Advogado ligado a prefeito de MT é morto a tiros em frente à Câmara

Rafael Medeiros, da Redação

O advogado Sidney Soteli foi morto a tiros, na tarde desta última terça-feira (7), em frente a Câmara de Vereadores em Cacoal (RO). Sidney era advogado de defesa de Agnaldo Rodrigues de Carvalho, prefeito de Rondolândia (a 1.146 km de Cuiabá).

A vítima que também era procurador do município, estava na defesa do prefeito Agnaldo, que foi preso em flagrante no final de abril, acusado de cobrar propina de uma empresária. [relembre o caso no final da matéria] 

A Policial Civil informou que homens armados abordaram Sidney e um amigo. Quando eles deixavam a Câmara, atiraram e fugiram.

O advogado morreu na hora. A segunda vítima foi socorrida e encaminhada para uma unidade de saúde.

Depois do crime, os suspeitos fugiram em um carro. Minutos depois, o veículo usado no ataque foi abandonado e incendiado em uma rua de Cacoal. Ninguém foi preso ou identificado pelo assassinato de Sidney. Ainda não se sabe a motivação do ataque.

A investigação segue em andamento.

Procurador

Sidney havia sido nomeado procurador geral da câmara de vereadores de Cacoal na semana passada. Ele também era advogado e, nos últimos anos, fez uma extensa carreira de atendimentos jurídicos em municípios da região da Zona da Mata.

Prisão de Prefeito 

Em abril deste ano, o prefeito de Rondolândia, Aguinaldo Rodrigues (PP) foi preso numa operação da Polícia Federal.Aguinaldo estava em posse de R$ 8 mil, que teria sido repassado como propina por uma empresária.

A  empresária é dona de uma construtora que prestava serviços ao município de Rondolândia. Foi ela quem procurou a PF para denunciar o prefeito, alegando que vinha sendo chantageada pelo chefe do executivo municipal.

Aguinaldo exigia da mulher 10% dos pagamentos feitos. Segundo ela, a prática de extorsão acontecia com frequência.

Histórico 

Aguinaldo Rodrigues foi afastado do cargo em fevereiro deste ano. Ele é acusado de pagar propina para vereadores da cidade.

O caso ficou conhecido como “mensalinho” e foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE). Três vereadores foram presos. Rodrigues recorreu à Justiça e 15 dias depois, reassumiu o cargo.

Ele alegou que sofria pressão dos vereadores, que pediam dinheiro e até cargos na administração pública em troca do apoio político.

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