Vereadores querem entregar título de cidadão cuiabano para Moro

Vereadores de Cuiabá querem ir até Brasília para entregar título de cidadão cuiabano ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. A sugestão partiu de Dilemário Alencar (Pros) durante entrega do título de Mulher Cidadã Ana Maria do Couto, à senadora Selma Arruda (PSL), nesta segunda-feira (20), na Casa de Leis cuiabana.

 

Ele pediu a senadora que organize uma agenda em Brasília para entregar o título. Segundo o parlamentar, a intenção da Câmara é montar uma comitiva para entregar a honraria ao ministro, principalmente, após a entrega do pacote anticrime para o Congresso Nacional que, em tese, prevê criar mecanismos legais de enfrentamento à violência e ao crime organizado.

 

A intenção é promover mudanças no Código de Processo Penal, Código Penal e outras leis penais para tornar mais rigorosas às punições para quem comete crimes de corrupção, crime organizado e outros.

 

Alencar comentou que o título entregue ao ministro será uma forma de dizer que mulheres, homens, enfim cuiabanos de bem apoiam a ideia. Ele ainda criticou parlamentares que estão emperrando a aprovação do proposta no Congresso Nacional.

 

“Está tendo, não sei porque, uma barreira, uma dificuldade enorme por parte de alguns segmentos tanto no Senado quando na Câmara Federal contrariando o interesse da maioria do povo brasileiro, mato-grossense e cuiabano”, disse Dilemário.

 

O presidente da Câmara de Cuiabá, Misael Galvão (PSB) também defendeu a entrega do título para o ministro. Ele afirma que Moro colaborou para combate à corrupção no país.

 

“É uma pessoa que tem grande relevância na questão da mudança de conceito de quebrar paradigma na questão de passar o Brasil a limpo, acho que a Câmara Municipal de Cuiabá não teve ficar de fora nessa questão do reconhecimento. Quando você faz o reconhecimento, você realmente faz estimulo para que a pessoa possa continuar trabalhando e fazendo o que precisa ser feito”, comentou o presidente da Câmara.

 

Medida retórica

 

Durante audiência pública na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, o ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, disse que a proposta é retórica e passa por cima da primeira agenda do país, a desigualdade social.

 

“Nós sabemos que a primeira agenda do país não é essa. A primeira agenda do país é a grande desigualdade social que causa violência que realmente faz com que famílias vivam no medo, além da miséria, normalmente os quem mais tem medo são os miseráveis é este é o problema, e esse pacote ele passa por cima disso tudo, ele só quer na verdade fazer discurso populista simbólico em cima da corrupção como se resolvendo a corrupção se resolve todos os problemas do país”, disparou o ex-ministro.

 

 

 

Credito:OBomdaNoticia

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