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“Moro não tem mais autoridade para ser ministro da Justiça”

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O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) defendeu que o ministro da Justiça, Sérgio Moro, renuncie ao cargo após o episódio envolvendo o vazamento de mensagens entre ele – à época em que era juiz federal – e o procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato.

 

Segundo uma série de reportagens publicadas pelo site “The Intercept Brasil”, Moro teria orientado as investigações da Lava Jato em Curitiba, sugerido que o procurador trocasse a ordem de fases da operação, além de ter dado conselhos e pistas informais de investigação.

 

As mensagens foram trocadas por meio do aplicativo Telegram.

“O que está muito claro é que as regras dos papéis que o juiz deve ter e que o promotor deve ter foram quebradas e isso está bastante evidente naquilo que já foi divulgado”, disse Lúdio.

 

O Moro não tem autoridade mais para ser ministro da Justiça. Ele precisa pedir para sair

“O Moro não tem autoridade mais para ser ministro da Justiça. Ele precisa pedir para sair”, acrescentou o deputado.

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Segundo Lúdio, qualquer investigação que precise ser realizada a partir dessas mensagens terá que ser conduzida pela Polícia Federal que, por sua vez, está subordinada ao Ministério da Justiça.

 

“Se a PF está subordinada ao Moro, já abre suspeição na origem, na raiz. Não tem mais condições de ele continuar. Contamina todo o processo”, afirmou o deputado.

 

Na avaliação do petista, o conteúdo das mensagens pode colocar em xeque, inclusive, fatos relativos à Operação Lava Jato e que, por ventura, estejam “dentro da normalidade”.

 

“O conteúdo das mensagens e aquilo que ainda está por vir produzirá influência sobre as inúmeras ações judiciais dentro dessa Operação Lava Jato, o que reforça ainda mais o grau de irresponsabilidade de juiz e procuradores. Até aquilo que está correto na operação pode vir por terra”, disse.

 

“Conspiração”

Se a PF está subordinada ao Moro, já abre suspeição na origem, na raiz. Não tem mais condições de ele continuar. Contamina todo o processo

Também na avaliação do deputado Lúdio Cabral, as mensagens trocadas pelo então juiz Sérgio Moro e procuradores da Lava Jato mostram uma “conspiração” contra o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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Nos diálogos, eles chegaram a discutir maneiras de evitar que fosse realizada uma entrevista com Lula – autorizada pelo (Supremo Tribunal Federal) – às vésperas da eleição em outubro passado.

 

A preocupação, segundo os diálogos revelados pelo site, era de que a entrevista pudesse ajudar a eleger o então candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) ou “permitir a volta do PT”

 

“Está muito claro que houve uma conspiração para evitar uma candidatura do Lula em 2018, uma candidatura do PT. As mensagens mais confirmam do que revelam, porque muitos fatos demonstram que houve essa conspiração”, afirmou Lúdio.

 

 

 

Fonte: Midia News

Foto: Alair Ribeiro/MidiaNews

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Política

Deputado destaca emendas da Comissão de Segurança aprovadas

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O deputado estadual Delegado Claudinei (PSL) comemorou a aprovação de duas emendas ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de nº 913/2020, votado em Redação Final na sessão plenária ordinária na manhã de quinta-feira (7). Trata-se das emendas de nº 256 e 307, ambas apresentadas em nome da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da qual Claudinei é o presidente.

“Com a aprovação dessas emendas, estamos garantindo mais recursos para investirmos na área de Segurança Pública. Com a emenda 307, estamos destinando R$ 6 milhões para a realização de concursos públicos das Forças de Segurança e, com a emenda 256, outros R$ 3 milhões serão alocados para melhoria das unidades da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) nos municípios de Mato Grosso”, comemora o Delegado Claudinei.

O PLOA foi aprovado em segunda votação pelos deputados estaduais na terça-feira (05/01). Nesse mesmo dia, um pouco antes da votação, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) deu parecer favorável à emenda 307 apresentada neste ano em substituição à emenda de n.º 43, que foi rejeitada ano passado pela CCJR e previa o lançamento de concursos públicos a fim de garantir a recomposição do quadro funcional da Polícia Judiciária Civil (PJC), Corpo de Bombeiros Militar (CBM) e Politec, no valor de R$ 6 milhões. “Articulamos essa nova proposta em relação ao remanejamento de recursos e, dessa forma, garantimos recursos financeiros no Orçamento para a realização de concursos públicos na área”, destaca o parlamentar.

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Em 2020, os integrantes da Comissão de Segurança Pública visitaram os 13 polos da Região Integrada de Segurança Pública (Risp) de Mato Grosso e identificaram a carência de servidores para atender as forças de segurança. “Neste diagnóstico que fizemos in loco, foi onde pudemos ter a certeza desta necessidade, entre outras, como a nomeação de aprovados nos concursos dos Sistemas Penitenciários e Socioeducativo e reforma e construção de novas unidades da Politec em todo Mato Grosso”, justifica o deputado Claudinei, que preside a Comissão de Segurança Pública.

EMENDAS

Além dessas, outras duas emendas foram propostas pela Comissão de Segurança Pública, tiveram parecer favorável da CCJR, mas não foram aprovadas em Plenário pelos deputados. Trata-se das emendas de n.º 41 e 42, nos valores respectivos de R$ 19 milhões para concurso público do Sistema Penitenciário e R$ 7,5 milhões para concurso público do Sistema Socioeducativo.

PLOA

Para 2021, o governo estadual projetou um orçamento no valor de R$ 22,114 bilhões. O PLOA contou com 314 emendas e, com a votação da Redação Final, será encaminhada para ser sancionada pelo Poder Executivo.

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