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Marido matar mulher com tábua de carne e trocar bens da vítima por droga

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Da Redação

O marido da jovem Erica Oliveira Gomes de 22 anos encontrada morta dentro de casa no dia 19 deste mês em Barra do Garças, a 516 km de Cuiabá, foi preso na noite dessa segunda-feira (24).

Firmino César, de 19 anos, confessou o crime e disse que estava sob efeito de drogas quando cometeu o assassinato. Erica estava dormindo quando foi morta pelo marido, que a golpeou com uma tábua de carne.

De acordo com a Polícia Civil, Firmino teve a prisão preventiva decretada pela Justiça na segunda-feira e foi preso enquanto fazia exames de corpo de delito já previstos no inquérito policial.

Erica Oliveira Gomes foi assassinada em Barra do Garças — Foto: Facebook/Reprodução

Na última sexta-feira (21), o jovem se apresentou na delegacia e confessou o crime. Naquele dia, por não estar em período de flagrante para ser preso e não estar com a prisão decretada, Firmino foi liberado pela polícia.

Versão do marido

Nesta terça-feira (25), o marido confessou à imprensa o crime e deu detalhes do caso. Ele afirmou que estava sob efeito de drogas e não dormia há três dias quando cometeu o assassinato.

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“Queria pedir perdão à sociedade e aos familiares pelo que eu fiz. Todo mundo sabe que eu a amava ela e ela me amava. Eu queria falar para os jovens que estão entrando no mundo da droga que saiam enquanto há tempo, que não façam uma burrice que igual a que eu fiz. Não destrua sua vida”, declarou.

Firmino César está preso na delegacia da Polícia Civil em Barra do Garças — Foto: Lucas Iglesias/Centro América FM

Firmino contou que o relacionamento com Erica era tranquilo e que ela não deixou que ele saísse da casa para consumir mais droga.

O suspeito afirma que a vítima trancou a casa e escondeu a chave embaixo do travesseiro na cama, onde foi dormir. Ele diz que se lembra de ter atacado a vítima, usando a tábua de carne, mas atribuiu o ato à dependência da droga. Ele disse que se arrependeu e se diz usuário de crack desde os 17 anos.

Delegado

Durante interrogatório, ele disse que matou a mulher durante uma divergência porque ele queria sair de casa para usar drogas. Para o delegado Heródoto Fontenele, a versão de que Firmino estaria sob efeito de drogas é mentira.

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“Ele é muito minucioso e detalhista. Não acredito que ele estava sob uso de droga”, afirmou.

O suspeito disse que conheceu Erica quando saiu do presídio em Água Boa, a 736 km da capital, onde cumpria pena por furto. Firmino conheceu a vítima antes de passar por uma clínica de reabilitação em Goiânia.

“Ela acreditava na recuperação do marido. Ele começou a usar droga do dia 14 até o dia 17. Um dia depois o crime ocorreu”, lembrou Fontenele.

Depois de fazerem uma refeição, Erica foi dormir.

“Ele fez uma revelação, até de forma fria, de que foi até a cozinha, pegou a tábua, calculou se aquela tábua era o suficiente para matar a menina, e deu três golpes nela”, contou.

Firmino afirmou ao delegado que roubou o celular, a motocicleta, o notebook e o capacete da vítima para trocá-los por droga em uma boca de fumo.

O marido ainda será encaminhado para audiência de custódia e levado para a cadeia pública de Barra do Garças. Ele responderá criminalmente por homicídio triplamente qualificado.

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TCU confirma informações de falsificação na troca do BRT pelo VLT em 2011

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OTribunal de Contas da União (TCU) confirmou que a substituição da escolha do BRT pelo VLT, em 2011, feita pela gestão do Governo de Mato Grosso à época, ocorreu por meio de um laudo falsificado.
A decisão do TCU que confirmou a adulteração foi dada em 2014 pelos ministros Walton Rodrigues, Aroldo Cedraz, Benjamin Zymler, Raimundo Carreiro, José Múcio Monteiro, Bruno Dantas, Marcos Bemquerer Costa e André Luís de Carvalho.
O esquema foi descoberto pela Procuradoria da República do Distrito Federal, que enviou representação sobre o caso à Corte de Contas.
De acordo com o MPF, a adulteração ocorreu no bojo de um processo que tramitava no Ministério das Cidades, órgão que estava com a responsabilidade de avaliar se acatava ou não a mudança do BRT pelo VLT para atender às necessidades de mobilidade da Baixada Cuiabana para a Copa do Mundo de 2014.
Vale lembrar que o próprio ex-governador Silval Barbosa, em sua delação premiada, confirmou que o projeto inicial era implantar o BRT, mas houve a troca de modal para viabilizar recebimento de propina na ordem de R$ 18 milhões.
O MPF narrou ao TCU que duas servidoras do Departamento de Mobilidade Urbana do Ministério do Ministério das Cidades (Demob), Luiza Vianna e Crsitina Soja, retiraram do processo administrativo uma nota técnica produzida pelo analista de infraestrutura do ministério.
Nessa nota técnica, o analista se manifestou de forma contrária à alteração do BRT pelo VLT, tendo em vista critérios como a impossibilidade de entregar a obra dentro do prazo e outras irregularidades contidas nas estimativas de custos feitas pelo Governo de Mato Grosso.
As duas servidoras, que eram chefes do analista, exigiram que ele modificasse a nota técnica para ficar “em sintonia com a decisão do governo”. Como o analista se recusou, elas produziram novo documento favorável ao VLT “e o inseriram no processo em substituição à peça elaborada pelo analista”.
“Essa nova nota técnica apresenta a mesma numeração da anterior e apresenta data retroativa de 8/9/2011, embora, segundo o Ministério Público, tenha sido produzida posteriormente, em data incerta entre os dias 14 e 26/10/2011”, diz trecho da representação.
A troca de laudos foi confirmada pelas próprias servidoras durante reunião na Demob, cujo áudio foi levado à mídia. Elas foram advertidas em processo administrativo disciplinar e respondem a uma ação de improbidade pelos fatos.
Para o ministro relator do caso no TCU, Walton Rodrigues, é “inegável” a gravidade dos ilícitos cometidos pelas servidoras.
“A nova peça técnica foi preparada pela servidora Cristina Maria e contou com o “de acordo” da servidora Luiza Gomide, no propósito de transparecer o fato desse documento haver sido elaborado pelo Departamento de Mobilidade Urbana antes da decisão que aprovou a nova matriz de responsabilidades para a Copa do Mundo FIFA 2014″.
Rodrigues registrou que Cristina e Luiza violaram a integridade do processo administrativo e dos motivos que fundamentaram a troca do modal.
“Tal norma era ou, pelo menos, deveria ser de conhecimento dos agentes públicos, sobretudo por ocuparem cargos de direção e de gerência. Ao terem potencial consciência da ilicitude, era-lhes exigível conduta diversa […] Assim, a subtração de documento avilta o princípio do controle ao ocultar informações essenciais ao exame da regularidade dos atos administrativos, sobretudo em relação aos aspectos da economicidade, eficiência, eficácia e efetividade”, afirmou.
O ministro votou por condená-las à multa de R$ 2,4 mil e foi acompanhado pelos demais membros.

Fonte: SECOM/MT

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