Agente penitenciário é executado ao chegar em residência; cinco são presos

Por Rafael Medeiros

A morte do agente penitenciário Elison Douglas da Silva, 37 anos, na noite deste domingo (30), em Lucas do Rio Verde (a 322 km de Cuiabá) ainda é um mistério para Polícia Civil que passou a investigar o caso. O servidor foi morto com pelo menos 20 tiros. Cinco foram presos até a manhã desta segunda-feira (1), sendo um menor de idade.

Elison foi assassinado quando estava abrindo a porta da casa onde mora,  na rua Safira, bairro Tessele e atingido nas costas. Assim, não houve tempo de esboçar qualquer reação.

Segundo a Polícia Militar, o carro do agente, um Honda Civic, ficou na frente do imóvel e nada foi levado dele. A arma também não teria sido levada, o que reforça uma suposta execução.

Até a manhã desta segunda-feira quatro foram presos e um menor apreendido, sendo Carlos Alberto Cavalcante da Silva, 24 anos, apelido de “Coringa”, Afonso Rafael Gaspar Tavares “Rafinha”, 29 anos, Jean Andrey dos Santos Goncalves, conhecido como “Ponei”, 26 anos, Alexfran Prazeres Silva, 39 anos, e o menor de 15 anos, V.A.S., o “Bão-bão”. Não se sabe ainda a participação dos envolvidos.

A Prisão

Com base em informações do Centro de Operações da PM (Copom), policiais civis e militares começaram as buscas pelos suspeitos.

Os primeiros a serem localizados foram Carlos Alberto Cavalcante da Silva, 24, e Jean Andrey dos Santos Goncalves, 26, que estavam em frente a uma residência. Eles tentaram fugir e resistir a prisão, mas foram contidos e encaminhados à delegacia. Com um deles havia uma porção de maconha.

O menor de idade (V.A.S. de 15 anos) foi apontado pelo Copom como participante do crime. Ele teria chegado em sua casa correndo, logo após o crime. Os policiais foram até sua residência, onde ele confirmou a participação no homicídio e afirmou que teria sido convidado por um dos outros suspeitos.

Informações dados por moradores descreveram a localização de mais um suspeito, Alexfran Prazeres Silva, 39. Os policiais foram até o local onde ele estava e o suspeito saiu correndo quando viu os agentes chegando. Em depoimento, ele alegou que ficou com medo e que seria tio de um dos suspeitos do crime.

Alexfran descreveu o momento que o sobrinho saiu com outro rapaz em uma motocicleta. Em sua casa foi encontrada uma peça de roupa com queixa de furto. O homem alegou que a peça seria um presente do seu sobrinho e que ele sabia que a origem do produto era ilícita. Ele foi encaminhado à delegacia por receptação.

O quarto suspeito, Afonso Rafael Gaspar Tavares, 29, foi identificado com ajuda de moradores. Durante revista pessoa, foram encontradas porções de maconha com ele.

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