Mauro cogita escalonar salários dos servidores nos primeiros meses de gestão

O governador eleito Mauro Mendes (DEM) cogitou a possiblidade de escalonar os salários dos servidores nos primeiros meses de sua gestão que começa em janeiro de 2019.

“Não posso nem descartar e nem confirmar. Os números dependem sempre da arrecadação”, disse o democrata ao ser questionado sobre o assunto pela imprensa na tarde desta terça-feira, durante a entrega do projeto de reforma administrativa ao governador Pedro Taques (PSDB), no Palácio Paiaguás (sede do Governo).

Para não escalonar os salários, Mauro aposta nas medidas de contenção de despesas que fará logo nos primeiros meses de gestão, como o corte de secretárias, de cargos comissionais, além de 3 mil demissões programadas para janeiro.

“Isso vai gerar uma economia – com os demais gastos coadjuvantes que têm nas secretarias – de aproximadamente R$ 200 milhões. Isso é significativo e vai contribuir para o equilíbrio que nos queremos em 2019”, destacou.

Mauro ressaltou que sua equipe de Governo vai “trabalhar forte” para equilibrar as contas públicas, pois o atraso de salário é reflexo do desequilíbrio fiscal em que se passa o Estado.

“Se nós não formos capazes de mudar isso, Mato Grosso em breve vai se transformar em um Rio de Janeiro e Minas Gerais, estados que estão registrando dois, três meses de salários atrasados e com enormes prejuízos a população”, observou.

“Falei durante a campanha que se eu fosse eleito governador teria que tomar medidas duras, mas concretas para colocar novamente Mato Grosso numa outra direção que nos permitirá, em um, dois ou três anos ter a recuperação e o equilíbrio das contas públicas”, acrescentou.

Escalonamento de salários

Desde 2016, o Governo passa por dificuldades – falta de dinheiro em caixa – para quitar os salários dos servidores da ativa e pensionistas. Em outubro daquele ano ocorreu o primeiro escalonamento, quando os servidores, com maiores vencimentos, receberam somente no dia 20, ou seja: 10 dias depois dos demais funcionários.

O escalonamento mais recente ocorreu na folha salarial de novembro deste ano, quando o Governo do Estado pagou no último dia 10 os servidores que recebem até R$ 6 mil, e devido à falta de recursos, irá pagar o restante da folha de forma gradativa, até o dia 21 de dezembro.

Reforma administrativa

Nesta terça, Mauro foi até o Palácio Paiaguás para entregar a Taques o projeto de reforma administrativa a ser encaminhado ainda na gestão do tucano.

Mauro já anunciou que irá reduzir de 24 para 15 o número de secretarias e deve demitir cerca de 3 mil servidores comissionados.  A reforma deve ainda englobar outras mudanças envolvendo empresas públicas e demais autarquias estaduais. O democrata busca maneiras de reduzir os gastos do Executivo para equilibrar as contas.

 

 

Credito:ReportMT

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