Aécio continuaria na presidência do PSDB se dependesse dele, diz Alckmin

O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, voltou a dar declarações duras contra o companheiro de partido e ex-presidente da sigla Aécio Neves (MG). “Se dependesse do Aécio, ele continuava na presidência do partido até hoje. É óbvio que houve uma pressão gigantesca para que ele saísse”, afirmou.

As declarações foram feitas em entrevista ao vivo à rádio CBN e ao portalG1. Questionado sobre o motivo de Aécio continuar no partido, Alckmin afirmou que ele ainda está sendo julgado. Em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, o paulista deu declarações parecidas sobre a situação de tucanos com problemas com a Justiça, mas não afirmou com clareza quando os já condenados pedirão desfiliação da legenda, caso do ex-tesoureiro Eduardo Azeredo.

“Não vou fazer campanha ao lado de Aécio, até porque não tem palanque”, disse Alckmin. Isolado após o escândalo da divulgação de 1 áudio pedindo dinheiro ao empresário Joesley Batista, da JBS, Aécio desistiu de concorrer a reeleição ao Senado e tentará em outubro uma vaga na Câmara federal. “Ele vai fazer a campanha dele de deputado e eu vou fazer a minha”.

Alckmin lembrou que já foi a Minas Gerais em diversas ocasiões durante esta campanha ao Planalto e em todas optou por percorrer o Estado ao lado do senador Antonio Anastasia, que é candidato ao governo estadual. Anastasia é do grupo político de Aécio e foi secretário de seus governos à frente de Minas.

HISTÓRICO

Desde o início do escândalo envolvendo Aécio Neves, Alckmin tem buscado adotar postura evasiva ao tratar do senador. As declarações mais contundentes do tucano são feitas ao ser pressionado em entrevistas ao vivo para televisões e rádios. A 1ª delas foi em abril deste ano quando Alckmin afirmou que o ideal era que Aécio não fosse candidato a nenhum cargo nas eleições de 2018.

O Aécio sabe o que eu penso. É claro que o ideal é que ele não seja candidato, é evidente. Mas vamos aguardar que ele tome essa iniciativa“, disse à época em entrevista à Rádio Band.

 

Credito:Poder360

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