Mendes diz que “não vai ficar com mentiras” e é preciso tempo

O governador Mauro Mendes (DEM) classificou como “complexo” o problema das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). Segundo ele, a escolha sobre o futuro da obra será difícil.

Atualmente, a obra está sob análise de uma comissão montada pela Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana, do Ministério de Desenvolvimento Regional, em parceria com Mato Grosso. O prazo é de 120 dias para apresentar uma solução para o modal.

“Precisamos de tempo. É um problema complexo. Existem três ações na Justiça. O contrato foi rompido por prática de corrupção confessada pelo ex-governador [Silval Barbosa]. Isso cria um imbróglio jurídico no âmbito desse contrato gigante. É uma tecnologia que ninguém tem no Brasil. Então, é um contrato com muitas dificuldades de se resolver”, disse.

Conosco não vai existir essa história de ficar com mentiras por aí, falando que vai ou está pensando em fazer

“Estamos trabalhando há alguns meses, mas faço isso de maneira silenciosa para entregar resultados. Ninguém me verá antecipando possiblidades ou decisões, porque não vou criar especulações. É uma decisão difícil. Se fosse fácil, talvez, já estaria resolvido”, acrescentou.

O governador afirmou que o modal começou a ser construído em 2012 pelo consórcio VLT Cuiabá Várzea Grande, com um custo inicial de R$ 1,4 bilhão.

O prazo de entrega era 13 de março de 2014, para facilitar a mobilidade dos turistas durante a Copa do Mundo de 2014, já que Cuiabá foi uma das sedes do mundial.

Ele disse que a atual comissão está fazendo estudos consistentes para escolher o futuro da obra. Entretanto, ressaltou que revelará o que está sendo tratado somente ao final do processo.

“Vamos aguardar. Temos cinco anos que isso está parado. Sei da ansiedade das pessoas, mas durante cinco anos todos esperaram. Então, vamos esperar um pouco mais. Estamos fazendo estudos bastante consistentes. Não vou ficar fazendo antecipação”, afirmou.

“Eu lembro que nesses cinco anos houve meia dúzia de anúncios de retomada da obra. Conosco não vai existir essa história de ficar com mentiras por aí, falando que vai ou está pensando em fazer”, completou.

A obra

Iniciadas em 2012, as obras do VLT estão paradas desde dezembro de 2014. Até então, apenas 6 km dos 22 km dos trilhos foram concluídos.

Orçado em R$ 1,477 bilhão – dos quais R$ 1,066 bilhão já foram aplicados, segundo dados da data base de maio de 2012 -, o contrato com o Consórcio VLT Cuiabá-Várzea Grande foi rescindido pelo Governo do Estado após a Operação Descarrilho – deflagrada pela Polícia Federal em agosto de 2017 – que apontou indícios de irregularidades no acordo.

Além disso, o Governo instalou processo administrativo para apurar possíveis infrações contratuais e prometeu lançar uma nova licitação para a obra.

Enquanto isso, os 42 vagões vão se deteriorando no Centro de Controle Operacional e Manutenção, que fica próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande. Comprados quando a obra foi iniciada, os materiais rodantes custam ao Governo cerca de R$ 16 milhões por mês para manutenção.

 

 

 

Fonte: Midia News Foto: Reprodução

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