá-la e dar um on no coração, na emoção, como os pássaros que pousa na sua sacada e canta lindo, voa  sem esperar algum aplauso. Ele se curte, ele se ama. Mas e nós que precisamos sermos amados e valorizados, se não o mundo desaba? Carros lindos, bolsas carérrimas, joias, cargos, diplomas, corpo perfeito e depilado, dentes com lente de contato, esperando chegar SEXTA- FEIRA A NOITE. Huhuuuuu!!! Hoje é sexta feira, que delícia falar isto. Mas para curtirmos, temos que desligar a mente se não passaremos o FDS ( fim de semana ), sem sentir nada de alegria.  A meditação é o desligar da mente, se se meditar pensando, não é meditar. Se a mente continua ativa, não há nenhuma meditação. Meditar é se livrar da mente, conseguir este momento único, ai se encontra o coração a alma em Deus.  O mesmo autor ditou um livro com título” A flauta nos lábios de Deus, onde que somos um bambu oco e com o sopro de Deus nos tornamos uma flauta e emanamos uma música. Ou seja, para preencher nosso vazio somente com as coisas da alma, do coração, de Deus e não com bolsa, sapato caro, carro “último tipo”.

A mente é útil para definir por onde vamos de carro e qual o caminho, mas durante o trajeto seguimos ouvindo uma musica sem pensar em nada, cantando, percebendo os instrumentos tocando, isto só é possível se fechar a caixinha da mente. Com isto se chega ao prazer. Mas diante das nossas neuras, os recursos de tomar uma ( cerveja, gim tônica, aperol, espumante )  é uma forma de desacelerar e conseguir sentir a vida sem a mente, somente se sente se a mente é dominada e emudecida, ai somos donos de si, ganhamos o mundo, a alegria aparece na hora. Continuando estes caminhos de se entorpecer para que a mente pare de reclamar e lembrar das contas negativas do banco, das cobranças do trabalho e das pressões da autopunição, se busca o uso de drogas cada vez mais fortes para passear no céu, pisar nas nuvens, se sentir amado e dar amor a todos, para os agressivos, brigar quando é contrariado.

O Boby Dilam brasileiro ( Belquior ) disse na sua letra “viver é melhor que sonhar”, estamos tão ligados no mundo digital que podemos nos confundir o que é real com o imaginário. O que significa viver? É estar no presente, no agora. Mas para que isto se consiga temos que sair  do sonho. Sentir os prazeres do corpo, esta valendo, melhor que ficar na TV como um boi olhando uma paisagem, sem pensar nada, aí a mente se desliga e isto é também um alívio. Todos correndo da importuna mente. Até a musica onde  escrevi em outro artigo com titulo de “A arte e o artesanato “, disse que há musicas para o corpo e para a alma. As do corpo são para baladas, que combina com balas, estas músicas criadas para durar uma temporada e sumir, estas eu considero artesanato e não arte, mas esta valendo, serve para divertir. Já as da alma, são feitas para tocar o sentimento, para explorar o intelecto, sons inusitados que surpreendem. Mas tudo tem seu momento e respeito cada um deles.

Sem hipocrisia, não estou escrevendo para criticar ninguém e nem as escolhas das pessoas, mas somente para entender o que buscamos e  porque. Queremos apenas a alegria, viver um pouco no coração sendo assim dono do pensamento e não submisso a ele. Vivendo o presente se possível aprendermos a desligar a mente um pouco para ter um prezar sem entorpecimento, pois nosso corpo produz as melhores drogas quando fazermos exercícios físicos, transamos, cantamos, damos risada. Drogas alucinógenas do bem, como é bom ter o corpo cansado de pós-treino. Um prazer que não nos arrependemos de fazer. O sexo é uma outra fuga da mente, pois se o pensamento nefasto aparece se broxa e aí acaba tudo, por isto durante o ato sexual, a mente fica desligada e o sexo passa ser o grande momento. O mesmo Osho disse uma coisa que achei incrível. Sexo é a busca de voltar ao útero de onde saímos, do amor do corpo da nossa mãe, por isto nos sentimos tão bem nos braços de quem amamos.

E a  bebida alcoólica? Ressaca física e se houver alguma lembrança, ressaca moral que é a pior delas. Aí vem a frase dita por todos, “nunca mais vou beber”. Será?

A fuga da mente e seus pensamentos paranoicos são constantes, pior ainda aquelas que acreditam nas invenções sacana e acaba por ser conduzido e vivendo neste filme louco. Convido você a refletir sobre este tema, pois todos nos somos vítimas e prisioneiros das convicções e cresças impostas pelas pessoas que nos cercaram desde o nascimento. Nossos valores e o que acreditamos não são nossos, foram colocados na gente, precisamos ter uma clareza para escolher o que realmente queremos e o que somos. Quando eu descobri esta classificação do Osho , entendi que meus pensamentos que me levavam a depressão eram descontrole, pois nascemos para sermos felizes, viver em paz, e isto a mente não nos dá, aliás,s ela tira. Para ter a felicidade real temos que viver no coração, mesmo que ele seja safenado ou partido.

 

 

Por Dr. Rosário Casalenuovo Júnior

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *