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Biografia de Dom Pedro Casaldáliga é lançada nesta quarta-feira na UFMT

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Escrita pela jornalista Ana Helena Tavares, a biografia “Um bispo contra todas as cercas: a vida e as causas de Pedro Casaldáliga” será lançada nesta quarta-feira (12) no Instituto de Linguagens da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a partir das 19h. A obra é resultado de quatro anos de trabalho.

Segundo entrevista dada às ‘Comunidades Eclesiais de Base do Brasil’ (Cebs do Brasil), pela própria autora, em abril de 2019, o livro surgiu depois de uma viagem que Ana fez a São Feliz do Araguaia em setembro de 2011, quando fazia uma série de reportagens para o site “Outras Palavras”, que depois foram publicadas no livro “O Problema é ter Medo do Medo”, sobre a Ditadura Militar.

Depois deste primeiro contato, a jornalista decidiu fazer a biografia, trabalho que durou de 2015 até o final de 2018. “Pedro é uma pessoa que volta todas as causas ligadas aos direitos humanos, e ele falou no meu ouvido, antes de eu sair, a primeira vez que eu fui em 2012, ele falou uma coisa que muito me marcou, e que eu acho que ele acostuma a falar para todo mundo, que é nunca se esqueça das causas da vida. Então, eu vim com essa intenção de não me esquecer das causas da vida, e aí decidi fazer essa biografia. A história realmente é essa, é a história de uma repórter que foi entrevistar um bispo para um projeto sobre a Ditadura Militar, e se apaixonou pela história de vida desse bispo e resolveu escrever a história dele, fazer a biografia dele”, afirmou a jornalista.

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O lançamento em Cuiabá é organizado pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Linguagem (PPGEL) da UFMT. O evento contará com uma conferência com Ana Helena Tavares, jornalista e autora da biografia, uma mesa redonda com a apresentação de trabalhos sobre a obra poética de Pedro Casaldáliga e o lançamento da obra.

“Um bispo contra todas as cercas” conta a história de Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia (MT). O religioso catalão, alinhado com a Teologia da Libertação, chegou ao Brasil em 1968, aos 40 anos, e nunca mais voltou à Espanha. O livro traça sua trajetória com foco nas causas que abraçou, tais como: educação laica, mista e libertadora; Reforma Agrária; erradicação do trabalho escravo; reconhecimento dos direitos dos povos indígenas.

Foram muitas as dificuldades contra as quais lutou, notadamente na ditadura militar, quando sofreu repressão, cesura e foi quase expulso do Brasil. Mesmo depois disso, continuou ameaçado de morte. Trata-se da biografia de um homem perseguido, mas não amargurado. Um poeta que sabe fazer versos com a dor e transformá-la em ação.

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O evento é organizado pelos docentes do PPGEL em parceria com os professores do Programa de Pós-graduação em Estudos Literários (PPGEL) da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat). Nesta semana, a obra foi lançada em Tangará da Serra na segunda-feira (10) e nesta terça-feira (11), a atividade será realizada em Cáceres.

Fonte: OlharDireto | Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal

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Interrupções e insultos marcam debate entre Trump e Biden

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o candidato democrata Joe Biden travaram uma dura batalha sobre o histórico de Trump na pandemia do novo coronavírus, na área de saúde e na economia em um primeiro debate caótico e tenso para as eleições presidenciais norte-americanas. O encontro foi marcado por insultos e constantes interrupções de Trump contra seu adversário.

Trump agiu de forma truculenta nos 90 minutos de debate, buscando provocar Biden a cada vez que o rival falava, alegando que os democratas querem roubar a eleição presidencial de novembro próximo com votação pelo correio e se recusando a condenar supremacistas brancos quando lhe pediram que o fizesse.

O moderador Chris Wallace, da Fox News, nunca conseguiu estabelecer controle do debate, com Trump repetidamente ignorando seus pedidos para permitir que Biden falasse. Os dois pretendentes à Casa Branca falaram um em cima do outro e dispararam insultos em um duelo que tornou difícil para qualquer um deles expor um tema.

Em determinado momento, um exasperado Biden disse após as repetidas interrupções de Trump: “Você vai calar a boca, cara? Isso é tão não presidencial”.

Wallace tentou em vão conter Trump, que ignorou seus limites de tempo e falou por cima de Biden.

“Acho que o país seria melhor servido se permitíssemos que os dois falassem com menos interrupções. Estou fazendo um apelo, senhor, para que faça isso”, disse Wallace.

Voto antecipado

Até a noite de terça-feira (29), mais de 1,3 milhão de norte-americanos já haviam votado antecipadamente. Como o tempo para mudar opiniões ou influenciar a pequena parcela de eleitores indecisos está se esgotando, as apostas eram enormes quando os dois candidatos à Casa Branca subiram ao palco a cinco semanas da eleição de 3 de novembro.

Para Trump, de 74 anos, o debate representou uma de suas últimas chances de alterar a trajetória de uma corrida que a maioria das pesquisas de opinião revela o presidente perdendo, já que a maioria da população desaprova a maneira como ele trata tanto a pandemia quanto os protestos contra a injustiça racial.

Biden, de 77 anos, vem mantendo uma vantagem constante sobre Trump em pesquisas nacionais de opinião, mas sondagens nos estados-chaves, que decidirão a eleição, mostram uma disputa muito mais acirrada. É difícil determinar se o debate fará alguma diferença.

Trump tentou várias vezes, e sem sucesso, confundir Biden e levá-lo a cometer uma gafe, mas praticamente não apresentou nenhum argumento para dizer por que é o melhor candidato para cuidar de questões fundamentais para a eleição.

O presidente tem mais debates com Biden agendados para outubro. O vice-presidente, Mike Pence, e a companheira de chapa de Biden, Kamala Harris, debaterão na semana.

Fonte: Agência Brasil

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