Terceirizados da UFMT encerram greve após pagamento do salário

Os funcionários terceirizados responsáveis pela limpeza da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) encerraram a greve após o salário referente à folha de julho ser depositado.

 

Os trabalhadores suspenderam as atividades no dia 14 deste mês por conta dos atrasos nos pagamentos e fecharam novamente uma das guaritas que dá acesso à universidade na manhã desta terça-feira (20).

 

Os funcionários afirmaram que só deixariam o local quando um acordo fosse firmado com a empresa responsável pelas contratações, a Presto, e a UFMT.

 

Uma assembleia com a presença de representantes do Sindicado dos Empregados de Empresas Terceirizadas, de Asseio, Conservação e Locação de Mão de Obra de Mato Grosso (Seeac-MT), da Presto e da universidade foi realizada também nessa terça-feira (20) para apresentar uma proposta aos trabalhadores.

 

Além do pagamento do salário do mês de julho, a Presto também se comprometeu a depositar os valores retroativos referentes a um reajuste salarial até dezembro deste ano, sendo que a primeira parcela deverá ser paga já no próximo mês.

 

A categoria também reivindicou por reposição de uniformes, dos repasses do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

 

Conforme ata da reunião, a Presto afirmou desconhecer tais situações, mas pediu que os funcionários apresentassem os holerites ao setor de Recursos Humanos da empresa.

 

Crise na terceirização de funcionários 

 

Na sexta-feira (16), os trabalhadores terceirizados da limpeza chegaram a ocupar o prédio da reitoria da UFMT.
Conforme o sindicato, a Presto chegou a depositar parte do vale-transporte e alimentação ainda na quinta-feira (15). Porém, eles decidiram seguir em greve até que o pagamento dos salários fosse garantido.
Os trabalhadores enfrentam o atraso salário desde junho, quando a empresa se comprometeu a entregar cestas básicas e fazer o pagamento seguinte sem atraso. Segundo o sindicato, a folha de junho foi quitada apenas no início deste mês.

 

No início de agosto, os vigilantes da universidade, contratados pela empresa MJB Segurança e Vigilância, também chegaram a paralizar os serviços após trabalharem três meses sem receber.
Conforme o sindicato, os pagamentos foram realizados também nesta terça-feira (20), mediante um acordo com a empresa.
Fonte: Midia News Foto: Reprodução/Adufmat-Ssind

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