Selma critica Taques e Maggi: “É sórdido querer algo que tem dono”

A senadora Selma Arruda (PSL) disparou críticas contra o ex-governador Pedro Taques (PSDB) e o ex-ministro da Agricultura Blairo Maggi (PR) que, segundo ela, estariam “de olho” em seu mandato no Senado Federal.

 

Recentemente, o Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu a cassação do diploma de Selma, sob acusação de prática de caixa 2 na campanha eleitoral. Na ação, além da perda do mandato, é pedida a inelegibilidade e, como consequência, que sejam realizadas novas eleições para o preenchimento de uma vaga de senador.

 

Com o pedido, surgiram especulações dando conta de que Taques e Blairo poderiam disputar uma eventual eleição. O tucano, por exemplo, foi citado como um possível interessado em uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

É meio sórdido as pessoas quererem algo que tem dono, que tem nome e sobrenome. Até me recuso a acreditar que um ex-governador e um ex-ministro estejam aventando essas possibilidades

“É meio sórdido as pessoas quererem algo que tem dono, que tem nome e sobrenome. Até me recuso a acreditar que um ex-governador e um ex-ministro estejam aventando essas possibilidades. Eu acho que o termo correto pra isso é baixaria”, disse a senadora.

 

As declarações foram dadas em entrevista ao programa Estúdio Band, no final de semana.

 

Na ocasião, Selma voltou a negar qualquer prática de caixa 2 durante o pleito eleitoral e disse que não acredita na cassação de seu mandato.

 

Todavia, afirmou que, se isso ocorrer, buscará todas as instâncias para reverter a decisão.

 

“Eu recorri quanto à prestação de contas e tenho plena tranquilidade e certeza que não vou ser cassada”, disse ela.

 

“Essas pessoas que estão especulando sobre isso, elas esqueceram que existem graus de recursos. Portanto, se estão querendo tomar meu lugar, continuem querendo por um bom tempo, porque caso isso aconteça, eu vou recorrer”, acrescentou a senadora.

 

Reprovação de contas

 

Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) reprovou as contas de campanha da senadora, em sessão do dia 24 de janeiro.

 

A reprovação seguiu parecer da Procuradoria Regional Eleitoral, que apontava irregularidades na prestação de contas.

 

Em seu voto, o juiz relatou seis inconsistências que foram aponadas pelo Ministério Público Eleitoral e pela Coordenadoria de Controle Interno e Auditoria do TRE.

 

Outra irregularidade salientada pelo magistrado foi que uma pessoa que trabalhou na campanha de Selma recebeu R$ 4,3 mil da então pré-candidata ao Senado, “o que poderia caracterizar antecipação de pagamentos ou pagamento de serviços típicos de campanha antes do período eleitoral”.

 

 

 

Credito: Midia News

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