De futuro engenheiro aeroespacial até primeira mulher: Brasil define ‘pilotos’ para Mundial de Avião de Papel

Da redação (com informações da assessoria)
Com pilotos definidos, o Brasil fez check-in e está com as turbinas acionadas para decolar na quinta edição do Red Bull Paper Wings, torneio mundial de aviõeszinhos de papel. Nos próximos dias 17 e 18, os três comandantes especialistas em imaginação e dobraduras em papel encaram participantes de 63 países, na Áustria, rumo ao título da competição.
Na categoria tempo de voo, o mineiro Artur Assunção leva a paixão pelos aviões a sério. Aos 20 anos e natural de Ubá-MG, o jovem cursa o sexto semestre de Engenharia Aeroespacial na UFMG e conseguiu se classificar por seu projeto permanecer 9.26 segundos no ar. “Desde criança eu gosto da brincadeira. Quando soube da competição, comecei a treinar com amigos e analisei alguns modelos em um livro específico. Espero superar a marca e ter uma experiência de grande aprendizagem na Áustria”, afirma o estudante.
De modo inédito, o Brasil terá uma mulher entre as finalistas da competição. Ana Beatriz, de Ourinhos-SP, cursa Rádio e TV na Faculdade Cásper Líbero e se inspirou em seus hobbies para ser a mais votada na categoria Arcrobacia, cujo sistema de disputa envolvia produção de um vídeo, análise de jurados e votação aberta online. Unindo beatbox, futebol e aviãozinho de papel, a jovem de 21 anos garantiu sua vaga no torneio.
“Estou muito feliz em representar o Brasil, principalmente pelo fato de ser a primeira do sexo feminino. É muito importante que elas ocupem diversos espaços. Eu me inspiro em todas que lutaram para ocupar lugares onde queriam e estou ansiosa para tentar trazer o título ao País”, relata Ana, que integra uma lista iniciada pela sul-africana Nomfundo Ngcobo, primeira mulher a participar do Mundial de Aviãozinho de papel, logo na edição de estreia, em 2006.
Por fim, o terceiro brasileiro classificado é Heitor Souza, estudante de Agronomia na UFMT. Aos 21 anos, o jovem natural de Cáceres-MT atingiu a marca de 44.80m na categoria maior distância para se tornar um dos pilotos brasileiros rumo à Áustria. “Eu sempre brinquei muito na infância, pois analisava vídeos e fazia diversos modelos. Depois de vencer, fui procurar aprender com materiais sobre os melhores do mundo e quero superar a minha marca no Mundial. Foi uma surpresa e estou bem feliz. Aliás, comprei um pacote de folhas e estou treinando no ginásio da universidade”, diz.
O Brasil contou com dezenas de qualificatórias durante o final de março e ao longo de abril em mais de 10 Estados. Agora, os vencedores vão representar o Brasil, diante de 63 países, no Hangar-7, em Salzburg, na Áustria. Vale lembrar que, em 2006 e 2009, o País faturou o título internacional na categoria ‘tempo de voo’.
O Red Bull Paper Wings surgiu em 2006, está em sua quinta edição (2006, 2009, 2012, 2015 e 2019) e empolga milhares de universitários ao redor do mundo. Neste ano, 405 universidades foram palco de seletivas para determinar os campeões de cada nação.

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